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Início > Textos > Categoria > Música > Fado: uma herança portuguesa…

Fado: uma herança portuguesa…

Categoria: Música
Visitas: 12
Comentários: 4
Fado: uma herança portuguesa…

A música é uma forma de caracterizar os povos e os costumes. Pensar em Portugal é pensar em Fado. Imortalizado por Amália Rodrigues, este estilo de música é uma das heranças mais ricas e marcantes da cultura portuguesa. Mesmo com a morte da diva portuguesa, cada vez mais o fado ganha fãs e é reconhecido além fronteiras. Quando se fala em fado, associa-se de imediato às tascas que existem pelos diferentes bairros lisboetas e à palavra Saudade, um termo que apenas os portugueses compreendem na totalidade. Cantar o fado não é para todos, é preciso ter alma e aprender a gostar deste estilo de música, também não é fácil.

Confesso que nunca fui muito fã de fado, mas ultimamente tenho ouvido mais e com a proliferação de novas vozes, parece que o fado começa a ganhar nova vida. Mariza é a fadista de nova geração que se tem destacado e que tem levado o bom nome de Portugal a percorrer o mundo. Tal tem sido o êxito, que já passa mais tempo fora do país a cantar do que por terras lusas. O mundo está rendido aos seus encantos! Sinceramente nunca pensei que o fado fosse tão apreciado, mas a verdade é que sempre que alguém visita o pais, uma das paragens obrigatórias é uma casa de fados. Já frequentei algumas e se antes era coisa que não me entusiasmava, hoje vibro e também cantaroleio. Se olharmos à mensagem que as letras tentam passar é sempre de situações com que nos identificamos.

Mais irónico ainda, são cada vez mais as pessoas de nacionalidade estrangeira que cantam fado na perfeição. Akané, como é tratada no meio artístico, é uma japonesa oriunda de Osaka, de 29 anos, que hoje arranca fortes aplausos sempre que actua nas casas de fado. Não sabia o que era fado, até que um amigo amante da guitarra portuguesa a desafiou a cantar fado no Japão. Desde ai que este estilo lhe entrou pela vida e já não se imagina sem o típico xaile preto que usa nas actuações.

Marcela Ortiz Aznar vive na Cidade do México e apaixonou-se pelo fado, graças aos Madredeus. O desejo de saber mais sobre a música e sobre a cultura portuguesa, levou-a a visitar o pais por diversas vezes, tanto que hoje faz do fado uma forma de vida. Confessa que os mexicanas estranham esta paixão, mas Marcela vai conseguindo passar a palavra e até criou o projecto “Fado by Foreigners”, onde juntou uma espécie de irmandade fadista não portuguesa, só falta mesmo é conseguir apoios.

Estas são apenas duas histórias, mas tal como Akané e Marcela, são cada vez mais as pessoas que seguem o fado, seja qual for a categoria (existem três: Menor, Corrido e Mouraria). Apesar de ser um estilo de música portuguesa, o Fado desperta paixões nos quatro cantos do mundo, gerando um amor sem fronteiras. Eu começo a aprender a partilhar desta paixão e você?



Catarina Guedes Duarte

Título: Fado: uma herança portuguesa…

Autor: Catarina Guedes Duarte (todos os textos)

Visitas: 12

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Comentários     ( 4 )    recentes

  • Nuno CabeleiraNuno Cabeleira

    30-04-2011 às 09:28:17

    E o Carlos do Carmo que é um dos melhores fadistas de sempre, onde se situa? nem sequer falam dele. Para mim é tâo bom como a Amalia Rodrigues.

    ¬ Responder
  • Robertson FrizeroRobertson Frizero

    09-08-2009 às 22:41:11

    O fado, independente da língua portuguesa (se é que isso é possível...), emociona aos que compartilham sua alma de saudade, de melancolia contente... Conheco o trabalho de Marcela Ortiz Aznar e só posso dizer que é fabuloso e digno de apoio - é uma embaixadora da cultura portuguesa, mesmo sem suporte oficial qualquer para isso.

