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Al Berto - o segundo filme da trilogia de Vicente Alves do Ó

Categoria: DVD Filmes
Al Berto - o segundo filme da trilogia de Vicente Alves do Ó

Mais conhecido como Al Berto, o seu pseudónimo, Alberto Raposo Pidwell Tavares, foi um poeta, pintor, editor e animador cultural português. Nasceu numa família da Alta Burguesia, de origem inglesa da parte da avó paterna, em Coimbra. Vive toda a infância e adolescência em Sines, Alentejo, até ser mandado para a Escola António Arroio, em Lisboa, uma escola de ensino artístico.


Com 19 anos de idade, não quer ir para a tropa e então parte para Bruxelas, onde estuda numa escola superior de Arquitetura e de Artes Visuais. Depois de terminar o curso, decide deixar a pintura e dedicar-se exclusivamente à escrita.


Viveu ainda numa comunidade hippie, onde supostamente teria tido alguns relacionamentos amorosos, com um homem e com duas mulheres, de entre as quais se supõe ter existido o nascimento de um filho do poeta.
Al Berto regressa depois a Portugal, e é este período que vai da chegada a Portugal, até à sua morte, que é narrado no filme Al Berto, do Realizador Vicente do Ó, agora a estrear nos cinemas portugueses.


O Medo, é considerado o trabalho mais importante da sua obra, e o seu grande testemunho artístico.
Naqueles anos, Al Berto viveu com um grupo de amigos numa casa senhorial, à entrada de Sines, conhecida como “Palácio”. A casa havia sido pertença da sua família, da parte da sua ascendência inglesa, que ali enriqueceu com a industria conserveira.


Vicente Alves do Ó, é o realizador do filme e suspeito na historia, pois ele que, também é de Sines, conheceu-o pessoalmente, através do seu irmão João Maria do Ó que teve uma relação de cerca de três anos com o poeta, e que também viveu no “Palácio”. São os seus diários, livros e papeis guardados, os textos inéditos que são utilizados para o guião deste filme, escrito por Vicente do Ó.
O realizador diz-se fascinado pela vida dos poetas e dos artistas, e tendo já realizado o filme “Florbela”, diz querer ainda realizar um filme sobre a vida de Sophia, afirmando ser esta a sua trilogia.


Não perca por isso, o segundo filme da trilogia de Vicente Alves do Ó, em breve nos cinemas.


Liliana Félix Leite

Título: Al Berto - o segundo filme da trilogia de Vicente Alves do Ó

Autor: Liliana Félix Leite (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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