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Pavimentos de madeira

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Pavimentos de madeira

A madeira é um recurso largamente utilizado na construção civil, às vezes servindo de sustentação e apoio, como caibros e portais; outras vezes sendo elemento de decoração, conferindo ao ambiente elegância e aconchego, como nos pisos de revestimento. Há uma série de produtos disponíveis que precisam ser estudados, antes de se decidir por um deles, pois a escolha deve atender às carências do ambiente e ao estilo do morador.

Pisos laminados ou carpetes de madeira respondem às exigências de acolhimento e sofisticação, sendo formados pela combinação de madeira nobre prensada e resinas específicas. A finalização passa por tratamento de combate aos cupins, garantindo a durabilidade, enquanto o verniz, aplicado em camadas, ressaltará a beleza. Pisos mais resistentes contarão com maior número de lâminas. Embora sejam de fácil instalação e manutenção, só confie este trabalho a profissionais qualificados e especializados nas técnicas de assentamento de pisos. Este cuidado permitirá um acabamento impecável e seu piso atravessará os anos.

Problemas de umidade e infiltração devem ser corrigidos, pois o mínimo contato com a água causa danos a todo revestimento de madeira. Cuide de impermeabilizar portas externas, de cozinhas e de banheiros, e o contrapiso que será revestido e que, além disso, deve apresentar um perfeito nivelamento. Evite revestir pavimentos localizados no térreo, onde sempre há presença de umidade.

O tabuão ou assoalho é o revestimento em madeira mais caro e o de maior vida útil. Sua inquestionável beleza confere ao ambiente um ar de superioridade, pois em seu processo de fabricação estão madeiras nobres, como o Angelim e o Ipê, dos quais são preservados os contrastes naturais de tonalidades. Sua aplicação, considerada difícil, segue normas específicas de encaixe, fixação e distancia entre as peças. Caso seja o revestimento escolhido para pavimentos térreos, não descuide da impermeabilização do contrapiso.

Os Tacos e Paquetes, a exemplo dos assoalhos, preservam as características da madeira que lhe deu origem. Formados por pequenas peças, são facilmente manipulados, ensejando criativas combinações. Banir infiltrações e umidade é recomendação para instalação de qualquer piso de madeira. No caso dos tacos e paquetes, o contato com a água os fará dilatar e empenar. Regras de espaçamento precisam ser respeitadas sempre, pois a madeira expande naturalmente após a colocação de qualquer revestimento.

Seja qual for o seu estilo, os pisos de madeira serão um aliado para dar aos ambientes um ar de renovação e aquela agradável sensação de conforto.



Hediene

Título: Pavimentos de madeira

Autor: Hediene Hediene (todos os textos)

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Imagem por: Mr.Thomas

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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