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O papel da música na saúde

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Música
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Comentários: 7
O papel da música na saúde

Para além do fascínio que a música exerce sobre a grande maioria das pessoas, há muito tempo que se sabe que ela tem o condão de interferir com mecanismos cerebrais, estimulando determinados circuitos da massa cinzenta, funcionando como uma terapia.

Segundo especialistas, a música pode ajudar no tratamento da dor quando se recupera de uma cirurgia, na reabilitação de indivíduos que sofreram um AVC e ficaram com sequelas, e em situações de dores crónicas.

Os primeiros registos sobre os benefícios da música no tratamento de doenças remontam a publicações do século XVIII, altura a partir da qual se encetaram estudos nesta área. Independentemente de as descobertas não terem sido de monta, sabe-se hoje que árias aprazíveis suscitam a libertação de substâncias no organismo que originam sensações de prazer e bem-estar.

Um grupo de cientistas finlandeses da área da neurologia descobriu recentemente que a música estimula o sistema nervoso, ativando várias regiões do cérebro em simultâneo, o que nas pessoas em que essas zonas se encontram danificadas por um derrame, acelera o processo de recuperação. Por outro lado, ajuda a prevenir a depressão, tão frequente nestes pacientes.

Também no que concerne ao tratamento pós-cirúrgico, um artigo editado no jornal “Critical Care Medicine” refere existir uma resposta fisiológica efetiva à música por parte de enfermos intervencionados cirurgicamente. Mozart revelou possuir maior efeito sedativo do que os fármacos! Verificou-se uma diminuição da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, a par de uma menor necessidade de recorrer a analgésicos e de uma descida dos níveis de algumas hormonas relacionadas com o stress.

Foi no término da Segunda Guerra Mundial que surgiu a ideia de convidar músicos para tocar em hospitais. Tal apoio no tratamento dos feridos aportou frutos tão positivos que as autoridades médicas americanas resolveram profissionalizar pessoas com o intuito de se recorrer à música como terapia. Então, em 1944, foi desenvolvido o primeiro curso de Musicoterapia, pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos.

A musicoterapia traduz o uso da música como instrumento de saúde, evidenciando a real possibilidade de reabilitar e prevenir doenças por meio dos sons. Presentemente, muitos médicos de diversas especialidades fazem uso da música como expediente terapêutico em patologias como a hipertensão e o cancro, e advogam que o método é um excelente complemento do tratamento convencional, capaz de reduzir as consequências da doença e, por conseguinte, o emprego de analgésicos e sedativos. O efeito desse tipo de terapia vai além do uso da música como tranquilizante ou como ferramenta para regozijar o paciente. Pesquisas caucionam que o tratamento robustece emocionalmente o doente, ajudando-o a lidar melhor com os sintomas da sua enfermidade.

A música pode estar mais associada à aptidão para tocar algum instrumento ou para cantar. Tem o condão de desenvolver potenciais intrínsecos, agindo ao nível da prevenção e do tratamento de afetações como o stress, o flagelo do século XXI. A musicoterapia é versátil, pelo que se pode usar individualmente, em família ou em grupo. Dirige-se a portadores de deficiências várias, distúrbios psíquicos que incluem a depressão, a esquizofrenia e o autismo, e tem ainda aplicação no âmbito da geriatria.

Em acréscimo, o treino musical fomenta o progresso cognitivo, a atenção, a memória, a destreza motora e cria unidade entre linguagem, música e movimento. Pitágoras atribuía à terapia através da música a designação de “purificação”. Segundo ele, a música curativa destina-se a (re)equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: «pensar, sentir, perceber e intuir».

Outra realidade onde a musicoterapia tem uma utilização crescente diz respeito ao aumento exponencial de idosos institucionalizados. O internamento do idoso em lares surge, normalmente, da impossibilidade da família em tomar conta do seu velho ou na sequência do stress e/ou esgotamento físico do cuidador após doença prolongada do idoso, falta de tempo ou intolerância à senilidade.

Desenraizados e vulneráveis, a música tem a dita de amenizar as mudanças radicais que os idosos enfrentam quando são internados, os imensos fatores de desestabilização a que ficam sujeitos, desde as novas regras do dia a dia até à coabitação com pessoas desconhecidas e que não escolheram para compartilhar o espaço e a vida, e, sobretudo, a perda dos vínculos com familiares, amigos e vizinhos. Os idosos sentem-se isolados, desvalorizados, desprovidos de autoestima e, muitas vezes, da própria identidade.

O facto de a população estar cada vez mais envelhecida exige políticas de saúde específicas, mormente virada para a conservação da capacidade funcional dos seniores. Atualmente, buscam-se novas modalidades de tratamento, com uma abordagem multidisciplinar, no sentido da conceção da pessoa idosa com um todo, harmonizando estrutura física e mental. Neste contexto, a utilização da música revela-se um meio eficaz na solução de conflitos internos, na expressão de emoções, na evocação de lembranças e no reavivamento de factos inconscientes. A memória reativada converte a velhice em tempo de recordar, dando azo a reconstruir e reviver episódios significativos da sua juventude e repensar, com as imagens do presente, as experiências do passado.

Ouvir música é saudável para toda a gente. Alivia tensões, ajuda a refletir, transporta-nos para cenários prazerosos, cura-nos. Qual a importância da música na sua saúde a na sua vida?


Maria Bijóias

Título: O papel da música na saúde

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 7 )    recentes

  • SophiaSophia

    13-05-2014 às 19:22:27

    Acredito muitíssimo que a música influencia bastante no nosso estado de saúde, principalmente, quando estamos em depressão, tristes, ela tem o poder de falar ao nosso coração e transformar o nosso dia. Uma música suave, lenta é maravilhosa!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • Tulio Sérgio Navarro Lins

    14-10-2012 às 01:30:56

    Carissimos,
    Paz e Bem
    Eu sou uma pessoa que pode dizer a musica realiza e mim maravilhas,e que seja assim com todos principalmente depois que li a respeito da musica na cura de pacientes da 2a. guerra.Parabéns estou muito feliz mesmo pos atravessei um periodo negro na minha vida a respeito de saude,e a familia,Deus e a musica estiveram sempre presentes em mim.Obrigado meu Deus.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoVanessa

    07-04-2011 às 19:13:29

    Ameeeiii o site!!

    ¬ Responder
  • Luiz Fernando AmolariLuiz Fernando Amolari

    20-06-2010 às 15:25:15

    Olá estou escrevendo um artigo sobre o assunto e gostaria de saber se vc pode citar alguns autores que escreveram sobre esta area

    ¬ Responder
  • Wendel VasconcelosWendel Vasconcelos

    09-12-2009 às 14:40:37

    Venho parabenizar pelo ótimo trabalho esclarecendo tantas dúvidas sobre o real efeito da música em tratamentos e procedimentos na saúde.

    Muito bom o material aqui!!!

    Um forte abraço.. até mais....

    ¬ Responder
  • isabelisabel

    29-09-2009 às 14:21:36

    Olá, gostaria de saber a referência bibliográfica a respeito de sua citação sobre Pitágoras, também estou fazendo um trabalho, e preciso dessa citação.
    Abraços

    ¬ Responder
  • JuanaJuana

    22-09-2009 às 17:38:19

    Oi... eu tô fazendo um trabalho e me interessei muito por esse assunto da música ser usada em tratamentos!
    bem... só comentei para vocês saberem que estão de parabéns!

    beijoos
    =)

    ¬ Responder

Comentários - O papel da música na saúde

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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