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A Casa Quieta

Categoria: Literatura
Visitas: 8
A Casa Quieta

«A Casa Quieta», um romance impressionante e intenso de Rodrigo Guedes de Carvalho, jornalista e escritor, editado pelas publicações Dom Quixote em 2005, narra uma história de silêncio e de solidão. Leva-nos, pelo desenrolar, nem sempre lógico ou linear, do enredo a reflectir acerca da importância das nossas relações e da real valia dos outros na nossa vida.

Marina e Salvador são os protagonistas deste conto. Casados, experimentaram a rotina, a traição, o vazio de uma casa sem filhos, uma solidão volta e meia partilhada e no fim, a morte dela. Apesar dos pecados que Salvador cometera, com os quais a quietude do remorso o martirizará incessantemente, ele adora a mulher, mas apenas tomará consciência da dimensão desse amor e da grandeza da sua companheira de existência na ocasião em que toma conhecimento que irá perdê-la. Como é que se imagina o futuro sem a pessoa amada? De que forma se vê o nosso “mais que tudo”, peça fundamental do nosso viver, morrer ao nosso lado? Como permitir essa partida? O que acontece quando a casa fica “quieta”?

O silêncio, a solidão e a infidelidade constituem os ingredientes principais de uma destinação que, afinal, já marcava tanto a família de Salvador quanto a de Mariana. Efectivamente, a História encarregou-se de os brindar com um déjà vu de inevitabilidades circunstanciais, motivadoras de ausência, de afastamento e mesmo de loucura.

Outros temas emergentes neste livro são a família, a confiança, o perdão, o cancro e a própria morte. O itinerário temporal de «A Casa Quieta» é algo sui generis: parte-se do presente para saltitar pelo passado, voltando posteriormente à actualidade. Não se trata de um romance propriamente fácil de ler, até porque em diversas passagens é necessário que o leitor, para se conseguir situar, “calce os sapatos” do autor, que é como quem diz, faça um esforço para se entrosar no encadeamento do seu pensamento, uma vez que esta é uma obra de índole eminentemente intelectual.

«A Casa Quieta» é uma produção literária que evoca a dificuldade de se apaziguar a perda, que a memória torna constante. Uma casa que permaneceu quieta ao longo de toda a trama, guarda agora a lembrança dos dias a dois. Afinal, as recordações nem sempre aportam conforto, sossego e calma…

Este livro de Rodrigo Guedes de Carvalho prima por consubstanciar um tipo de escrita muito exigente, não só pela invocação de situações e sentimentos aflitivos, como pela consumição que provoca na mente de quem o lê. Não perde, com isto, a qualidade de altamente entusiasmante e arrebatador.


Maria Bijóias

Título: A Casa Quieta

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 8

649 

Imagem por: RedGlow82

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

Imagem por: RedGlow82

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