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O papel da música na saúde

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Música
Visitas: 72
Comentários: 7
O papel da música na saúde

Para além do fascínio que a música exerce sobre a grande maioria das pessoas, há muito tempo que se sabe que ela tem o condão de interferir com mecanismos cerebrais, estimulando determinados circuitos da massa cinzenta, funcionando como uma terapia.

Segundo especialistas, a música pode ajudar no tratamento da dor quando se recupera de uma cirurgia, na reabilitação de indivíduos que sofreram um AVC e ficaram com sequelas, e em situações de dores crónicas.

Os primeiros registos sobre os benefícios da música no tratamento de doenças remontam a publicações do século XVIII, altura a partir da qual se encetaram estudos nesta área. Independentemente de as descobertas não terem sido de monta, sabe-se hoje que árias aprazíveis suscitam a libertação de substâncias no organismo que originam sensações de prazer e bem-estar.

Um grupo de cientistas finlandeses da área da neurologia descobriu recentemente que a música estimula o sistema nervoso, ativando várias regiões do cérebro em simultâneo, o que nas pessoas em que essas zonas se encontram danificadas por um derrame, acelera o processo de recuperação. Por outro lado, ajuda a prevenir a depressão, tão frequente nestes pacientes.

Também no que concerne ao tratamento pós-cirúrgico, um artigo editado no jornal “Critical Care Medicine” refere existir uma resposta fisiológica efetiva à música por parte de enfermos intervencionados cirurgicamente. Mozart revelou possuir maior efeito sedativo do que os fármacos! Verificou-se uma diminuição da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, a par de uma menor necessidade de recorrer a analgésicos e de uma descida dos níveis de algumas hormonas relacionadas com o stress.

Foi no término da Segunda Guerra Mundial que surgiu a ideia de convidar músicos para tocar em hospitais. Tal apoio no tratamento dos feridos aportou frutos tão positivos que as autoridades médicas americanas resolveram profissionalizar pessoas com o intuito de se recorrer à música como terapia. Então, em 1944, foi desenvolvido o primeiro curso de Musicoterapia, pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos.

A musicoterapia traduz o uso da música como instrumento de saúde, evidenciando a real possibilidade de reabilitar e prevenir doenças por meio dos sons. Presentemente, muitos médicos de diversas especialidades fazem uso da música como expediente terapêutico em patologias como a hipertensão e o cancro, e advogam que o método é um excelente complemento do tratamento convencional, capaz de reduzir as consequências da doença e, por conseguinte, o emprego de analgésicos e sedativos. O efeito desse tipo de terapia vai além do uso da música como tranquilizante ou como ferramenta para regozijar o paciente. Pesquisas caucionam que o tratamento robustece emocionalmente o doente, ajudando-o a lidar melhor com os sintomas da sua enfermidade.

A música pode estar mais associada à aptidão para tocar algum instrumento ou para cantar. Tem o condão de desenvolver potenciais intrínsecos, agindo ao nível da prevenção e do tratamento de afetações como o stress, o flagelo do século XXI. A musicoterapia é versátil, pelo que se pode usar individualmente, em família ou em grupo. Dirige-se a portadores de deficiências várias, distúrbios psíquicos que incluem a depressão, a esquizofrenia e o autismo, e tem ainda aplicação no âmbito da geriatria.

Em acréscimo, o treino musical fomenta o progresso cognitivo, a atenção, a memória, a destreza motora e cria unidade entre linguagem, música e movimento. Pitágoras atribuía à terapia através da música a designação de “purificação”. Segundo ele, a música curativa destina-se a (re)equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: «pensar, sentir, perceber e intuir».

Outra realidade onde a musicoterapia tem uma utilização crescente diz respeito ao aumento exponencial de idosos institucionalizados. O internamento do idoso em lares surge, normalmente, da impossibilidade da família em tomar conta do seu velho ou na sequência do stress e/ou esgotamento físico do cuidador após doença prolongada do idoso, falta de tempo ou intolerância à senilidade.

