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Shantala: seu bebê vai amar!

Categoria: Saúde
Comentários: 2
Shantala: seu bebê vai amar!

A Shantala constitui-se em um ritual indiano, em que a mãe massageia o filho aproximando o olhar do bebê com o olhar da mãe. Deve acontecer em silêncio, como forma de meditação, transformando o ambiente e os movimentos num ritual de harmonia e integração. Os benefícios adquiridos com essa técnica são bastante significativos. Essa prática acalma o bebê, transmite-lhe paz e segurança, evita cólicas e  proporciona um sono tranquilo.

O nome da prática é Shantala em homenagem a uma indiana vista por um médico francês nos anos 70 massageando seu filho na rua. Ela exercitava essa prática  milenar. O médico encantado com a técnica observou os movimentos que a moça realizava e publicou um livro divulgando no meio acadêmico essa prática, hoje bastante conhecida e utilizada no mundo todo.

Essa massagem pode ser praticada desde os primeiros dias de vida do bebê e os pediatras observam sua maior eficácia até o primeiro ano, pois depois fica difícil obter a atenção da criança e fazer com que fique quieta para receber os toques.

É indicado que essa prática acontece uma vez ao dia, com horário escolhido pela mãe e que não atrapalhe o sono e as mamadas do bebê. Também é importante dar um tempo logo depois da mamada para praticar a massagem. Caso contrário é provável que a criança regurgite. É necessário um ambiente silencioso e em que a mãe não seja interrompida. Se o bebê apresenta alguma doença, alergia ou dorme durante a massagem é indicada a suspensão da técnica.

A Shantala deve ser feita com o toque firme da mãe na criança. Para sentir na pele os efeitos do toque, o bebê deve estar sem roupa e no colo da mãe. Pode ser utilizado um óleo adequado para que aqueça as mãos da mãe que deslizará melhor no corpo do filho. Óleo de amêndoas é uma ótima indicação ou óleo de camomila para acalmar. Durante os movimentos a mãe deve sentir a musculatura da criança, sem machucá-la obviamente ou causar algum desconforto. Os movimentos devem ser prazerosos também para a mãe. O contato dos olhares é muito importante.

Deve-se forrar o local com um pano, pois com a massagem o bebê tende a relaxar. Para crianças com refluxo é indicado um travesseiro que levante um pouco a cabeça do bebê, evitando sufocamentos em decorrência de refluxo.

A Shantala pode ser praticada como prevenção de cólicas, daí a importância de realizá-la no turno anterior à rotina da cólica. Essa massagem também é indicada para casos de prisão de ventre. Se o objetivo da massagem for apenas relaxar a criança, o ideal é fazer movimentos mais suaves e lentos, mas se o objetivo é estimulá-la, o indicado são movimentos repetitivos rápidos e fortes.

Para o sucesso da massagem é fundamental que a mãe esteja tranquila, sem tensão nenhuma, pois com essa interação os sentimentos de desequilíbrio da mãe são passados ao filho. O recomendável é que antes a mãe faça um banho relaxante e prepare-se adequadamente para esse momento com o bebê. E, caso a criança demonstre desconforto ou chore demais, a massagem deve ser suspensa. Sinal de que não houve um vínculo positivo entre mãe e filho ou que a criança não se adaptou bem com a técnica.


Rosana Fernandes

Título: Shantala: seu bebê vai amar!

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • Larissa de LourdesLarissa Ferreira

    18-04-2014 às 22:49:18

    Olá, achei muito bom esse texto, tanto que quero cita-lo em meu trabalho. Sendo assim, gostaria de saber o ano em que foi escrito, para eu colocar no trabalho. Poderia me dizer?
    Obrigada, aguardo o retorno.

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    21-04-2014 às 16:01:36

    Larissa Ferreira este texto, "Shantala: Seu Bebê Vai Amar!" foi escrito em 2010

    ¬ Responder

Comentários - Shantala: seu bebê vai amar!

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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