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As sem razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

Categoria: Literatura
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Comentários: 2
As sem razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista de nacionalidade Brasileira. Este poeta formou-se em farmácia mas nunca exerceu a profissão para a qual se formou. Trabalhou como funcionário público sem nunca exercer farmácia.
As obras de Carlos Drummond foram traduzidas por vários tradutores para outros idiomas: francês, inglês, espanhol, sueco, entre outras. O poeta terá falecido no dia 17 de Agosto de 1987 no Rio de Janeiro, Brasil.

As sem-razões do amor

As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.

Análise: O amor não tem uma razão de acontecer, não é preciso entender o amor para amar, não é preciso ser correto para sentir.

Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.

Análise: O eu lírico nos fala que para se amar não é preciso querer nada em troca, o amor vem do nada e ele surge como uma brisa suave que vai nos envolvendo até que estejamos totalmente rendidos.

Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.

Análise: O ‘eu’ lírico não conceitua o amor nesta estrofe, ele simplesmente diz que para o amor não há porquês, não há razões, não existem regras a serem seguidas, basta que esse amor complete a pessoa que ama e a pessoa que é amada.

Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Análise: O escritor compara o amor com a morte, pois o amor contribui para nosso crescimento ou para nossa poda. O amor possui caminhos difíceis e agrestes, mas nada nos dá mais força e nos tira a mesma se não o amor, pois ele quer que atinjamos toda a sua plenitude e isso implica sentir, viver, morrer e amar por amor.


Rua Direita

Título: As sem razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

Autor: Rua Direita (todos os textos)

Visitas: 8

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    17-04-2014 às 21:24:47

    A Rua Direita estima muito esse grande poeta!

    ¬ Responder
  • Ber adere winterink

    08-03-2014 às 20:39:05

    Sempre Drummond!

    ¬ Responder

Comentários - As sem razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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