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Afinal, devemos ter ou não um animal de estimação?

Categoria: Animais Estimação
Visitas: 2
Comentários: 4
Afinal, devemos ter ou não um animal de estimação?

Eu sempre adorei animais, por isso é que ao longo da minha vida sempre fui tendo animais de estimação, ou como eu gosto de lhes chamar, companheiros de vida. Pode achar que este é um termo exagerado, mas para mim faz todo o sentido, porque na verdade estão sempre connosco, ouvem-nos quando estamos mais em baixo, aquecem-nos os pés nas noites frias de Inverno, mimam-nos quando estamos carentes e raramente nos cobram a devoção que nos têm, quer dizer, cobram com um miminho extra, nem que seja uma dose de comida a mais.

Porém ter um animal de estimação é uma decisão que deve ser bastante ponderada, porque vai requerer um esforço da sua parte. É uma decisão para a vida que irá alterar a sua rotina, não pense que depois quando se cansar ou perceber que não consegue lidar com a situação, o pode despachar, entregando-o ou em caso extremo, abandonando-o.

Muitos jovens que vivem sozinhos e se sentem sós optam por ter um animal, mas também pessoas cujos filhos tenham saído de casa e sintam um certo vazio no lar, assim como casais que pretendem ter filhos e encaram esta aquisição como uma forma de treino.

Conheço exemplos destes três tipos que descrevo: tenho amigos que querem ser pais, mas ainda vivem sozinhos, sem encontrar a cara metade, então decidiram dar o seu amor a um animal; os meus pais quando os filhos saíram todos de casa, arranjaram um cão e recentemente um gato para lhes fazer companhia, e não deixa de ser engraçada a forma como lidam com eles, sempre todos cuidadosos, levando-os para todos os lados, mesmo nas férias e referindo-se a eles como filhos (especialmente o meu pai, a minha mãe não gosta muito desta situação); por fim tenho o caso do meu irmão, casado há 7 anos e ainda sem filhos, o que o levou a arranjar um cão, o Ruca, que trata como um autêntico bebé. O cão está tão mimado que só faz asneiras, mas mesmo assim o meu irmão tem uma loucura por ele indescritível. E como ele é grande e um pouco indisciplinado, já que nem mesmo as aulas que frequentou o acalmaram, nas férias tem que ficar com a tia, eu. Com a entrada destes animais de estimação na família ganhei mais um sobrinho e dois irmãos e confesso que adoro, mas também confesso que devido ao meu ritmo de vida, por estar muitas vezes ausente de casa em trabalho, não posso neste momento também ter um companheiro. Mas não deixo de sentir falta, porque um animal de estimação enche uma casa e o coração…

Catarina Guedes Duarte

Título: Afinal, devemos ter ou não um animal de estimação?

Autor: Catarina Guedes Duarte (todos os textos)

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Comentários     ( 4 )    recentes

  • SophiaSophia

    16-06-2014 às 07:55:37

    É melhor ter somente se tiveres condições financeiras, um bom lugar para eles e que cuide muito bem. A maioria das pessoas possuem um animal de estimação e deixa-o largado pelos cantos, desse jeito é melhor nem ter! Cuide bem do seu animalzinho...por favor, gente!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • Mário BandeiraMário Bandeira

    03-09-2010 às 16:34:12

    Eu gosto muito de cachorro na minha opinião e uma terapia e contagiante ter um animal de istimação e com se fosse membro da familia que alias torna se membro da familia voçe se torna uma pessoa melhor quem convive com um animal não e mporta a especie cavalo ou cachorros que são os preferidos me trazem uma alegria imensa na vida

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoRita Araujo

    15-05-2009 às 17:24:47

    Olá catarina, despertaste de novo em mim o grande desejo de ter um cão. sim tenho andado a adiar este passo na minha vida. refleti com o teu texto. Gostei. Eu, tal como a ana luisa, a minha raça preferivel é o Golden Retriever...mas num T3 , no 7º andar em plena Maia, não posso.

    Adoro cães. Adoro Animais. Adorei o teu texto.

    ¬ Responder
  • Ana LuísaAna Luísa

    13-05-2009 às 14:55:14

    Olá Catarina! Este seu texto chamou-me a atenção porque ando com vontade de ter um cão. Na casa dos meus pais sempre existiram, no mínimo, 2 cães, e neste momento sinto a falta desta companhia. Mudei recentemente de casa, e vivo sozinha num T2 pequenino. Pensei num Beagle, por ser um cãozinho dócil e que vive bem em apartamento, mas, por outro lado, tenho pena do bichinho o dia inteiro sozinho em casa, enquanto estou no trabalho! Sei que existem cães mais pequenos (a pilhas), mas nunca simpatizei muito com essas raças...inclusivamente a minha raça de cão favorita é o Golden Retriever, mas esse nem imagino na minha casa! Não caberíamos lá os dois! :D
    Aceitam-se conselhos! Obrigada...

    ¬ Responder

Comentários - Afinal, devemos ter ou não um animal de estimação?

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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