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A história dos chips e computadores

Categoria: Informática
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A história dos chips e computadores

Os computadores afetam quase todos os aspectos de nossa sociedade. Entre muitas outras coisas, eles armazenam detalhes de nossa educação e registros de empregos, ajudam a prever o tempo, controlam alguns motores de carros e utensílios domésticos como máquinas de lavar e aparelhos de som, e controlam robôs que fazem outras máquinas.

O computador é uma máquina que recebe uma informação, armazena-a em sua maioria, processa-a de acordo com um conjunto de instruções chamado programa, e então envia os resultados para um dispositivo de saída como um monitor de vídeo ou uma impressora.A máquina em si é chamada hardware e os programas que a fazem executar tarefas são chamados software. Um é inútil sem o outro.

Computadores mecânicos com eixos motorizados e engrenagens foram construídos na década de 1930 para acelerar cálculos aritméticos. Eles foram substituídos pelos primeiros computadores eletrônicos, que utilizavam componentes chamados válvulas — grandes bulbos de vidro semelhantes aos bulbos de lâmpadas. As válvulas controlavam as correntes elétricas que passavam pelo computador desde a entrada até a saída.

Um desenvolvimento fundamental para a evolução dos computadores foi a invenção do transistor em 1948 e, mais tarde, a miniaturização dos componentes eletrônicos.

Circuitos eletrônicos completos contento centenas de milhares de transistores podem ser hoje construídos em um pedaço de cristal de silício do tamanho de uma unha. Esses circuitos integrados, comumente chamados de chips, permitiram a fabricação de computadores menores, mais baratos e confiáveis.

Em 1971 foi introduzido um novo tipo de chip, chamado microprocessador, que apresentava todas as funções centrais de processamento de um computador em um único chip. Isso levou ainda mais longe a miniaturização dos computadores.

Como muitos computadores utilizavam o mesmo tipo de microprocessador, todos eles podiam ser programados com a mesma linguagem de instruções. Os computadores não tinham mais que ser programados e operados por grupos de pessoas especialmente treinadas. Eles passaram então a ser operados por pessoas comuns que utilizavam programas comprados de empresas de software.

Todos os computadores trabalham juntando números, mas, como eles o fazem com uma rapidez incrivelmente grande, milhões de cálculos são feitos por segundo. Eles trabalham tão rapidamente que qualquer tipo de informação pode ser convertida em números, processada pelo computador e então voltar à sua forma original ou a alguma outra forma. Por exemplo, uma fotografia pode ser convertida em um padrão de pontos e cada ponto recebe um número para representar seu brilho e cor. Isso é chamado digitalização. Uma vez que os números estejam carregados na memória do computador, eles podem ser processados para mudar as cores da fotografia, aumentar seu contraste, melhorar seu foco ou acrescentar textos ou símbolos extras. O padrão resultante de números é então transformado em uma outra fotografia. Os números processados pelo computador poderiam também representar sons (música ou fala), texto impresso ou equações matemáticas.

Por mais rápido que os computadores trabalhem, sua velocidade nunca é grande o suficiente para certos fins, como a previsão do tempo e o desenvolvimento de chips. Alguns fabricantes de computadores se especializaram em projetar e fabricar os computadores mais poderosos possíveis.

O Cray-2 é um exemplo desses supercomputadores. Ele tem quatro unidades centrais de processamento (CPUs) idênticas, cada uma delas com a capacidade de fazer 1700 milhões de cálculos por segundo. O trabalho feito por um típico computador de mesa (comum em escritórios) em dez dias pode ser feito em um minuto pelo Cray-2. O Cray-2 tem forma circular, de modo que os sinais têm que se deslocar a menor distância possível entre quaisquer duas partes do computador.

Um dos problemas de acumular tanta potência de computação em um espaço pequeno é que, à medida que os chips geram calor, a temperatura dentro do computador sobe. Se o calor em excesso não for eliminado, o computador eventualmente quebrará. Os 240 000 chips do Cray-2 estão alojados em tanques com um líquido refrigerado que circula em contato com os chips.


Márcio Batista da Silva

Título: A história dos chips e computadores

Autor: Márcio Batista Silva (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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