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Início > Textos > Categoria > Arte > Frida Kahlo: Arte e Sofrimento

Frida Kahlo: Arte e Sofrimento

Categoria: Arte
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Comentários: 12
Frida Kahlo: Arte e Sofrimento

"Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor".

Esta frase era a frase utilizada por Frida Kahlo para justificar os inúmeros auto-retratos que pintou ao longo da vida.

Frida é considerada uma das mais grandiosas pintoras mexicanas. Ela pintava para si mesma, numa tentativa de minorar a sua dor.

Frida teve uma vida marcadas por tragédias que acabaram por traçar o seu caminho e influenciar o modo como via o mundo e tudo aquilo o que a rodeava.

Aos 6 anos, contraiu poliomielite, que lhe trouxe sequelas que a haviam de acompanhar pela vida fora, tendo ficado coxa devido a problemas na perna direita e no pé esquerdo.

Aos 18 anos, na altura em que estudava medicina, sofreu um acidente que iria transformar para sempre a sua vida e a sua maneira de ser: o autocarro onde seguia bateu num eléctrico e Frida sofreu graves ferimentos na coluna, costas, pélvis, ombros e pés. Esteve hospitalizada muitos meses e foi nessa altura que começou a pintar, para se distrair e para minimizar a tristeza que sentia. Efectivamente, conseguiu recuperar do grava acidente, mas ao longo da vida teve recaídas constantes e fez inúmeras intervenções cirúrgicas e viveu para sempre cheia de dores.

Saída do hospital, e posto de lado o sonho de vir a tornar-se médica, decidiu dedicar-se por inteiro à pintura.

Foi por essa altura que se começou a relacionar com artistas e intelectuais, tendo conhecido Diego Rivera, um famoso pintor muralista, por quem se tomou de amores, e com quem viria a casar, aos 21 anos.

Diego Rivera instiga-a mesmo a pintar os acontecimentos que ela considere serem os mais importantes na sua existência – começa então a pintar as suas angústias e vivências, a intensidade dos seus sentimentos, os medos, raivas, sonhos e o amor por Diego. Os seus quadros representam assim a sua experiência pessoal, pois pintava as coisas tal como as via e como as sentia.

O seu estilo era inspirado na arte popular mexicana. Eram pinturas ingénuas, auto-retratos e factos da vida, repletos de cores fortes. Nos seus auto-retratos, pintava-se contrastando a sua figura com vastas paisagens vazias, ou em quartos frios, que representavam a solidão que sentia.

Foi também ideia de Diego Frida começar a usar roupas tradicionais mexicanas, de modo a criar um visual próprio. Assim, passou a usar vestidos e saias compridas de cores garridas. Esta indumentária aliada às suas unidas e espessas sobrancelhas, eram a sua imagem de marca.

A impossibilidade de ser mãe, devido ao grave acidente que sofreu, foi o seu maior desgosto. A gravidez e o aborto foram dos temas mais retratados, em telas cheias de revolta e tristeza.

Com o passar dos anos, a pouca saúde que tinha foi-se deteriorando: colares ortopédicos e cadeiras de rodas passaram a ser seus companheiros constantes. Muitas vezes pintava acamada. Houve mesmo alturas em que entrava em depressão profunda. Porém, jamais deixou de pintar.

Frida viria a falecer em 1954, vítima de uma embolia pulmonar, após ter contraído uma pneumonia. Há pesquisadores, porém, que acreditam que a causa da sua morte não foi esta, mas sim o envenenamento por alguma das amantes do marido. Outros falam da hipótese de suicídio, uma vez que o diário que sempre a acompanhou termina com a frase “Aguardo alegre a saída e espero não voltar jamais”.



Catarina Bandeira

Título: Frida Kahlo: Arte e Sofrimento

Autor: Catarina Bandeira (todos os textos)

Visitas: 60

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Comentários     ( 12 )    recentes

  • SophiaSophia

    22-04-2014 às 15:59:32

    Que história impactante dessa Frida Kahlo. Como os sofrimentos que passamos mudam o cursor da nossa vida. A Rua Direita agradece seu belíssimo texto.

