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Gotas de Emoção

Categoria: Literatura
Gotas de Emoção

Deixar
Deixar que o sol faça de
Minha alma brilhar no mundo
Para que o mundo pudesse me enxergar,
Para que quem esteja aqui não me
Veja como um ser superior a eles,
Mas que um como eles ou
Como mantenedor de dom as quais
Eles têm dentro do peito,
Dentro dos corações que são os encantadores
E sublimes esconderijos de emoções,
De sentimentos e
Sensações puras as que trancafiamos
A ilusão em seu próprio mundo,
Repleto de desolação.

No Frio
No calor abro voo para alcançar
Sua alma repleta de amor,
Para não pegar a chegada do frio
Que congelaria minha alma ou o meu coração
Como maior recinto da paixão,
Morada do amor
Que abriga a nossa compaixão
Para quem fez do meu amor
De seu brinquedinho ou
Ou de seu fantoche a qual com os dedos
E a mão interferisse aos meus sentimentos e
Emoções.

Para Sempre
Para sempre vou te amar
Tão quão como se o amor nunca houvesse fim,
Sendo tão infinito quanto ao tamanho do universo
A qual nosso mundo reside,
A qual todas as pessoas de raças,
Cores e religiões vivem se divergindo
Sem levar em conta o dom de amar a quem não
Conhecemos para conhecer quem em uma só
Piscada de olhar sublime atraindo
Corações de quem nunca se viu para um dia dizer
Amar a quem um dia,
Simplesmente conheceu com a ajuda
Das plenitudes do amor a
Magia da paixão.

O certo que se escreve não é semelhante ao que pensamos ser.

Sobrou
Sobrou de meu avião
As carcaças do meu amor deglutinado por seu coração
Que despreza esse amor que aqui dentro lhe guardava
Com todo o amor do mundo,
Com toda a paixão do universo que chega
A ser como uma agulha dentro dessa imensidão
Que é até impossível pensar em um dia
Viver com consigo,
Ou sem quem acolha os destroços
De um coração derrotado
Pela ilusão que sem a formosura
De sua compaixão,
Até que dentre os seus dedos subissem
Subissem o zumbido de meus gritos.

Grito
Grito o amor
Expressando a paixão
Para desperdiçar a ilusão.

Desperdício
O desperdício de amor
É como o desperdício disprósio
Da água a qual usamos ou
Que alguém use por aí se o mínimo
De consciência a qual custamos conquistar
Através de nossos atos de tanta inconsciência
Domadora de nossas intenções,
Nossos desejos e
Insanas sensações embora sejam
Momentos de nostalgia por quem amamos,
Como a água que do mundo há cada instante se vai
Ao nosso desuso desprovido de tanto e,
Tamanha sabedoria.

Tamanha
Tamanha é essa paixão que
Tão quão aos outros me amedronta
De tal forma e maneira
Que nem sei com que palavras
Explicar-me e
Expressar-me de tal forma
A qual seu coração saiba como é a
Forma mais prática de explorar toda a mata
Deslumbrada e fortalecida
Por uma escuridão.


Kaique Barros

Título: Gotas de Emoção

Autor: Kaique Barros (todos os textos)

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Comentários - Gotas de Emoção

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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