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Uma entrevista de trabalho tem segredos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Empresariais
Visitas: 2
Comentários: 2
Uma entrevista de trabalho tem segredos

Uma entrevista de trabalho é sempre um evento de extrema importância, tanto para o entrevistador, como para o entrevistado.

O primeiro impacto, a empatia que poderão ou não sentir, é nesta fase testada e o resultado será o seu futuro mais próximo. Nesta fase, e enquanto entrevistado também poderá ter a oportunidade de testar aquele que poderá vir a ser a pessoa que representa a autoridade patronal da empresa.

Comecemos pela apresentação física.

Apresente-se de forma limpa (uma higiene impecável é o cartão de visita para qualquer individuo), de cabelo bem arranjado, barba feita, unhas limpas e cortadas. As roupas deverão ser discretas (para as senhoras, decotes e mini saias estão fora de questão) e lembre-se que muitas entidades e empresas ficam feridas na sua suscetibilidade quando um candidato de apresenta de forma berrante, com demasiados apetrechos (fios, brincos, anéis, relógios em excesso).

Chegue à hora marcada. A pontualidade é uma característica muito apreciada para quem faz a entrevista. Em entrevista alguma chegue atrasado e também não é de bom-tom chegar demasiado cedo.

Antes de ir à entrevista, informe-se sobre a empresa. Hoje em dia esta tarefa é facilitada com o uso da internet. Qual o ramo, o que fazem, há quantos anos estão no mercado, são temas que poderá puxar á mesa de entrevista, o que só lhe trará pontos positivos. Demonstra interesse.

Fale com clareza sobre si, quando o entrevistador o questionar, e responda firmemente, sem frases curtas. Os sim, não, pois claro, não cativarão o entrevistador.

Nunca, de forma alguma deve mentir, e saiba exatamente o que está no curriculum vitae que apresentou para se candidatar. Acontece muitas vezes ser o filho ou a esposa quem elabora o curriculum, por isso estude-o antes de ser entrevistado.

Não seja um engraçadinho. Nunca ouviu dizer que mais vale cair em graça que ser engraçado? Este é o momento ideal para pensar nisso. Seja sério, mas nunca antipático.

Não mastigue pastilhas elásticas, nem dê provas de que esteve a fumar antes de entrar para a entrevista. Mantenha um hálito fresco e um sorriso bonito.

Treine em casa. Basicamente as perguntas que lhe farão, tem sempre a mesma intenção.

O entrevistador quererá saber quem é você; o que já fez; o que sabe fazer; o que gosta de fazer; porque é que está à procura de um novo trabalho. Na realidade, o entrevistador quer saber que benefícios terá a empresa se o contratar e cabe-lhe mostrar que ao contratá-lo, será uma mais-valia para a entidade.

Comporte-se, encha o peito de ar e coragem. Se seguir estes conselhos o emprego será seu!


Carla Horta

Título: Uma entrevista de trabalho tem segredos

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 2

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • Sofia NunesSofia Nunes

    18-09-2012 às 12:25:25

    Boas dicas, pois todos sabemos que numa sociedade tão competitiva quanto a nossa a impressão que passamos nas entrevistas de emprego são cruciais no momento em que o avaliador faz a escolha final entre os candidatos. Partindo do princípio que todos os que são chamados para uma determinada entrevista têm um currículo adequado ao perfil procurado, é no contacto direto com os vários candidatos que a escolha se fará. É importante apresentarmo-nos no nosso melhor.

    ¬ Responder
  • Claudio gomesClaudio gomes

    12-04-2010 às 16:26:02

    Somente para complementar existe uma diferença em Emprego e Trabalho. Emprego é com carteira assinada com um chefe e o Trabalho pode até ser o informal dia dia como muitos vendedores trabalhão.

    ¬ Responder

Comentários - Uma entrevista de trabalho tem segredos

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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