Desenraizados e vulneráveis, a música tem a dita de amenizar as mudanças radicais que os idosos enfrentam quando são internados, os imensos fatores de desestabilização a que ficam sujeitos, desde as novas regras do dia a dia até à coabitação com pessoas desconhecidas e que não escolheram para compartilhar o espaço e a vida, e, sobretudo, a perda dos vínculos com familiares, amigos e vizinhos. Os idosos sentem-se isolados, desvalorizados, desprovidos de autoestima e, muitas vezes, da própria identidade.

O facto de a população estar cada vez mais envelhecida exige políticas de saúde específicas, mormente virada para a conservação da capacidade funcional dos seniores. Atualmente, buscam-se novas modalidades de tratamento, com uma abordagem multidisciplinar, no sentido da conceção da pessoa idosa com um todo, harmonizando estrutura física e mental. Neste contexto, a utilização da música revela-se um meio eficaz na solução de conflitos internos, na expressão de emoções, na evocação de lembranças e no reavivamento de factos inconscientes. A memória reativada converte a velhice em tempo de recordar, dando azo a reconstruir e reviver episódios significativos da sua juventude e repensar, com as imagens do presente, as experiências do passado.

Ouvir música é saudável para toda a gente. Alivia tensões, ajuda a refletir, transporta-nos para cenários prazerosos, cura-nos. Qual a importância da música na sua saúde a na sua vida?


Maria Bijóias

Título: O papel da música na saúde

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 7 )    recentes

  • SophiaSophia

    13-05-2014 às 19:22:27

    Acredito muitíssimo que a música influencia bastante no nosso estado de saúde, principalmente, quando estamos em depressão, tristes, ela tem o poder de falar ao nosso coração e transformar o nosso dia. Uma música suave, lenta é maravilhosa!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • Tulio Sérgio Navarro Lins

    14-10-2012 às 01:30:56

    Carissimos,
    Paz e Bem
    Eu sou uma pessoa que pode dizer a musica realiza e mim maravilhas,e que seja assim com todos principalmente depois que li a respeito da musica na cura de pacientes da 2a. guerra.Parabéns estou muito feliz mesmo pos atravessei um periodo negro na minha vida a respeito de saude,e a familia,Deus e a musica estiveram sempre presentes em mim.Obrigado meu Deus.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoVanessa

    07-04-2011 às 19:13:29

    Ameeeiii o site!!

    ¬ Responder
  • Luiz Fernando AmolariLuiz Fernando Amolari

    20-06-2010 às 15:25:15

    Olá estou escrevendo um artigo sobre o assunto e gostaria de saber se vc pode citar alguns autores que escreveram sobre esta area

    ¬ Responder
  • Wendel VasconcelosWendel Vasconcelos

    09-12-2009 às 14:40:37

    Venho parabenizar pelo ótimo trabalho esclarecendo tantas dúvidas sobre o real efeito da música em tratamentos e procedimentos na saúde.

    Muito bom o material aqui!!!

    Um forte abraço.. até mais....

    ¬ Responder
  • isabelisabel

    29-09-2009 às 14:21:36

    Olá, gostaria de saber a referência bibliográfica a respeito de sua citação sobre Pitágoras, também estou fazendo um trabalho, e preciso dessa citação.
    Abraços

    ¬ Responder
  • JuanaJuana

    22-09-2009 às 17:38:19

    Oi... eu tô fazendo um trabalho e me interessei muito por esse assunto da música ser usada em tratamentos!
    bem... só comentei para vocês saberem que estão de parabéns!

    beijoos
    =)

    ¬ Responder

Comentários - O papel da música na saúde

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Os 10 melhores queijos holandeses

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Alimentação
Os 10 melhores queijos holandeses\"Rua
Os holandeses são conhecidos como “cabeças de queijo”. A partir daí, podemos notar e concluir que não são apenas amantes de queijo, mas também grandes produtores.
O queijo está presente na Holanda há milhares de anos, desde os tempos de Júlio César, que ficou encantado com os queijos que encontrou no local. Desde então, os queijos holandeses dividem espaço com as flores como símbolo da cultura da Holanda, gerando a maior parte do combustível econômico do país.

