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Os limites da anorexia

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
Comentários: 6
Os limites da anorexia

A anorexia é uma patologia associada a uma distorção da imagem do próprio corpo e à baixa autoestima, que tem como prerrogativa essencial o medo doentio de engordar, conduzindo a um controlo obsessivo da quantidade de alimentos ingeridos, no âmbito de uma restrição alimentar continuada. Considera-se anorética uma pessoa que esteja entre 10 a 15 por cento abaixo do peso médio estipulado para a idade, sexo e altura. Não obstante, há que dispensar atenção constante aos hábitos alimentares, pois a privação de alimentos, mesmo que a pessoa se mantenha ainda dentro do intervalo de peso recomendado, é prejudicial à saúde e em pouco tempo pode originar um quadro de anorexia.

As pessoas que padecem de anorexia acham-se, regra geral, gordas e a figura do corpo que o espelho devolve apresenta-se, incontestavelmente, disforme. Se a representação mental de uma refeição tem o poder de a tornar mais ou menos apetitosa, a imagem da aparência corporal auto-apreendida transpõe, de igual modo, os limites físicos do corpo. A figuração que um anorético faz do seu próprio corpo, isto é, a forma como ele o concebe, não é congruente com a realidade da sua constituição. Por muito que o seu corpo se apresente descorado e fraco, ele vê gordura em todos os poros e essa insatisfação permanente é que impulsiona a abstinência resoluta e incessante, que apenas culminaria no apagar de todos os contornos corporais. O “culminaria”, em detrimento do “culmina”, quer referir-se à impossibilidade de o anorético alcançar tão almejada meta, porque, para ele, esta encontra-se, invariavelmente, longe.

Com a progressão da doença, o distanciamento entre a imagem real do corpo e a autoimagem percebida cresce e a lipofobia também. Instala-se um prazer mórbido pela magreza, que nunca é suficiente (há sempre que perder um pouco mais de peso) e o excesso é um inimigo latente. Sendo assim, a tentação de prosseguir assume legitimidade e surge um gosto mórbido de se tocar e sentir as costelas a espetarem as mãos, cadavéricas, por sinal, mas onde o doente consegue detetar bolsas adiposas, de ver sulcos a formarem-se por todo o corpo e a ficarem cada vez mais profundos, enfim, desencadeia-se um mecanismo extremamente perigoso de falso controlo e compensações ilusórias.

A efígie corporal não é dada apenas por impressões ou sensações tácteis, mas advém, simultaneamente, de todo um imaginário povoado de imagens, com origem em relações com coisas, acontecimentos ou pessoas, cuja perceção tem um papel decisivo no conceito do próprio corpo. O corpo não se confina a um espaço físico nem as suas linhas definem o limite da individualidade; pelo contrário, ele representa meio de abertura ao espaço social, incorporando inputs do mundo e recebendo dele marcas mais ou menos indeléveis, mas inevitáveis. Para alguém com anorexia, qualquer conjuntura e condição está matizada pela imagem defeituosa que tem de si mesmo e que se exprime pelo descontentamento com a dimensão do seu corpo e o consequente desejo, que passa a ser uma necessidade, de perder peso. O quotidiano, a convivência com os outros, a rede de relações afetivas e todas as áreas da sua existência, que a dado ponto se poderia apelidar de sobrevivência, são afetadas.

A negação da gravidade do próprio estado físico é um indicador de anorexia e revela-se na incompreensão dos limites do seu corpo e na maneira alucinada de encarar o baixo peso. O aspeto de cadáver andante, a pele ressequida e pálida, a queda de cabelo e outros sinais evidentes de comprometimento da saúde podem não ser mote bastante para quebrar a inflexibilidade do caminho autoimposto de abstinência e purgação, nem suscetíveis de levar à mais insignificante mudança de comportamento. Põe-se a vida em risco em nome de um projeto de emagrecimento sem freio, desconsiderando completamente os perigos, que se conhecem bem, no contexto de uma “insanidade lúcida” ou uma “lucidez insana”. Por incrível que pareça, apesar das informações a respeito da anorexia, bulimia e obesidade, esta situação não é vista pelo próprio indivíduo como um problema.

Desengane-se quem pensa que a anorexia é um problema exclusivo das mulheres. Estudos efetuados indicam que a doença está a progredir avassaladoramente entre os homens, sendo que o preconceito em aceitar ser-se portador de uma patologia tida como feminina é um entrave ao tratamento. Vive-se, nos tempos que correm, uma alteração no padrão de beleza masculino (pela qual as mulheres já passaram há algumas décadas), expressada, por exemplo, através do aumento de anúncios de beleza e cuidados estéticos nas revistas masculinas, que motiva a procura de um corpo esguio, com músculos bem definidos.

A anorexia apresenta uma taxa de incidência crescente. Adolescentes e jovens (e, em casos mais pontuais, crianças), com pouca autoestima, amiúde gordinhos, veem na perda de peso uma via para se sentirem mais bonitos e melhor aceites pela sociedade. O culto do corpo implícito numa cultura que estimula os extremos, favorecendo a falta de limites internos e sociais, aporta uma dificuldade enorme em saber quando refrear, como parar.

A anorexia é mais frequente nos jovens (devido à pressão que sofrem, ao desejo de inserção num grupo, à formação da personalidade), mas os especialistas advertem já para a sua ocorrência em idosos, que representam 78 por cento das mortes por esta doença.

Não existe uma única causa para a anorexia, mas concebe-se uma dinâmica causal, que é concomitantemente genética, biológica, psicológica e cultural, fazendo com que seja necessário dar prioridade a todas as suas dimensões e olhares.

Os sintomas não são iguais em toda a gente (a saúde não é estática!), mas é de salientar que a anorexia, a par de outras enfermidades do foro alimentar, é a principal causa de morte em mulheres entre os onze e os vinte anos em todo o mundo.


Maria Bijóias

Título: Os limites da anorexia

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 6 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    22-07-2014 às 19:23:37

    Anorexia precisa ser tratada com uma mudança de mente e nos aceitando como somos. Claro, não é porque se está gorda que devemos nos conformar, mas tentar mudar de forma saudável. Para tudo, há um limite, inclusive, para a anorexia.

    ¬ Responder
  • EdmarEdmar

    28-01-2012 às 01:54:50

    Eu via ou ouvia falar desse mau, mas não me importava muito, as vezes zombava, hoje minha filha esta com essa doença e quanto é dificil a superação, mas com apoio médico e familiar podemos superar, com certeza!!!

    ¬ Responder
  • ElianeEliane

    13-10-2010 às 20:59:57

    Oi, gente passei aqui neste site para dizer que tenho anorexia desde os 13 anos, hoje com 24 ela ainda me persegue mais descobrir com o tempo que mesmo que estejamos a beira da morte podemos pegar a avenida da vida lutando contra esta doença que não tem cura.Vamos a luta é melhor do que morrer na praia.
    Eliane

    ¬ Responder
  • AndréaAndréa

    26-09-2010 às 22:09:25

    vcs não sabem do sofrimento q eu passo!
    meu estomago, meus dentes, meu cabelo, meu sono, minha pele...
    vai se informar sua GORDA INFILTRADA!
    COME ATÉ EXPLODIR!!!1

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoines

    23-11-2009 às 15:47:13

    pq tu nao estas preocupada com isso, essas pessoas nao sao doentes, so querem ser bonitas mas depois desenvolvem um problema. so isso

    ¬ Responder
  • nayanenayane

    23-08-2009 às 18:51:46

    na minha opinião, as pessoas são malucas e sofrem de algum problema mental, pois eu estou acima do peso, mas nem por isso eu enfio o dedo na garganta pra vumitar ou prejudico meu corpo por conta disso. Mesmo pq varios casos de anorexia são de pessoas magras, e q são invejadas por gordas.Eu queria saber o q passa pela kbeça dessas pessoas?

    ¬ Responder

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Tema: Decoração
Dicas para decorar salas pequenas.\"Rua
A realidade das grandes cidades é que a maioria das pessoas mora em espaços pequenos. É fato também que todos desejam ter um ambiente acolhedor e aconchegante para receber amigos. Em contrapartida, na medida em que os espaços encolhem, a quantidade de aparelhos eletrônicos que utilizamos aumenta cada vez mais. Há ainda quem use a sala como home-office.

Nesta busca de inspiração para organizar e incrementar sua sala, encontramos uma série de sites especializados e blogs com muitas, muitas ideias. O conceito de D.I.Y. (do it yourself) que significa "faça você mesmo” nunca esteve tão na moda. É uma alternativa para reduzir gastos com mão de obra e nada melhor do que criar um espaço com um toque todo seu. Inspirações e ideias não faltam. Hoje, de certa forma todos nos sentimos meio decoradores.

Mas planejar a decoração de uma sala pequena exige alguns cuidados para que o ambiente não fique entulhado de móveis, disfuncional ou até mesmo desagradável.

Confira algumas dicas para decorar sua sala com estilo e valorizando seu espaço:
Os espelhos, além da autocontemplação, causam efeitos interessantes. Aplicados, por exemplo, em uma parede inteira pode duplicar a amplitude do ambiente. Pode ser usado também em móveis, tetos, em diversos formatos e valorizar a luminosidade da decoração.

As cores tem poder de causar sensações. Em ambientes com pouco espaço, elas podem colaborar para que a sensação de amplitude possa tanto aumentar quanto diminuir. Para pintar as paredes de sua sala aposte em cores claras. O teto com uma cor mais clara que a das paredes, por exemplo, pode simular uma elevação do teto, já em uma cor mais escura, promoverá uma sensação de rebaixamento do teto.

A escolha e posição dos móveis são um aspecto muito importante. Opte por poucos móveis, nunca de tamanhos exagerados e posicione-os de forma que valorize o espaço. Móveis que misturam poucos materiais, baixos e com linhas retas proporcionam leveza ao ambiente.

Uma solução muito interessante para espaços pequenos é a utilização de prateleiras. Caixas para produtos horto frutícolas reformadas podem se tornar lindas prateleiras. Mas cuidado com a profundidade, para não atrapalhar na disposição de outros móveis e objetos.

Móveis multifuncionais ou móveis inteligentes são excelentes alternativas para uma sala pequena. Um bom exemplo são pufes, que podem ser usados como mesas de centro ou ficarem alojados debaixo de aparadores e quando recebemos visitas podem se transformar em assentos extras. Mesas dobráveis também são uma ótima opção.

Escolher o mesmo piso ou revestimento pode dar a impressão de área maior, de continuidade. Mudanças drásticas de um ambiente para outro pode causar a sensação de divisão e consequentemente fazer parecer menor.

Algumas outras dicas: um sofá retrátil ou reclinável garante muito mais conforto e ocupa o espaço de um sofá simples. Suporte ou painéis móveis para TV possibilitam que ela seja movida na direção desejável. Caso o ambiente tenha escadas, escolher um modelo de escadas vazadas evita divisões e pode se tornar uma peça de destaque na sala. E para as cortinas, escolha tecidos leves, lisas e sem estampas.

De qualquer forma, ouse, não tenha medo de arriscar, crie, não copie, só assim será seu!

Luciana Santos.

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  • Carlos Rubens Neto 16-06-2016 às 16:20:24

    Excelente matéria! Parabéns Luciana ;)

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