Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Música > Guitarra toca baixinho – As Guitarras que cantam o fado

Guitarra toca baixinho – As Guitarras que cantam o fado

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Música
Visitas: 4
Comentários: 1
Guitarra toca baixinho – As Guitarras que cantam o fado

De forma alguma uma guitarra pode tocar baixinho. Quando o mote é um fado tão nosso, tão Português, que não se calem guitarras. Deixemo-las cantar em desgarradas e melancolias, daquelas que fazem lembrar um choro corrido. Eterno. Tão nosso. Tão Fado!

A Guitarra Portuguesa é mundialmente conhecida e reconhecida.

Para quem não conhece a história da guitarra Portuguesa, esta nasceu de um trabalho de aperfeiçoamento e junção de duas guitarras – a Citara Europeia, vinda de Itália e a Guitarra Inglesa, mas diz-se que o seu nascimento remota aos tempos Árabes, daí a indicação que é muitas vezes dada como Guitarra Mourista.

Na 2ª metade do século XIX, o fado era acompanhado pela “Viola de Cinco Ordens de Arame”, uma herança da própria guitarra. Foi a partir dessa altura que a Guitarra Portuguesa passou a acompanhar o fado.

A Guitarra Portuguesa é feita de uma madeira pouco densa, ou seja mais flexíveis, como a casquinha, o que resulta numa melhor vibração do som.

Uma verdadeira Guitarra Portuguesa termina o braço em Voluta ou Gancha (em Lisboa termina normalmente em caracol) e era ornamentada há muitos anos com um escudo quadrado em madrepérola. Nos dias de hoje, o quadrado deu o seu lugar a um coração tipicamente Português, também ele em madrepérola.

A meio da guitarra abre-se a o orifício da boca e em Guitarras mais ornamentadas, encontram-se bocas dos dois lados. O fundo é normalmente de mogno ou cedro.

A boca da Guitarra pode ser ornamentada também em madrepérola (como a terminação do braço), em osso ou em marfim, o que a torna mais imponente e de uma beleza extraordinária.

Com 12 cordas (eram de 10 cordas – Guitarra de Silva Leite) é considerada uma das Guitarras (dentro das milhares existentes – viola, elétrica, etc., etc., etc.) mais difíceis de dedilhar.

Falar de Guitarra portuguesa e não falar em composição do fado é quase impossível.

Carlos Gonçalves, José Manuel Neto e o inconfundível Carlos Paredes (considerado o máximo da Guitarra Portuguesa), em harmonia com os poemas e versos de David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello e José Carlos Ary dos Santos (entre outros), na gloriosa voz de Amália Rodrigues, calam-nos a voz ao deixarem-se entoar. Canta um fadista e encanta o dedilhar perfeito, exaustivo de um guitarrista. O fado quase não existe sem a Guitarra Portuguesa, e quando cantado à capela, sente-se-lhe a falta.

Choros, gritos e gemidos. São estas as características que conhecemos e reconhecemos nesta Guitarra tão nossa. De forma menos técnica, é certo, mas mais apaixonada, como deve ser amada esta Guitarra Portuguesa.


Carla Horta

Título: Guitarra toca baixinho – As Guitarras que cantam o fado

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 4

811 

Imagem por: Jsome1

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 1 )    recentes

  • carlos santoscarlos santos

    18-03-2011 às 22:21:58

    Isto nao e uma mensagem,e mais um pedido de ajuda.Toco fado como acompanhante a viola,embora seija baixista tambem,e tenho usado ate aqui violas classicas espanholas,e japonesas.Esta e a minha pergunta.Quem faz as melhores violas de fado em portugal hoje em dia?Nao queria morrer sem possuir uma viola de fado de luxo feita em portugal.Muito obrigado

    ¬ Responder

Comentários - Guitarra toca baixinho – As Guitarras que cantam o fado

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Os descendentes de Eça

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Imagem por: Jsome1

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios