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Itália e a Arte

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
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Itália e a Arte

No Pentecostes, de Andrea Orcagna, o Espírito Santo desce sobre Nossa Senhora e os apóstolos, dispostos sobre uniformemente sobre o tríptico, e coloca sobre eles as línguas de fogo, tornando-os oradores astutos. Das suas cabeças vemos sair línguas vermelhas. Um dos apóstolos do painel direito olha para o observador.

Na obra Lamentação sobre Cristo morto, de Giovanni da Milano, Nossa Senhora, Madalena e São João Evangelista chorosos e tristes amparam Cristo, pálido e inanimado. As auréolas muito elaboradas quase ofuscam a cara de São João Evangelista.

Coroação da Virgem, de Jacopo di Cione, 1272-73, uma obra encomendada em 1372 pelos oficiais da Zeca, é uma pintura que que retrata a coroação da Virgem. Cristo coloca a coroa na cabeça destas, e os santos assistem a coroação. O trono onde está a Virgem e Cristo por um pano decorativo com elementos naturais e geométricos. A cor dourada predomina aqui, pois esta obra foi encomendada por uma instituição que cunha moedas de ouro, a Zeca.

Nossa Senhora no trono e santos, de Mariotto di Nardo, é um políptico, que foi encomendado pela família Corsini. No painel central está a Virgem com o Menino ao colo rodeada por quatro anjos. Nos painéis laterais estão São Lourenço e São Evangelista à esquerda, e São Tiago e São Sebastião à direita. Na predela estão cenas da vida da Virgem, ao contrário das cúspides, que têm cenas da Paixão de Cristo.

Nossa Senhora amamentando e santos, de Agnolo Gaddi, é uma personagem que ocupa a totalidade da tábua, assim como a Santa Catarina, Maria Madalena, Soão Baptista e Santo António Abade com os seus respetivos atributos: roda, vasilha de unguento, bastão com formato de cruz e livro das Sagradas Escrituras. Nossa Senhora oferece generosamente o seio ao seu filho, que retribui o amor segurando a mão da sua mãe. O Menino tem um corpo um bocado desproporcional daquilo que consideramos esteticamente bonito.

Anunciação, Mestre da Menina Straus, 1400-10, mostra Nossa Senhora e o arcanjo Gabriel num espaço fechado. O pintor captou o momento da Anunciação, ou seja, o anúncio da vinda de Jesus. A pomba do Espírito Santo mandada por Deus sobrevoa a cena.


Daniela Vicente

Título: Itália e a Arte

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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