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A História E As Estórias Do Alho

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Alimentação
A História E As Estórias Do Alho

O alho é uma planta perene com cerca de 60 centímetros que carrega consigo várias estórias e mitos, ou melhor, carrega consigo a História. Quem nunca ouviu falar, na literatura ou no cinema, que alho afasta os vampiros? É uma lenda muito popular. Vêm da Europa de Leste que encara o alho como um alimento que afasta as coisas más, esotericamente falando. Aliás, existe um tipo de alho chamado Transylvanian, ligado a outra lenda, a do conde Drácula, que morava na Transilvânia. Como esta há outras. Por exemplo, na Odisseia, de Homero, o famoso Ulisses, que realizou os doze trabalhos, usa um capacete feito de alho, para afastar uma feiticeira.

Deixemos as lendas e retomemos à História. Pensa-se que o alho terá vindo do continente asiático, porém, a arte, como uma fonte de saber, leva-nos ao Egito. Este alimento foi pintado em sarcófagos egípcios muito antes da vinda de Cristo.

Tutankamon o possuidor do único túmulo egípcio que não foi assaltado devido à falta de opulência que tinha. Foi um faraó que morreu muito precocemente e, por tudo isto, sabemos que foi enterrado bocados de alho. Na Grécia e Roma, o alho também tinha uma função de repelente, mas para escorpiões. Na Idade Média era usado para afastar os mosquitos, que devido à falta de higiene, abundavam de forma extrema. Chegou ao Brasil através das caravelas portuguesas na Idade Moderna.

Contudo, também foi desprezado, nomeadamente, na Inglaterra, por causa do hálito. A razão fulcral por o alho não ter tido um papel mais presente na história da comida, e não só como repelente, foi a falta de adesão das classes altas, com receio do hálito intragável, que permanecia. Ainda mais se a questão da higiene era muito questionável. Segundo Louis Pasteur, o alho é muito bom para eliminar as bactérias. Pode eliminar até 23 bactérias, como a receada salmonela. O alho não completaria a História se não tivesse entrado na Segunda Guerra Mundial, nos anos 40. Na falta de penicilina, as tropas recorriam as soluções feitas de alho.

Hoje em dia o alho faz parte da alimentação de muitos indivíduos, que cada vez mais se apercebem das suas propriedades medicinais.


Daniela Vicente

Título: A História E As Estórias Do Alho

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Habitação – Evolução qualidade/Preço

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Alojamento
Habitação – Evolução qualidade/Preço\"Rua
Hoje vivemos dias muito complicados do ponto de vista económico, uma vez que a nossa sociedade moderna consumista tem acarretado para as famílias a triste ideia de que temos que possuir tudo o que existe para ser possuído.

Relativamente ao assunto especifico da habitação, com o passar dos tempos, as pessoas têm adquirido as suas casas em função do que há no mercado, e este mercado tem evoluído de uma forma perigosa em termos de custos; o que quero dizer com isto, é que há vinte anos atrás, encontrávamos apartamentos no mercado, e tenho por base um apartamento T3 que tinha 3 quartos conforme a tipologia descrita, naquele tempo uma cada de banho, uma sala de estar/jantar conjunta e talvez uma varanda, hoje o mesmo apartamento terá os três quartos, a sala, duas casas de banho das quais uma poderá estar num dos quartos a que passou a chamar-se suite, este apartamento hoje, tem forçosamente que ter pré instalação para aquecimento central, lareira com recuperador de calor, e muito provavelmente aspiração central, ou pelo menos a pré instalação… Assim, quem compra um apartamento hoje, apesar das dimensões de cada divisão estarem diminuídas, o preço foi muito incrementado pelos extras, e depois há ainda que adquirir uma caldeira para fazer funcionar a tal pré-instalação de aquecimento central, os radiadores porque sem eles o dito não funciona, naturalmente o trabalho do técnico… há ainda que adquirir em muitos casos o aspirador propriamente dito para fazer funcionar a aspiração central, e algumas coisas mais, acessórios dos quais, antes não tínhamos necessidade.

Não quero dizer com isto, que estes equipamentos não são úteis, são, mas e aquelas pessoas que compraram os seus apartamentos há uns tempos, cujos espaços não dispunham destas “modernices” como viveram? Como vivem hoje? Provavelmente aqueles que tiveram disponibilidade económica para isso, colocaram nas suas habitações, aquilo que julgaram necessário, não colocaram aquilo que não lhes é útil de todo, por outro lado aqueles que não tiveram disponibilidade económica vivem sem os equipamentos em questão, ou colocam um equipamento à dimensão das suas possibilidades. O real problema é que os referidos equipamentos valorizaram muito mais as habitações em termos de preço de compra do que o valor real dos mesmos, e as pessoas, estão apagar vinte ou trinta anos, para não dizer mais, um bom valor acima do que pagariam sem estas coisas, além disso comprariam aquilo que quisessem e pudessem.

Para além do exposto, a qualidade de construção e acabamentos não melhorou, antes pelo contrário. Hoje o valor das casas está a decair rapidamente, e as pessoas em geral vivem em casas cujos valores atuais de mercado são muito inferiores ao que estarão a pagar durante muito tempo…

Naturalmente o mercado poderá mudar, mas não é esse o caminho que parece seguir.

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Ana Sebastião

Título:Habitação – Evolução qualidade/Preço

Autor:Ana Sebastião(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    21-04-2014 às 17:09:01

    A compra seja de apartamento ou casa estão mais caras e nem sempre oferecem serviços como mostram na divulgação. Não é bom financiar, pois custará o dobro. Realmente, o melhor a fazer é buscar preços que têm condições de pagar ou aderir a um consórcio.

    ¬ Responder
  • Sofia Nunes 13-09-2012 às 17:07:44

    Na minha opinião e de acordo com o que tenho observado, a relação qualidade/preço das habitações está a melhorar. E isso não é necessariamente bom, uma vez que é resultado da crise económica. Como refere, o valor das casas está a descer, pelo que se pode comprar uma vivenda pelo preço que há uns anos era de um apartamento. O problema é que, apesar de as casas estarem mais baratas, os compradores não têm dinheiro.

    ¬ Responder

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