Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Arte > Para que serve um Museu hoje?

Para que serve um Museu hoje?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Visitas: 141
Comentários: 10
Para que serve um Museu hoje?

Para compreendermos a pergunta “Para que serve um museu hoje”, temos que começar por entender a sua evolução como instituição.

O museu como instituição cultural tem como objetivo principal transmitir uma determinada mensagem, fundamentada na sua identidade como museu.

O museu surge na sociedade fruto da consequência da necessidade do homem em colecionar determinado tipo de objetos, (aos quais aplicava uma determinada carga emocional, quer fosse por este representar algo de valor afetivo ou apenas por ser belo, fazendo com que estes possuam um valor no presente) e consequentemente tivesse necessidade de os organizar de modo a que outros os pudessem observar. Ao mesmo tempo que a sociedade foi evoluindo o mesmo foi acontecendo com a instituição denominada como museu. Se no início era fácil defini-lo, nos dias que correm o conceito de museu tornou-se bastante mais abrangente e complexo, quer como instituição quer a nível dos seus objetivos.

Nos dias que correm as expectativas dos visitantes vão sendo cada vez maiores e cabe aos museus tentar ir ao encontro dessas mesmas expectativas. Num conceito tradicional e simplista os museus são vistos como instituições cujo objetivo é divulgar cultura sem que daí possa advir algum tipo de lucro, contudo a realidade por que passam estas instituições levam-nas muitas vezes a pensar no seu futuro e como é possível atingirem o seu objetivo de forma eficaz, com criatividade, eficácia, interatividade e de alguma forma conseguirem alguns fundos que permitam a manutenção do museu e ao mesmo tempo justifiquem a existência do mesmo. Todas estas razões mencionadas anteriormente levam-nos a pensar na questão “Para que serve um museu hoje”.

Com a necessidade de acompanharem os seus visitantes o museu abrange nos nossos dias várias áreas que trabalha com o objetivo de conseguir um “produto” que seja atrativo para quem o visita e que cative não só numa primeira visita mas que funcione a longo prazo, fazendo com que alguns desses voltem a visitar o museu. Ao museu está inevitavelmente incutida a tarefa de instruir os seus visitantes através da cultura que nele existe.

A sociedade encontra-se hoje mais instruída e consciente daquilo que podem obter da cultura, e ela está hoje em dia ao alcance de qualquer um, cada vez mais é uma opção que ajuda ao desenvolvimento da própria sociedade. Desta forma os próprios museus promovem atividades que funcionam a nível local, contribuindo para o seu desenvolvimento. É muitas vezes através desta instituição que é possível a uma determinada região, cidade ou até país atrair os seus turistas.

Existiu a necessidade de criar mais interesse e dinamismo no museu de forma a que este se tornasse mais competitivo e estivesse ao nível de competir com as inúmeras oportunidades de lazer e cultura a que nos é possível ter acesso nos dias que correm. Desta forma o museu foi-se tornando num veículo de conhecimento e educação cuja vertente pode abranger diversas áreas de intervenção dependendo da sua própria identidade. Por estes motivos os museus foram-se adaptando e criando novas áreas interventivas fazendo com que exista uma multidisciplinaridade que torna possível o seu objetivo.

Hoje funciona quase como uma empresa, onde existe uma necessidade de conhecimento do mercado e de inovação que levem a que os visitantes se sintam atraídos para o visitar, quer pontualmente quer frequentemente através de atividades ou outro tipo de elemento atrativo. E essa oferta é vasta nos dias que correm, aliada à visita em si ao museu, às obras que expõe, é possível em muitos deles o visitante usufruir de lojas de lembranças, de cafetaria, de espaços para crianças com atividades dirigidas às mesmas e espaços de lazer, onde é possível desfrutar quer da paisagem envolvente quer de espaços ajardinados.

Apesar do seu objetivo principal se manter o mesmo ao longo dos anos, colecionar, preservar, estudar e dar a conhecer história e cultura, a sociedade evoluiu e com ela existiu a necessidade do conceito de museu evoluir também de forma a conseguir atrair novos visitantes e ao mesmo tempo conseguir suportar as suas próprias necessidades enquanto instituição. Desta forma hoje em dia o museu proporciona-nos alguns tipos de serviço como cursos, workshops, palestras, projetos com escolas, oficinas, concertos, espaços de lazer, bibliotecas entre outros, assim é-lhe possível ter um papel ativo, ao nível interventivo com o seu visitante, não se “limitando” a mostrar as obras nele exposto.

O museu nos nossos dias proporciona-nos uma oferta de largo espetro que nos permite absorver cultura, conhecimento e bem-estar em torno de um espaço físico, onde o mesmo está inserido.

Com tudo isto é-nos fácil entender que o papel que um museu representa na sociedade dos nossos dias é bem mais abrangente do que há alguns anos atrás. Continua a ser um veículo de educação e cultura, mas serve para mais do que isso, tornou-se num local de referência contribuindo para o desenvolvimento da sociedade que o envolve, e consegue hoje através do uso de novas tecnologias ser mais interativo, ao ponto de ser já em muitos deles possível fazer visitas online.


Sónia Henriques

Título: Para que serve um Museu hoje?

Autor: Sónia Henriques (todos os textos)

Visitas: 141

788 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 10 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãofigo

    17-06-2014 às 23:08:43

    Adorei visitar museus em Inglaterra e na Itália ,... e este texto sobre para que servem os museus hoje foi muito interessante e correto, parabéns

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    22-04-2014 às 16:06:42

    Cada museu tem a sua peculiaridade. É sempre bom visitá-lo e conhecer a sua história. A Rua Direita incentiva a todos a tirarem um tempinho e a conhecerem tanto nas viagens como em sua própria cidade.

    ¬ Responder
  • jorge

    23-08-2013 às 12:16:58

    dahora maneiro eas bike enpina !! oksposk

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatização451462

    01-05-2013 às 11:51:42

    Mto bom explica o q realmente é um museus! Parabéns!

    ¬ Responder
  • João

    12-03-2013 às 15:07:29

    ai que otaria

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatização4456

    24-01-2013 às 09:59:53

    48888

    ¬ Responder
  • Sónia HenriquesSónia Henriques

    13-01-2013 às 06:57:26

    Se gostou do meu texto comente! obrigado

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoed

    17-10-2012 às 22:57:29

    muito bom texto....interessante assunto sobre museus

    ¬ Responder
  • Anônimo

    02-08-2013 às 13:53:07

    noossa q idiotice...tôbrincando ajudou muito para minha pesquisa escolar

    ¬ Responder
  • Sónia HenriquesSónia Henriques

    23-10-2012 às 21:37:42

    Obrigado!

    ¬ Responder

Comentários - Para que serve um Museu hoje?

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Os descendentes de Eça

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios