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Início > Textos > Categoria > Arte > Descubra o artista que há em si!

Descubra o artista que há em si!

Categoria: Arte
Visitas: 26
Comentários: 1
Descubra o artista que há em si!

A arte constitui um fenómeno presente na vida de toda a gente. Não há quem não tenha jeito para isto ou para aquilo. Uns são dotados para cantar, outros para dançar, pintar, desenhar, escrever, executar trabalhos manuais, saber ouvir, falar bem, negociar, e depois também manipular, ludibriar, mentir, enganar, enfim, toda uma faceta negativa que em nada dignifica a verdadeira arte. Aliás, agora parece que fizeram um novo lançamento para jovens políticos: fraudes descartáveis! É só habilidade…

Ainda hoje, esta componente essencial da existência não é bem compreendida, sendo vista como algo destinado aos tempos livres e nunca como um modo de subsistência. Efectivamente, verifica-se uma grande dificuldade de inserção em alguns domínios profissionais do mundo artístico e a insegurança é uma constante, motivada, em grande medida, pela feroz competitividade e por uma exigência selectiva. Quem opta pela carreira de artista, seja em que vertente for, terá de estar preparado para qualquer eventualidade e abdicar de uma rotina instalada que, para muitos, é fonte de conforto e bem-estar. Não obstante, o sucesso espreita, invariavelmente, os mais talentosos e perseverantes… Eles sujeitam a sua análise, a sua visão da realidade universal à crítica, aos gostos dos outros. Não se pode negar: trata-se de um acto de coragem!

A arte é uma forma de expressão, de comunicação, de testemunho de todo um espólio identificativo e único. Em várias civilizações passadas foi tudo o que restou, pelo que o conhecimento destas se processou através, exactamente, do legado artístico, que subentende uma herança cultural, organizacional, psicológica, social, espiritual, familiar, estética, motivacional, e por aí fora. Autêntico núncio de épocas, a arte surge, em diversos casos, como única sobrevivente, que projecta um viver, mais ou menos longínquo, num tempo e num contexto reais, ajudando a compreender e a consolidar raízes e até padrões genéticos, num enquadramento merecedor de ser imortalizado.

A genealogia da arte corresponde, naturalmente, à genealogia da própria evolução humana e das condições vivenciais dos ancestrais habitantes do Planeta. Uma coisa é certa: se «a necessidade aguça o engenho», as produções artísticas dos nossos antepassados, pela inexistência ou pobreza dos materiais disponíveis, têm ainda mais valor e revelam artistas “de mão cheia”. Há quem diga que para produzir arte basta a simples vontade de a fazer, que ela designa um feito da alma e não do intelecto, que fomos feitos para criar! No dia-a-dia, lida-se continuamente com questões ligadas à composição artística, à combinação das cores, das palavras dos sons, das ideias. Os ingredientes estão lá… à espera de serem manifestados!

Maria Bijóias

Título: Descubra o artista que há em si!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    18-08-2012 às 04:45:18

    Mito bom, o texto. Nota-se que a arte da escrita está presente nas suas palavras.

    ¬ Responder

Comentários - Descubra o artista que há em si!

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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