Os holandeses fabricam 650 milhões de quilos de queijo por ano, exportando dois terços desse volume para outros países. São os maiores exportadores de queijo do mundo.
Além disso, cada cidadão da Holanda come por ano, em média, 15 quilos de queijo.

Conheça os 10 melhores tipos de queijos holandeses:

1- Queijo Gouda
O queijo recebe o nome da cidade onde é produzido e é responsável por dois terços de toda a produção de queijos da Holanda. É o mais famoso e copiado no mundo.
Trata-se de um queijo macio e cremoso, em formato circular, com os famosos furinhos no meio. Pode-se encontrar variações no tempero, como especiarias e ervas finas. Possui um nível elevado de gordura de 48%, mas que garante o sabor único, úmido e macio do queijo. É considerado um dos melhores queijos do mundo.

2- Queijo Edam
É facilmente reconhecido por possuir no seu interior a coloração amarelo claro e camadas vermelhas ou alaranjadas nas partes mais externas. Possui um sabor picante e é mais seco se comparado com o tipo Gouda. Por esses motivos, possui menos gordura, 40%.

3- Queijo Leiden
Possui menor teor de gordura em comparação com os anteriores por se tratar de leite coado na fabricação do queijo. É mais firme e robusto, com consistência mais rígida. Pode conter especiarias em seu interior. Possui maturação mais prolongada e é prensado, o que o torna mais firme. Além de conter pimenta cominho na preparação da sua massa, dando um sabor mais do que especial ao queijo.

4- Queijo Maasdammer
Queijo com sabor de nozes fabricado na cidade de Maasdam. Também possui os famosos buracos no seu interior e um sabor peculiar e distinto. Possui estrutura firme, consistente, devido a sua cura precoce, de aproximadamente quatro semanas.

5- Queijo Cablanca
Esse queijo de cabra é classificado de duas maneiras: um tipo é fresco e mole, mais suave e cremoso; o outro é semiduro e curado, semelhante ao aspecto dos queijos gouda.
Os primeiros possuem sabor agradável e leve, por serem mais frescos. Enquanto os segundos possuem sabor mais forte e cítrico.

6- Queijo Boerenkaas

Queijo feito essencialmente de forma artesanal, o que o torna um queijo único e exclusivo, além de mais caro que os demais. Pelo menos metade do leite utilizado na fabricação desse queijo deve ser originário de vacas que são criadas na própria fazenda produtora. Além disso, o restante do leite utilizado não pode ser proveniente de mais do que duas fazendas diferentes e próximas ao local original de produção do queijo.

7- Queijo Defumado
Esse tipo de queijo é um pouco diferente dos demais. É fabricado e praticamente finalizado, após isso, é derretido e novamente prensado em formato de embutidos. É geralmente vendido por fatia, em formato de linguiça.

8- Queijo de cravo da Frísia
É um queijo preparado de leite desnatado na região da Frísia.
Além do cominho, leva na fabricação da sua massa pitadas de cravo. Isso garante a esse queijo um sabor forte, seco e rústico. Sua consistência é firme.



9- Queijo Parrano
É um queijo de vaca que possui um sabor que combina com doces aromas.
É um queijo feito nos moldes dos queijos italianos, parecido com a textura do parmesão. Por isso mesmo, é bastante usado na gastronomia italiana.

10 – Queijo Graskaas

Esse queijo é especial pois é feito a partir do primeiro leite produzido pelas vacas após retornarem da pastagem, depois de passarem o inverno trancadas nos celeiros.

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Filipe Mixa

Título:Os 10 melhores queijos holandeses

Autor:Filipe Mixa(todos os textos)

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