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Cuidados a Ter com a Voz

Categoria: Saúde
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Cuidados a Ter com a Voz

A forma como falamos e o tom com que o fazemos diz muito sobre nós. Naturalmente que as cordas vocais são diferentes em cada um de nós, mas conseguimos perceber perfeitamente quem trata mal o som que emitimos para nos expressar.

Já pensou bem na importância da voz? É por ela que nos expressamos e é quase como uma impressão digital, que varia de acordo com a idade, o sexo, a personalidade e até o estado emocional.

Se para aqueles que utilizam a voz de forma profissional os cuidados a ter são absolutamente essenciais, fique a saber que até para os que só a utilizam para falar são necessários alguns cuidados. Ora vejamos.

Bebidas geladas não são o melhor para as cordas vocais. São consideradas agressões para a voz, pelo que bebidas á temperatura ambiente são o mais indicado para que não hajam choques térmicos nas cordas.

Não “puxe” pela voz desnecessariamente. Numa noite animada, pode tender a cantar com os amigos. Atenção ao entusiasmo e ao esforço que faz com a sua voz.

As bebidas alcoólicas são a evitar. O álcool tem um efeito anestésico pelo que na altura poderá não sentir, mas vai esforçar a voz e no dia seguinte notará a sensação de irritação constante.

Não fume. Este habito é de evitar por todos os motivos, mas no que diz respeito à voz, evite mesmo. Nunca reparou que os fumadores de há muitos anos têm uma voz rouca e “velha”? Isto quer dizer qualquer coisa, certo?

O ar condicionado provoca a secura das mucosas e consequentemente altera a vibração das pregas vocais. Evite o ar condicionado e também os ambientes com muito fumo. Ar puro aconselha-se.

A ingestão de alimentos muito quentes e picantes ou muito condimentados. Também os chocolates e derivados não fazem bem à voz pois aumentam a secreção de muco no trato vocal.
Por fim, articule bem as palavras e mantenha a cabeça reta quando fala. Uma boa postura quando trabalha as suas cordas vocais são hábitos de ouro.

Uma boa utilização da voz é fundamental e os perigos em que colocamos as nossas cordas vocais são inúmeras, sem darmos sequer por isso.

Para além de todas as dicas acime descritas, existe uma que é de ouro para que qualquer órgão do nosso corpo funcione na perfeição. Beba sempre muita água.


Carla Horta

Título: Cuidados a Ter com a Voz

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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