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O teatro Grego

Categoria: Arte
Visitas: 26
O teatro Grego

A Grécia é um dos berços da civilização que hoje conhecemos. O teatro grego teve origem no mundo da religião, surgindo a partir da evolução das artes e cerimónias gregas, como a festa de homenagem ao deus do vinho – Dionísio.

Começando por ser festividades de culto sagrado, mais tarde passaram a aliar um carácter cívico e competitivo.

Autores de todo o mundo concorriam com três peças, recebendo o vencedor dinheiro, uma coroa de hera e a inscrição do seu nome nos registos de honra da cidade.

O teatro era considerado parte da educação de um grego. Em Atenas, o comércio era suspenso durante os festivais dramáticos, e todos se dirigiam para os auditórios ao ar livre, onde o amanhecer marcava a hora de início do espectáculo.

Eram duas as formas de teatro mais comuns: a comédia e a tragédia. Na capital, dois festivais anuais faziam as delícias dos cidadãos.

O festival Dionisíaco concentrava-se na tragédia, decorrendo entre Março e Abril. Já os festivais dedicados à comédia, aconteciam entre Janeiro e Fevereiro.

Ainda hoje, ao viajar pela Grécia, podemos imaginar estes espectáculos, visitando ruínas, algumas em muito bom estado de conservação, de antigos teatros.

O teatro do Epidauro, construído no século IV a. C., é um belo exemplo disso. É talvez o maior de toda a Grécia e deixa qualquer um boquiaberto, perante tamanha grandiosidade e excelente acústica, estando classificado como Património Mundial pela UNESCO.


Rua Direita

Título: O teatro Grego

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

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