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Ron Mueck: um escultor nascido na Austrália

Categoria: Arte
Ron Mueck: um escultor nascido na Austrália

“Jamais quis ser escultor. Não sei bem porque faço isto, mas não me imagino a fazer outra coisa. Não me considero um artista, isto é simplesmente a única coisa que sei fazer.”.

Quem o diz é Ron Mueck, escultor nascido em Melbourne, Austrália, em 1958. Hoje faz trabalhos na área da escultura, mas começou por ser criador de marionetas, trabalhando em Londres com Jim Henson – criador da Rua Sésamo e Os Marretas.

Depois desta experiência, tornou-se fabricante de manequins para publicidade, até que, em 1996, Paula Rego, sogra do artista e portuguesa há muito radicada em Londres, pediu-lhe que produzi-se um pinóquio para um dos seus trabalhos.

A pintora gostou tanto do resultado, que o guardou no seu atelier, onde foi descoberto pelo coleccionador de arte Charles Saatchi. Desde este momento, o mundo artístico abriu-se para Mueck, cuja entrada provocou um enorme escândalo ao apresentar a escultura, com pouco mais de um metro, de um homem morto e nú - o seu pai.

Pleno de realismo, e apesar do escândalo, o trabalho reflectiu o mais puro amor que sentia pelo seu pai.

Mueck é conhecido por isso mesmo: retracta da melhor forma a fragilidade do ser humano, nunca os representando totalmente perfeitos. Por isso, é tão famoso o seu trabalho, graças à capacidade que tem em tornar as suas figuras insuportavelmente reais, mas emotivas e tocantes.


Rua Direita

Título: Ron Mueck: um escultor nascido na Austrália

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Daniel Berg

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

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