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O valor de uma terra

Categoria: Imóveis Venda
O valor de uma terra

Ser-se detentor de uma terra constitui uma riqueza inestimável. Quer sejam comprados ou alugados, os terrenos dão azo ao cultivo de alimentos, a passeios, ao contacto com o campo, à formação da fantástica lama que levamos agarrada ao rasto dos sapatos ou botas para dentro de casa, à edificação de sonhos e, porque não, à sua sepultura, como é o caso dos cemitérios.

Enquanto seres terrestres (embora alguns persistam na ilusão de que são autênticos “anjinhos…), o estar responsável por um pedaço de chão é algo que mexe com a natureza intrínseca de cada um.

Trata-se do chamamento das origens, ao qual nem os “ratos de cidade” ficam indiferentes. Para estes sim, na maioria das vezes, dava muito jeito ter uma asinhas…

Engarrafamentos à parte, os terrenos albergam ainda, em variadíssimos locais, coelhos e outras espécies desvairadamente perseguidas por caçadores, uns credenciados e outros fortuitos.

A propósito de caçada, os terrenos foram, num passado ainda recente, palco de verdadeiras “caças ao tesouro”, na busca do dinheiro que as pessoas de mais idade costumavam esconder no quintal.

Hoje em dia, temos formas bastante mais higiénicas e sedutoras de enterrar, literalmente, o capital, como em certas contas poupança e outras aplicações propostas como imensamente rentáveis por instituições bancárias. Graças a estes mesmos Bancos, há muita gente enterrada de dívidas até ao pescoço, com tendência a subir.

O que também vai subindo é o preço dos terrenos, pelo que arrendar pode apresentar-se como uma alternativa mais vantajosa.

Para o meio ambiente, e para a própria harmonia da paisagem, importa que se reduzam os baldios, que em nada aproveitam a ninguém. Seja como for, e enterrando ou desenterrando coisas, o que realmente interessa é ter sempre «os pés bem assentes na terra» …


Rua Direita

Título: O valor de uma terra

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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