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Promova sessões de cinema em casa!

Categoria: DVD Filmes
Promova sessões de cinema em casa!

Um bom filme enche o olho, a alma e a crítica favorável dos espectadores que, no seio de uma inumerável série de ofertas com que são “bombardeados”, elegem o (s) filmes (s) da sua vida. O DVD, ou outro suporte mais “doméstico” permite, não só o visionamento frequente das películas que se preferem, como proporciona eventuais momentos de divertimento e convívio sem necessidade de se sair do recesso do lar. Este facto apresenta múltiplas vantagens e resolve alguns problemas, sobretudo para quem possui prole, nomeadamente no que se refere a onde e com quem deixar as crianças. Para além disso, anula a sujeição a horários de cinema, a companhias mais faladoras ou de qualquer modo incomodativas, a intervalos em que se tem de dar constantemente passagem às pessoas que aproveitam para sair e entrar vezes sem conta, às filas de compra dos bilhetes, …

A preços bastante mais agradáveis, quer se aluguem ou adquiram as fitas, pode planear-se uma óptima sessão de “cinema em casa”, convidando os amigos, criando condições de luminosidade semelhantes às das salas onde se costuma ir, promovendo um edificante convívio e providenciando umas pipocas, ou uns aperitivos, para que a adrenalina ou a emoção do que se está a ver possa libertar-se de forma … “crocante”.
Sempre é mais saudável e higiénico do que roer as unhas ou lamber as lágrimas! Toda a gente sabe que as unhas alojam muito lixo e, uma vez engolidas, são susceptíveis de provocar apendicite. O excesso de sal, por seu lado, eleva a tensão arterial e beber litros da aguadilha salgada que a vista emana não é nada bom… Nem para a própria visão é aconselhável estar assim tão imersa numa autêntica salmoura!

Portanto, o melhor é parar de “fazer filmes” e optar pelo que realmente convém. Já bem basta o argumento, nem sempre feliz, sobre o qual foi rodado o filme da nossa vida, em constante projecção sobre o ecrã da nossa mente…! Provavelmente, uma vezes ganhar-se-ia o óscar de melhor actor principal, outras, quando tentamos a todo o custo fugir, o de pior protagonista, outras ainda o de melhor figurante, respeitante a uma participação discreta no palco das actuações fundamentais. É claro que há quem prefira ser galardoado com os prémios de melhor guarda-roupa ou similares, que não implicam uma avaliação profunda do desempenho, mas a falta de substância, na verdade, não veicula a satisfação genuína, sólida e duradoura…

Maria Bijóias

Título: Promova sessões de cinema em casa!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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