Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > DVD Filmes > Lars Von Trier, "Persona Non Grata"

Lars Von Trier, "Persona Non Grata"

Categoria: DVD Filmes
Lars Von Trier, "Persona Non Grata"

A notícia tem feito correr muita tinta. Lars Von Trier, que tem actualmente a concurso no Festival de Cinema de Cannes o filme Melancholia, com Charlotte Gainsbourg (21 Grams), Kiefer Sutherland (Dark City) e Kirsten Dunst (Spider-Man), teve durante uma conferência de imprensa um deslize que lhe está a custar (a si e ao filme) mais caro que o que esperava.

Quando alguém lhe colocou uma questão acerca das suas raízes germânicas, Von Trier disse "Eu compreendo Hitler. Ele fez algumas coisas erradas, absolutamente, mas vejo-o sentado no seu bunker próximo do fim… Simpatizo com ele um pouco... Como é que eu me safo desta frase? Ok. Sou um Nazi.”

À medida que o clima se tornava progressivamente mais pesado, continuou. "Não quero com isto dizer que sou a favor da Segunda Guerra Mundial e não tenho nada contra os judeus, nem mesmo Susanne Bier (N.R: realizadora de origem dinamarquesa de pais judeus, que ganhou em 2010 o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com o filme In a Better World). Aliás, sou até muito a favor deles. Bem, Israel é uma pedra no sapato, mas…”

As observações do realizador não caíram muito bem aos presentes na conferência de imprensa nem a Kirsten Dunst, actriz do seu novo filme e que se estava sentada a seu lado, que se tivesse um buraco para se enfiar tinha-o feito.

A resposta da organização do festival não se fez esperar, que exigiu explicações a Von Trier, mas o pedido de desculpas não pareceu satisfatório ao seu presidente Gilles Jacob.

Foi então decidido que Lars Von Trier seria "Persona Non Grata" em Cannes, a tomar efeito imediatamente.

Diz o comunicado: "Cannes providencia aos artistas um espaço excepcional para apresentarem os seus trabalhos e defender a liberdade de expressão e criação. Arrependemo-nos profundamente que esse espaço tenha sido usado por Lars Von Trier para expressar opiniões que são inaceitáveis, intoleráveis e contrárias aos ideais de humanidade e generosidade que existem acima do próprio festival."

A decisão é de cariz puramente pessoal, já que o filme permanece na corrida para a Palma de Ouro, mas Melancholia já sofre com isso, havendo já notícias de distribuidoras que desistiram de apoiar a sua distribuição.

Vejam aqui o vídeo da conferência de imprensa.


Dr. Artur j. Albuquerque

Título: Lars Von Trier, "Persona Non Grata"

Autor: Dr. Artur Albuquerque (todos os textos)

Visitas: 0

602 

Comentários - Lars Von Trier, "Persona Non Grata"

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Os descendentes de Eça

Ler próximo texto...

Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios