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Adopte um animal de estimação

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Animais Estimação
Comentários: 5
Adopte um animal de estimação

Possuir um animal de estimação está, por assim dizer, na moda. Sobretudo de há uns anos a esta parte, é muito in passear ou exibir de qualquer outra forma um ente do reino animal, num desejo quase incontido de que o elogiem e, quiçá, até cobicem. Porém, em muitos casos, a necessidade de insuflação do ego e de ter um emissor, que é simultaneamente destinatário, de afeto sobrepõe-se aos interesses e precisões do próprio bicho, que pode, inclusive, ser esquecido ou abandonado quando cuidar dele se revela impeditivo para a realização de intentos tidos, porventura, como mais importantes.

Ao optar pela “adoção” de um animal de estimação, a não ser que se trate de uma borboleta, cuja duração média de vida ronda os três dias, sabe-se que se está a assumir uma responsabilidade a longo prazo e que, por uma questão de respeito a si próprio e à vida daquele que se elegeu para companheiro, há que cumpri-la pelo tempo que durar a relação, não rejeitando os eventuais sacrifícios que tal exija.

Os animais, frequentemente maltratados por autênticos campeões de um indescritível “egoísmo de estimação”, têm dado mostras de utilidade muito para além das tradicionais funções que lhes eram universalmente reconhecidas. A hipoterapia, por exemplo, apresenta o cavalo como um eficaz terapeuta de pessoas com deficiência, detentor de uma paciência que ainda não havia sido completamente explorada. Os cães-guia aportam aos cegos uma autonomia jamais imaginada com outro recurso. E tudo isto sem pedir nada em troca! Os seres humanos teriam bastante a aprender com as criaturas de quatro patas, em termos de gratuidade, fidelidade, apreço, incondicionalidade…

Enquanto que os indivíduos ditos racionais se debatem e regateiam por coisas ínfimas, os supostamente irracionais dão, muitas vezes, a própria vida por aqueles que estimam. Nomeadamente os cães, absorvem e comungam dos estados de espírito dos seus donos. Alguns chegam mesmo a morrer de desgosto quando estes desaparecem.

Se o objetivo for a pancada ou arranjar um bode expiatório, o melhor é não adquirir um animal de estimação; comprando um saco de boxe ou uma almofada de stress consegue-se o mesmo efeito sem provocar sofrimento. Pois é, os bichos também sentem! E comunicam através de ternos e suplicantes olhares. Como ficar indiferente aos olhinhos que eles lançam?...

Para quem reúna condições logísticas e sinta afeição, os animais de estimação podem constituir uma ajuda valiosa e uma companhia inestimável. Veja-se o que eles contribuem para a sublimação da solidão de idosos e doentes, ou como participam na educação das crianças. Na verdade, estão sempre prontos a cooperar no que quer que diga respeito ao lar onde habitam.

Às vezes são meio desajeitados, mas tudo o que procuram é a atenção de um dono de estimação!


Maria Bijóias

Título: Adopte um animal de estimação

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 5 )    recentes

  • Carina FariaCarina Faria

    17-09-2012 às 23:42:35

    Uma das maravilhas do mundo são os animais!

    ¬ Responder
  • André BelacorçaAndré Belacorça

    17-09-2012 às 13:04:15

    adoptar um animal de estimação não é um crime, uma falta de educação, uma desvantagem ou uma coisa desagradável mas sim um novo começo. É bom ter um animal de estimação, quem não gosta de sentir a companhia deles, estejamos acompanhados ou evidentemente sós? pense nisso como um passo em grande na sua vida, para o seu lar.

    ¬ Responder
  • vanair cardosovanair cardoso

    12-12-2009 às 00:39:10

    @Morgana Torelli
    concordo e assino em baixo.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMorgana Torelli

    15-04-2009 às 00:48:02

    Eu ñ saberia viver sem animais d/estimação,hoje, prefiro gatos q. adoto das ruas.Tdos. os dias,oro p/q. Deus,na Sua Infinita Bondade, tenha misericórdia dos sub-humanos vítimas da crueldade humana e, pelos animaizinhos abandonados,maltratados,doentes,e mortos d. fome e doenças.Se nada é + possível fazer pelos irmãos q. vivem abaixo da linha da miséria,pelos animais abandonados, q .Ele tenha a misericórdia d. levá-los embora p/ a Luz. Quem maltrata seres humanos e animais deveria ser condenado severamente a passar o resto d. suas vidas, trabalhando e cuidando dos desprovidos da sorte e da fortuna. Namastê!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoAntonieta Raimundo

    16-03-2009 às 13:01:14

    Que doçura...

    ¬ Responder

Comentários - Adopte um animal de estimação

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Martelos e marrettas

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Ferramentas
Martelos e marrettas\"Rua
Os martelos e as marretas são, digamos assim, da mesma família. As marretas poderiam apelidar-se de “martelos com cauda”. Elas são bastante mais robustas e mantêm as devidas distâncias: o cabo é maior.

Ambos constituem, na sua génese, amplificadores de força destinados a converter o trabalho mecânico em energia cinética e pressão.

Com origem no latim medieval martellu, o martelo é um instrumento utilizado para “cacetear” objectos, com propósitos vários, pelo que o seu uso perpassa áreas como o Direito, a medicina, a carpintaria, a indústria pesada, a escultura, o desporto, as manifestações culturais, etcétera, variando, naturalmente, de formas, tamanhos e materiais de composição.

A diversidade dos martelos é, realmente, espantosa. O mascoto, por exemplo, é um martelo grande empregue no fabrico de moedas. Com a crise económica que assola o mundo actualmente, já se imaginam os governantes, a par dos banqueiros, de martelo em punho para que não falte nada às populações…

Há também o marrão que, mais do que o “papa-livros” que tira boas notas a tudo, constitui um grande martelo de ferro, adequado para partir pedra. Sempre poupa trabalho à pobre água mole…

O martelo de cozinha serve para amaciar carne. Daquela que se vai preparar, claro está, e não da de quem aparecer no entretanto para nos martelar a paciência…!

Já no âmbito desportivo, o lançamento do martelo representa uma das provas olímpicas, tendo sido recentemente adoptado na modalidade feminina. Imagine-se se, em vez do martelo, se lançasse a marreta… seria, certamente, mesmo sem juiz nem tribunal, a martelada que sentenciaria a sorte, ou melhor, o azar de alguém!

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