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A história dos chips e computadores

Categoria: Informática
Visitas: 8
A história dos chips e computadores

Os computadores afetam quase todos os aspectos de nossa sociedade. Entre muitas outras coisas, eles armazenam detalhes de nossa educação e registros de empregos, ajudam a prever o tempo, controlam alguns motores de carros e utensílios domésticos como máquinas de lavar e aparelhos de som, e controlam robôs que fazem outras máquinas.

O computador é uma máquina que recebe uma informação, armazena-a em sua maioria, processa-a de acordo com um conjunto de instruções chamado programa, e então envia os resultados para um dispositivo de saída como um monitor de vídeo ou uma impressora.A máquina em si é chamada hardware e os programas que a fazem executar tarefas são chamados software. Um é inútil sem o outro.

Computadores mecânicos com eixos motorizados e engrenagens foram construídos na década de 1930 para acelerar cálculos aritméticos. Eles foram substituídos pelos primeiros computadores eletrônicos, que utilizavam componentes chamados válvulas — grandes bulbos de vidro semelhantes aos bulbos de lâmpadas. As válvulas controlavam as correntes elétricas que passavam pelo computador desde a entrada até a saída.

Um desenvolvimento fundamental para a evolução dos computadores foi a invenção do transistor em 1948 e, mais tarde, a miniaturização dos componentes eletrônicos.

Circuitos eletrônicos completos contento centenas de milhares de transistores podem ser hoje construídos em um pedaço de cristal de silício do tamanho de uma unha. Esses circuitos integrados, comumente chamados de chips, permitiram a fabricação de computadores menores, mais baratos e confiáveis.

Em 1971 foi introduzido um novo tipo de chip, chamado microprocessador, que apresentava todas as funções centrais de processamento de um computador em um único chip. Isso levou ainda mais longe a miniaturização dos computadores.

Como muitos computadores utilizavam o mesmo tipo de microprocessador, todos eles podiam ser programados com a mesma linguagem de instruções. Os computadores não tinham mais que ser programados e operados por grupos de pessoas especialmente treinadas. Eles passaram então a ser operados por pessoas comuns que utilizavam programas comprados de empresas de software.

Todos os computadores trabalham juntando números, mas, como eles o fazem com uma rapidez incrivelmente grande, milhões de cálculos são feitos por segundo. Eles trabalham tão rapidamente que qualquer tipo de informação pode ser convertida em números, processada pelo computador e então voltar à sua forma original ou a alguma outra forma. Por exemplo, uma fotografia pode ser convertida em um padrão de pontos e cada ponto recebe um número para representar seu brilho e cor. Isso é chamado digitalização. Uma vez que os números estejam carregados na memória do computador, eles podem ser processados para mudar as cores da fotografia, aumentar seu contraste, melhorar seu foco ou acrescentar textos ou símbolos extras. O padrão resultante de números é então transformado em uma outra fotografia. Os números processados pelo computador poderiam também representar sons (música ou fala), texto impresso ou equações matemáticas.

Por mais rápido que os computadores trabalhem, sua velocidade nunca é grande o suficiente para certos fins, como a previsão do tempo e o desenvolvimento de chips. Alguns fabricantes de computadores se especializaram em projetar e fabricar os computadores mais poderosos possíveis.

O Cray-2 é um exemplo desses supercomputadores. Ele tem quatro unidades centrais de processamento (CPUs) idênticas, cada uma delas com a capacidade de fazer 1700 milhões de cálculos por segundo. O trabalho feito por um típico computador de mesa (comum em escritórios) em dez dias pode ser feito em um minuto pelo Cray-2. O Cray-2 tem forma circular, de modo que os sinais têm que se deslocar a menor distância possível entre quaisquer duas partes do computador.

Um dos problemas de acumular tanta potência de computação em um espaço pequeno é que, à medida que os chips geram calor, a temperatura dentro do computador sobe. Se o calor em excesso não for eliminado, o computador eventualmente quebrará. Os 240 000 chips do Cray-2 estão alojados em tanques com um líquido refrigerado que circula em contato com os chips.


Márcio Batista da Silva

Título: A história dos chips e computadores

Autor: Márcio Batista Silva (todos os textos)

Visitas: 8

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Comentários - A história dos chips e computadores

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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