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Arte Ife – uma herança surpreendente e sofisticada da Nigéria

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Visitas: 66
Comentários: 3
Arte Ife – uma herança surpreendente e sofisticada da Nigéria

Poucas civilizações na África Subsariana são tão famosas pela sua arte e a sua cultura como a de Ife, antigo reino e terra natal do povo yoruba (um grupo de 35 milhões de pessoas), na Nigéria. Os seus artistas criaram uma obra escultórica única, que se conta entre as esteticamente mais prodigiosas e tecnicamente mais aprimoradas do continente negro.

Técnica e visualmente, as obras de arte da antiga Ife contam-se entre as mais importantes do mundo. Incluem cabeças de tamanho natural e figuras humanas em terracota e bronze, vasos de cobre quase puro – uma façanha que, segundo os peritos, Gregos, Romanos e Chineses nunca conseguiram levar a cabo –, esculturas de quartzo e granito, peças em cobre, pedra e cristal, e também miniaturas de deliciosas representações de animais domésticos e selvagens em terracota e pedra, exemplares dos monumentais menires de granito, expressivas caricaturas de anciãos, figurações de doenças atrozes, monstruosas configurações imaginárias e vívidas figuras de animais.

Trata-se de objetos de grande força visual, complexidade icónica e variedade de formas, que revelam a extraordinária mestria criativa e técnica dos artistas e o gosto dos mecenas e cidadãos de Ife.

A sofisticação alia-se à audácia tecnológica e às notáveis qualidades estéticas e o resultado é uma visão do brilhantismo da civilização Ife, que possibilita a compreensão de preocupações culturais e da profunda importância da arte como testemunho histórico. Os fatores “dinastia” e “divindade” ajudaram a modelar excecionais obras escultóricas, incomparáveis com outras expressões africanas, recriando, de algum modo, os diferentes âmbitos da cultura Ife, como o político e o religioso.

Situada no Sudoeste da Nigéria, Ife teve o seu apogeu entre os séculos xii e xv, quando foi a capital da região. Na atualidade, a cidade de Ife continua a ser o coração espiritual dos Yoruba. Aliás, de acordo com uma das múltiplas versões da tradição, esta cidade foi o palco escolhido pelos deuses para descerem e criarem o mundo.

Independentemente das inspirações, o certo é que quando se deram a conhecer as primeiras mostras da atividade Ife, o etnógrafo alemão Leo Frobenius adiantou que a única explicação possível para tal semelhança com o realismo idealista do classicismo grego patente nas figuras era uma eventual colónia grega na mítica Atlântida que tivesse levado a arte clássica às selvas da Nigéria. Os especialistas afirmam que foi a partir do ano 1000 que se desenvolveu verdadeiramente a arte escultórica que deu fama a Ife, elevando-a aos píncaros das artes africanas.


Maria Bijóias

Título: Arte Ife – uma herança surpreendente e sofisticada da Nigéria

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Imagem por: cliff1066™

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãomorgana

    24-06-2013 às 13:23:14

    muito boa esta pagina....adorei o conteudo

    ¬ Responder
  • sarah

    29-08-2013 às 00:09:24

    texto muito grande de mais podi se duas linhas so

    ¬ Responder
  • Pedro Ubiratan Machado de CampolsPedro Ubiratan Machado de Campols

    02-01-2012 às 20:39:02

    Devido não só ao desconhecimento da história universal mas até pela instrumentalização de seu ensino com objetivos ideológicos, criou-se no imaginário popular uma imagem deprimente da África e de seu povo fizeram pior, de herdeiros de uma das mais adiantadas civilizações da história humana par descendentes de macacos através da teoria pseudo-científica do evolucionismo darwiniano e do ateísmo

    ¬ Responder

Comentários - Arte Ife – uma herança surpreendente e sofisticada da Nigéria

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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