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Poesias de Hoje

Categoria: Literatura
Visitas: 2
Poesias de Hoje

Força da Misericórdia

Por misericórdia peço
Pela sua alma que tão carente
Se encontra,
Que tão triste nasce
E logo,
Na tristeza desencarna
Junto a seus sonhos
Que por dentro acende uma chama
Deixando encurralada a alma
Que nas sombras do medo
Remetente de uma tristeza
Encontra a tamanha misericórdia
Que por medo se agarrou como
Se fosse uma boia para que não se
Afogasse junto a areia movediça
Que te puxava pelos pés
[...]
E junto ao vento que te puxava
Para o alto e avante.

O CÉU

O céu é a única alternativa
De caminho de estrada,
De caminho para quem sonha
E para quem ama à Deus,
A quem tem ele como seu caminho
Para a luz de uma fraterna divindade
Alcançar
[...]
Por meio de atos que não o
Incriminam,
Mas que não o leva para a imensidão
Da tamanha pureza divina
Que somente à Deus cabe saber
Para assim nos encaminhar
Até o seu tão singelo encontro.

Até a Morte

Até a morte é essa a minha crença
De um dia poder te ver por mais que
Eu acredite na existência tão somente
De sua tão puríssima alma,
De um dia poder te dizer que um dia
Você me salvou e não tão só por
Isso é meu guia por tão
Somente salvar vidas,
Salvar alma,
Purificando corações
Com o seu amor tão verdadeiro e
Puro quanto o amor entre os pais
Com os seus filhos que tanto apronta
Sem se ligar nas consequência que um
Dia seus atos o faria,
Comprometendo o amor
Que um dia sentiu por alguém
E que agora não deixar de amar,
Mas por seu singelo e
Amável prazer de amar
[...]
O guardou em seu coração.

O Céu
A imensidão que contemplo
É a mesma em que reside a razão
De todo mundo existir,
De todo mundo poder amar,
Poder respirar
Para viver um dia após
O outro embora a dificuldade
Fosse mais persistente quanto a nossa
Coragem e a
Fé ainda sim,
Persistia como uma rocha de
Ferro que não se quebra,
Mas se racha, embora
[...]
Um diamante fosse.

Valor
O valor de um verdadeiro amor
É de fato contemplado pela paixão
Que por dentro me incendeia o coração
Despachando a ilusão fazendo
Amanhecer junto ao céu
O arco-íris que tanto abrilhanta
A minha alma,
O meu coração e
O meu jeito de ser.

À Você
À sua alma dedico
O fogo que por dentro me incendeia,
Para aquecer seu coração
Que tanto ao meu se completa por inteiro
Expulsando a ilusão
Que tanto me torturava na escuridão
Que com o silêncio fazia de minha coragem
A escrava de meu próprio medo
De um dia perder o sol que tanto ilumina
O meu coração que nas noites de verão
Não podia ver as estrelas enfeitando o céu banhado pelo
Manto da neblina fazendo da ilusão
A minha única visão,
Sem que a escuridão assim
[...]
Me trancafiasse na solidão
Com a perdição e
Sem Adão.


Kaique Barros

Título: Poesias de Hoje

Autor: Kaique Barros (todos os textos)

Visitas: 2

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Comentários - Poesias de Hoje

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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