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Cancro, a doença dos nossos dias

Categoria: Saúde
Cancro, a doença dos nossos dias

A vida às vezes tem uma forma rude, abrupta, bruta, de nos encaminhar para a direcção certa.
Se há pessoas que dizem que o que nos acontece de ruim é castigo divino, outras há que lhe chamam karma, e pessoas como eu, preferem acreditar que forças superiores nos conduzem ao caminho da aprendizagem.

Todos nós temos uma trilha distinta a percorrer, contudo, apenas nós somos responsáveis pelo que nos acontece. A lei da atracção e a lei da relatividade são pontos fulcrais nas nossas formas de encarar a vida…

Tudo é relativo; tudo depende da forma como é encarado; atraímos o que emanamos, sentimos ou pensamos e na verdade, como diz uma velha parábola ocidental: «TUDO PASSA»!

Se existem pessoas que se acomodam face aos problemas, que choram desalmadamente à mínima contrariedade, e que baixam os braços sempre que surge um obstáculo, outras há que quanto maior a adversidade, mais lutam e mais se agarram à vida!

Existe um grande mestre de Swásthya Yoga (o Yoga Antigo), Mestre DeRose, que diz que «a vida é boa, problemas e obstáculos são parte integrante da nossa vida, e a vida é a arte de vencê-los»!! No fundo, o cancro assim como qualquer doença, pode e deve ser encarado como apenas mais um obstáculo.

A própria palavra deriva do latim e significa modificação. As células cancerígenas diferenciam-se das células saudáveis pelo seu crescimento caótico, desordenado, confuso. Talvez proliferem como os nossos maus pensamentos e os nossos sentimentos negativos… Uma postura repleta de paz, serenidade, calma e boa vontade, obtém sempre melhores frutos do que um espírito cheio de dor, mágoas, pessimismo e comiseração…

Eu creio que o cancro prolifera onde se dá melhor… Pessoas que recalcam muito o que sentem, que durante anos transportam no peito as mesmas mágoas, as mesmas dores, as mesmas revoltas, acabam por desenvolver maleitas, que posteriormente, quando não detectadas e atacadas na origem, acabam por originar essas modificações maléficas, muitas vezes irremediáveis. Dizem que cada órgão está intimamente ligado a uma determinada emoção; imaginem anos a fio, um sentimento recalcado, uma emoção reprimida, dia-a-dia, constantemente a minar-nos por dentro… O que é que isso não fará ao órgão que lhe está directamente relacionado?

No entanto, a vida ensinou-me que em todas as doenças a fé consegue milagres. Quantas vezes, a medicina condena o que a força de vontade absolve? Quantas vezes os médicos estipulam um prazo determinado de vida a um paciente e dum momento para o outro não conseguem explicar como surgiu a cura repentina?

A nossa força interior, a fé que temos em que conseguiremos ultrapassar os obstáculos, a enorme vontade de vencer e a certeza de que nunca devemos baixar os braços e resignarmo-nos, muitas vezes, é meio caminho andado para o sucesso, senão a total trilha que nos conduz ao mesmo…

Por muito que a nossa família, os nossos amigos e todos os nossos entes queridos nos queiram ajudar, se nós não tivermos força de vontade, se nos resignarmos, se nos deixarmos abater pela dor, eles não conseguirão fazer nada por nós…

A verdadeira solução, para todos os nossos problemas, independentemente de quais sejam, é nitidamente o que cresce dentro de nós! A derradeira solução, está em nós! Se nós não acreditarmos em nós, quem o fará? Eu costumo fazer um analogia muito simples: imaginemos que temos um caminho à nossa frente. Nesse caminho, como em tantos outros, existem curvas, bermas, buracos, desníveis, zonas seguras e zonas em que devemos tomar todas as precauções. A vida é isso mesmo… Uma trilha que devemos percorrer; uma estrada que sempre nos conduz a um fim… Um caminho por vezes acidentado, por vezes seguro, onde sempre surgem obstáculos, mas que com maior ou menor dificuldade, sempre podem ser ultrapassados. Umas vezes refugiamo-nos na berma, outras vezes, caminhamos pelo meio da estrada, umas vezes tropeçamos, outras oscilamos e caímos, umas vezes erguemo-nos sozinhos, outras vezes, sustentamo-nos nos que nos amam…

A vida pode ser encarada como uma trilha que escolhemos e à qual sobrevivemos… O importante é que cada um siga a voz que lhe pulsa no peito, que nunca deixe de sonhar com dias melhores e que nunca perca a vontade de os perseguir e de seguir em frente, rumo a dias melhores. Penso que ninguém é ingénuo o suficiente para acreditar que alguém vai deixar de seguir o seu próprio caminho para vir desviar as pedras com que nos deparamos no nosso percurso… Também não creio que alguém acredite seriamente que alguém foi criado por uma força divina com esse propósito…

Cada um é responsável por si, pelas suas escolhas, pelas coisas que emite e que recebe em troca. Se face a uma doença considerada terminal, formos os primeiros a dizer que estamos a morrer e a voltarmos toda a nossa existência nesse sentido, dificilmente alguém poderá colocar esperança no nosso coração, alento na nossa alma, e vontade de vencer na nossa labuta…

Nós somos os criadores donosso próprio destino. Por vezes, encontramos pessoas que nos machucam, outras vezes encontramos pessoas que nos «puxam» para cima e outras vezes, surgem no nosso caminho, pessoas que trilham um percurso semelhante e que acabam por se revelar grandes lições de vida, e que nos fazem com muita naturalidade e com uma enorme simplicidade, compreender que o nosso destino afinal não é tão mau assim, e que até na hora da desgraça, há sempre quem esteja pior do que nós!

Eu tenho por hábito dizer que não me arrependo de nada. Sem dúvida alguma que houve muita coisa, que sei hoje, que poderia ter feito de outro modo… No entanto, reagi nesse momento, da melhor forma que sabia… E em cada instante, sempre tentei tirar o melhor partido de tudo, aprendendo o máximo a cada instante, ainda que por vezes, com a alma a sangrar e o coração cheio de dúvidas… Porém, sem nunca desistir e tendo plena consciência de que em todos os momentos difíceis da minha existência, sempre houve por perto, alguém pronto a erguer-me, disposto a não me deixar cair, ou pronto a ceder-me um ombro ou um colo onde chorar as lágrimas e receber um pouco de mimo…

Um cancro não tem necessariamente que significar um fim. Pode ser enfrentado como uma aprendizagem. Uma forma do nosso organismo nos lembrar que algo está errado na nossa vida, que devemos repensar a forma como nos comportamos, e o modo como nos portamos face à vida e aos obstáculos…

Se um cancro deriva da palavra modificação, porque não aproveitar esse obstáculo como um fardo que nos fortalece? Como dizia Fernando Pessoa: «o que não me mata, fortalece-me»!!!


Susana Farias

Título: Cancro, a doença dos nossos dias

Autor: Susana Farias (todos os textos)

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Comentários - Cancro, a doença dos nossos dias

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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