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    17-09-2012 às 15:11:26

    Frida Kahlo é especial. Sinto que não a entendo completamente, uma vez que aquilo que, acima de tudo, move as suas obras e está por detrás de cada movimento do pincel é a dor física. Considero que só podemos apreciar verdadeiramente aquilo que entendemos como parte de nós, e nesse sentido Frida não está bem presente em mim. No entanto tive recentemente o prazer de visitar uma exposição bastante completa de fotografias suas e apreciei.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    09-09-2012 às 12:16:19

    Frida Kahlo é mesmo uma artista singular, assim como a sua beleza exterior. A frase com que inicia o texto é muito interessante e dá que pensar, pois quem conhece a sua obra sabe que ele tem muitos auto-retratos. Todos belíssimos. Tal como todos os pintores, ela vivia num sofrimento constante e talvez por isso esta frase tem tanta simbologia. É uma referência a todas as suas vivências. Parabéns pelo seu texto.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoana maria

    03-06-2011 às 14:11:25

    Eu verifiquei os quadros de Frida, sinto muito por ela, mas acho que a arte não favoreceu muito, ou melhor ela não soube aproveitar todo o benefício da arte. Seus quadros não transmitem o desejo em viver ou melhorar sua vida e sim reclama da vida que tem. Seus trabalhos são oprimidos e acho que ela deseja mostrar sua revolta pelas coisas que aconteceram. Se ela aproveitasse a arte, para atrair coisas boas, tenho certeza que ela estaria bem melhor. sinto muito por ela ter sofrido tanto .
    Mas como ela mesmo declara
    "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade".

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBruna Trelha

    20-12-2012 às 10:31:37

    A arte sempre tem que relatar coisas boas? Ela relatava a sua realidade e nem por isso acho que ela não usou bem sua arte.

    ¬ Responder
  • Larissa Rosa

    28-02-2013 às 12:59:29

    Concordo com você Bruna Trelha.Arte não é só para expressar coisas boas.Pode até ser que retrate coisas ruins,mas que você as use para que possa pensar,refletir...É só se por no lugar do outro.Se você fosse Frida retrataria só coisas boas,passando por tudo que ela passou?Se fazendo de feliz sendo que você não é?Ela apenas pinta o que sente,talvez seja um modo de aliviar as mágoas.

    ¬ Responder
  • ANTONIO

    29-03-2014 às 08:46:43

    Absolutamente,Larissa Rosa,expressar-mos,aquilo que verdadeiramente,somos interiormente não me parece que esteja,no "cardápio"de pessoas completamente,livres,de uma liberdade total.

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoPaulo Henrique

    13-08-2010 às 21:28:23

    Gostei muito do texto mas não aborda muito sobre sua recuperação apos os acidentes...
    Se alguem tiver ou souber sobre esse assunto porfavor mim passa tenho curiosidade em saber...
    Obrigado xD...

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoTiago

    29-03-2010 às 01:00:24

    em qual movimento artistico vocês enquadrariam frida kahlo, no realismo ou romantismo?

    ¬ Responder
  • AntonioAntonio

    15-03-2012 às 18:48:56

    Frida não se enquadra em nenhum dos dois. Ela não se enquadra em nenhum movinmento. O mais próximo seria expressionismo.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãogilberto

    06-10-2009 às 00:35:41

    Eu tambem adorei este texto sobre Frida Kahlo , o muito obrigado.

    Para mim a Frida Kahlo nunca morreu!

    ¬ Responder
  • lukinhaslukinhas

    08-04-2009 às 14:19:27

    baah gosteii muito mesmo dos seus trabalhos achei mto interesante o jeitu q você fas artee e é educativo tambem porque arte e cultura também

    ¬ Responder

Comentários - Frida Kahlo: Arte e Sofrimento

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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