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O maior vulcão de lama

Categoria: Outros
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O maior vulcão de lama

Os vulcõe são sem sombra de dúvida um fenómeno do ecossistema. Mas como é que eles expelem lama das profundezas das entranhas da terra?

Na verdade, existem vulcões de lama em terra e no fundo do mar. E, expelem a sua lama através de fendas na Terra, originando grandes espetáculos mas, aterrorizadores.
Tal como os vulcões comuns, podem efetivamente, formar montes com centenas de metros de altura, projetando a sua lama por vários quilómetros no ar.

Além desta lama projetada, podem ainda formar crateras idênticas a funis, que deixam escorregar como que um lago de lama.

Os gases que os vulcões expelem são outro fenómeno, em que espontâneamente se transformam em línguas de fogo.

Há no ecossistema, muitos vulcões de lama em terra e no fundo do mar. A maior parte localizam-se desde os Alpes até aos Himalaias, sendo cerca de 30% localizados no Azerbeijão. É aqui que se localizam os maiores vulcões em forma de cone, porque os de lama estão em zonas de placas da crusta terrestre. Aqui, a placa oceânica afunda sobre o oceano.

O maior vulcão de lama da crosta terrestre encontra-se na Indonésia, concretatamente em Lusi e é conhecido por ser o maior vulcão de lama e, de crescimento mais rápido.

A erupção deste vulcão teve o seu início já em 2006 e a sua cratera explode cerca de 180 mil toneladas de lama quente por dia.

Apesar disso, os cientistas calculam que ele pode continuar em atividade por mais vinte e seis anos, expelindo muita lama. Tanta lama que poderá ser suficiente para encher 56 mil piscinas olímpicas, tal a sua magnitude!

Apesar das tentativas dos indonésios, para conter a sua torrente, largando bolas de betão gigantes na cratera, os esforços revelaram-se infrutíferos.

É por isso que hoje, cerca de oito quilómetros quadrados, ainda jazem submersos em lama, atngindo nalgumas zonas 18 metros de profundidade.

O resultado da atividade deste vulcão gigante, foi ter matado 13 pessoas, engolir dez mil edifícios e desalojar 30 mil pessoas, engolindo as casas.

O vulcão Lusi, é realmente invulgar e, segundo se diz, obra do homem. Ele foi devido a uma fuga, numa perfuração de gás, próximo da cratera, que fraturou a rocha, fazendo esta pressão, que por sua vez fez a lama jorrar pelas suas fendas.

Apesar disso a empresa alega que se tratou de um sismo.

Atualmente , a ciência suspeita de que há também vulcões antigos de lama em Marte, que podem ajudar a encontrar vida alienígena, cheia de micróbios do interior do planeta. Contudo, isto ainda é uma interrogativa, dos mistérios de outros planetas habitáveis.

Os vulcões podem expelir fumarolas negras ou brancas que são bastante tóxicas e contribuem para a poluição.


Pedro gil Ferreira

Título: O maior vulcão de lama

Autor: Pedro gil Ferreira (todos os textos)

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Comentários - O maior vulcão de lama

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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