Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Beleza > Espelho meu, sou a mais bela?

Espelho meu, sou a mais bela?

Categoria: Beleza
Visitas: 6
Comentários: 9
Espelho meu, sou a mais bela?

Conhece a expressão: “Tão bela que até dói”? Pois é, e a verdade é que dói mesmo.

Recentemente assisti a um documentário que relatava a epopeia de 4 senhoras europeias já com alguma idade (a rondar os 60 anos), que se deslocaram a uma clínica privada num país do norte de África (que não interessa agora revelar qual) para se submeterem a um tratamento facial que no mínimo pode ser descrito como “radical”.

Segundo as próprias, ficaram a conhecer o dito tratamento através de amigas e estavam decididas também elas a experimentarem porque não estavam satisfeitas com a sua imagem. Apesar de estarmos a falar de aspectos absolutamente normais para a idade, tais como algumas rugas e peles descaídas, para essas senhoras isso era intolerável de tal modo que decidiram submeter-se a esse tratamento considerado de alto risco.

Esse tratamento consistia basicamente em aplicar uma mistura algo complexa, constituída por produtos químicos extremamente perigosos, sobre a pele do rosto (que era a parte do corpo que elas pretendiam melhorar). Embora o método possa ser aplicado a qualquer parte do corpo. O sucesso deste método dependia essencialmente do tempo de exposição da pele a essa mistura e da quantidade aplicada, factores esses que variam de pessoa para pessoa não podendo ser previstos. Caso a quantidade e o tempo fossem reduzidos o efeito não seria o esperado, e caso fosse demasiado prolongado poderia provocar efeitos irreversíveis havendo mesmo o risco de a pessoa ficar desfigurada.

Todos estes factores não demoveram estas 4 senhoras de seguir em frente. Chegado o dia, e à medida que se aproximava o grande momento, o medo e o pânico era cada vez mais notório ao ponto de terem mesmo colocado a hipótese de desistir. Apesar disso, todas fizeram o tratamento. Depois de aplicada a referida mistura na pele do rosto, a cabeça foi totalmente envolvida em “ligadura” e assim permaneceram o tempo que o médico achou por bem. No dia seguinte, e passado o tempo “necessário”, chegou o grande momento. O médico ia destapar os rostos para ver os resultados. Durante a retirada das ligaduras as dores foram horríveis, e as senhoras referiram que parecia que lhes estavam a “arrancar a pele”. Os rostos estavam inchadíssimos e irreconhecíveis e as cabeças mais pareciam balões (e bastante cheios por sinal). Depois de tudo isto, iam regressar às suas casas e enfrentar algumas semanas de recuperação.

Passado o tempo de recuperação voltaram a juntar-se, já com as suas “caras novas” para falarem da experiência. E, na verdade a mudança tinha sido “radical”. Apresentavam rostos aos quais não daríamos mais de 30 anos. Nada de rugas, manchas ou peles descaídas. A transformação era incrível! E uma delas já estava inclusive decidida a estender o tratamento a outras partes do corpo que estavam em “pior forma”. Apesar do inferno por que tinham passado todas concordaram que se fosse necessário passariam por tudo outra vez.

E esta é a realidade – A beleza estética é cada vez mais importante para as pessoas! “Beleza a quanto obrigas”…



Carlos Vieira

Título: Espelho meu, sou a mais bela?

Autor: Carlos Vieira (todos os textos)

Visitas: 6

768 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 9 )    recentes

  • Nuno CasimiroNuno Casimiro

    09-10-2012 às 16:00:23

    Quando se olha ao espelho tem de se sentir a mais bela(o), primeiro temos de gostar de nós e sentir-nos conosco, para depois gostar e lidar com outros.Sinta-se sempre a mais bela(o) quando se olha ao espelho.

    ¬ Responder
  • Gabriela TorresGabriela Torres

    09-10-2012 às 01:50:25

    Acho que todos devemos ter uma auto estima bem elevada,ajuda a levar a vida com mais bom humor e acredito que aumenta inclusive a expectativa de vida.Não vejo porque uma pessoa não pode se achar a mais bela.

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    08-10-2012 às 22:17:04

    De facto continua a haver a derradeira procura pelo elixir da juventude, independentemente do preço que se tenha de pagar. Espanta-me o seu relato de senhoras de 60 anos que se submetem a tratamento que podem colocar em causa não só o seu bem estar, mas também a sua própria vida. Até que ponto esta obsessão não deveria ser profundamente estudada antes de darmos lugar a estudos de rejuvenescimento. Um bom texto este...

    ¬ Responder
  • Daniela VicenteDaniela Vicente

    08-10-2012 às 21:01:36

    nunca somos as mais belas, mas podemos ser as mais belas para nós. eu adoro-me embora fique com auto-estima um pouco em baixo quando vejo aquelas mulheres magras cheias de estilo, muito requintado. cheias de pérolas e conjunções de cores e tecidos muito adequados. para além de calçarem aqueles sapatos que nos matam só de imaginar usá-los. gostei muito do seu tema, pois está sempre na moda.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    11-09-2012 às 15:52:56

    eu também já conheci tratamento insólitos, como comer lombrigas para emagrecer ou a pessoa colocar a ela mesma botox de meia dúzia de dólares na cara. vi estes temas, e outros, na tyra banks e fiquei chocada. como é possível que as pessoas coloquem a sua vida em risco desta forma? se não tem possibilidades de conseguir a beleza de forma saudável, aceitem-se como são. só assim serão felizes. gostei do seu texto. Parabéns.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDanielle Borges

    22-04-2011 às 14:09:30

    Qual o nome deste documentário?

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoJosé Pedro

    15-03-2009 às 23:47:00

    Gostei da tua abordagem...4 senhoras dos seus 60 anos?

    Está super louco o teu texto Carlos. Que clareza a escrever.

    Eu que tenho perto de 71 anos por isso foi interressante ver um ponto de vista com mais maturidade.

    Obrigado Sr. Carlos Vieira!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoJoão Paulo Antunes

    15-03-2009 às 21:13:00

    Adoro a foto que está a complementar este texto. Até parece aquela actriz das novelas da SIC, a..., agora não me recordo do nome.

    Podem me indicar o nome da actriz?

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoPipinha

    15-03-2009 às 13:39:00

    Tenho 18 anos e gostei muito do teu texto. Eu passo horores para ter o meu corpinho sempre perfeito. Dietas. Ginastica. Dietas. Ginastica.

    O mais frustrante é que continuo sozinha. As minhas relações não parecem durar.

    Enfim..., será que compensa tanto sacrificio?

    ¬ Responder

Comentários - Espelho meu, sou a mais bela?

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios