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Período Geométrico e Período Arcaico

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
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Período Geométrico e Período Arcaico

O período geométrico introduz a arte micénica. As suas cidades, com muralhas enormes, maciçamente fortificados, plantas defensivas, sugerem uma cultura preocupada com a defesa. Os artistas estavam abertos às influências vindas de todo o Mediterrâneo. Elementos minoicos, egípcios e mesopotâmicos contribuíram para a formação da arte micénica. A máscara funerária, dita de Agamémnon, datada de 1580-1500 a.C., é uma máscara que poderá representar um rei micénico. Mostra alguma importância, pois a qualidade dos materiais são ótimas. A porta das leoas, datada de 1250 a.C., formava a entrada principal na cidade de Micenas. Foi construída quando as muralhas da cidade foram aumentadas para melhorar as suas defesas. As leoas funcionam como guardiãs, e os eus corpos tensos e musculados, desenho simétrico, influências do Oriente. Os thalos são túmulos de forma circular.

No período arcaico destacam-se as colunas. As descrições do estilo jónico e dórico pelo arquiteto Vitrúvio durante o período romano têm sido essências para o entendimento grego. O estilo dórico é o mais austero. Identifica-se com o homem, despojado de enfeites. Assenta sobre o estereóbato e estrilóbato. O fuste é marcado por sulcos verticais superficiais – caneluras. O capitel com equino bojudo, em forma de almofada e ábaco. O entablamento, que inclui todos os elementos horizontais apoiados sobre as colunas, subdivide-se em arquitrave – uma fileira de blocos de pedra diretamente apoiados pelas colunas. O friso é formado por tríglifos co três sulcos alternando com métopas lisas ou esculpidas. A cimalha pode ter uma goteira ou lacrimal. O estilo jónico identifica-se com a mulher, com enfeites. Assenta sobre Euthynteria. Os fustes são mais esbeltos e menos afunilados. O capitel é com voluta sob ábaco, parecendo uma palmeira. O friso sobre a arquitrave é contínuo, sem tríglifos e métopas. O estilo coríntio tem um capitel que se assemelha a um sino virado ao contrário.

É muito enfeitado, parecendo uma donzela. O estilo toscana é muito simples. O templo clássico divide-se em naos (câmara principal, destinado a albergar a imagem o Deus a quem o templo é consagrado), pronaos (dá acesso à naos e recebe os ofertantes), peristilo (transição do exterior para o espaço sagrado) e o altar, a leste do templo.

Daniela Vicente

Título: Período Geométrico e Período Arcaico

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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