    ¬ Responder
  • Fátima FerreiraClaudina (Dina)

    09-08-2009 às 14:25:37

    Li o que a Catarina escreveu e sensibilizou-me pelo facto da Marcela tentar levar a outras partes do mundo o prazer de se ouvir um fado bem cantado.O fado que nos identifica e que nos toca a todos duma maneira ou de outra duma maneira muito profunda....Eu vivo nos E.U.A. e devo dizer que so aqui bem longe de Portugal foi que eu comecei a gostar do fado e porque? porque com ele eu embarco para esse Pais de alma e coracao e vivo tudo aquilo que nos vai na alma na alma de um portugues..Parabens amiga porque canta muito bem!
    Um grande abraco desta amiga Claudina

    ¬ Responder
  • Marcela Ortiz AMarcela Ortiz A

    08-08-2009 às 22:16:19

    Querida Catarina ,

    Obrigada por fazer mencao ao meu trabalho. É mesmo assim que se faz difusao de nosso esforco. Mais uma vez, obrigada.

    Um abraco desde México

    ¬ Responder

Comentários - Fado: uma herança portuguesa…

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Habitação – Evolução qualidade/Preço

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Tema: Alojamento
Habitação – Evolução qualidade/Preço\"Rua
Hoje vivemos dias muito complicados do ponto de vista económico, uma vez que a nossa sociedade moderna consumista tem acarretado para as famílias a triste ideia de que temos que possuir tudo o que existe para ser possuído.

Relativamente ao assunto especifico da habitação, com o passar dos tempos, as pessoas têm adquirido as suas casas em função do que há no mercado, e este mercado tem evoluído de uma forma perigosa em termos de custos; o que quero dizer com isto, é que há vinte anos atrás, encontrávamos apartamentos no mercado, e tenho por base um apartamento T3 que tinha 3 quartos conforme a tipologia descrita, naquele tempo uma cada de banho, uma sala de estar/jantar conjunta e talvez uma varanda, hoje o mesmo apartamento terá os três quartos, a sala, duas casas de banho das quais uma poderá estar num dos quartos a que passou a chamar-se suite, este apartamento hoje, tem forçosamente que ter pré instalação para aquecimento central, lareira com recuperador de calor, e muito provavelmente aspiração central, ou pelo menos a pré instalação… Assim, quem compra um apartamento hoje, apesar das dimensões de cada divisão estarem diminuídas, o preço foi muito incrementado pelos extras, e depois há ainda que adquirir uma caldeira para fazer funcionar a tal pré-instalação de aquecimento central, os radiadores porque sem eles o dito não funciona, naturalmente o trabalho do técnico… há ainda que adquirir em muitos casos o aspirador propriamente dito para fazer funcionar a aspiração central, e algumas coisas mais, acessórios dos quais, antes não tínhamos necessidade.

Não quero dizer com isto, que estes equipamentos não são úteis, são, mas e aquelas pessoas que compraram os seus apartamentos há uns tempos, cujos espaços não dispunham destas “modernices” como viveram? Como vivem hoje? Provavelmente aqueles que tiveram disponibilidade económica para isso, colocaram nas suas habitações, aquilo que julgaram necessário, não colocaram aquilo que não lhes é útil de todo, por outro lado aqueles que não tiveram disponibilidade económica vivem sem os equipamentos em questão, ou colocam um equipamento à dimensão das suas possibilidades. O real problema é que os referidos equipamentos valorizaram muito mais as habitações em termos de preço de compra do que o valor real dos mesmos, e as pessoas, estão apagar vinte ou trinta anos, para não dizer mais, um bom valor acima do que pagariam sem estas coisas, além disso comprariam aquilo que quisessem e pudessem.

Para além do exposto, a qualidade de construção e acabamentos não melhorou, antes pelo contrário. Hoje o valor das casas está a decair rapidamente, e as pessoas em geral vivem em casas cujos valores atuais de mercado são muito inferiores ao que estarão a pagar durante muito tempo…

Naturalmente o mercado poderá mudar, mas não é esse o caminho que parece seguir.

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Ana Sebastião

Título:Habitação – Evolução qualidade/Preço

Autor:Ana Sebastião(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    21-04-2014 às 17:09:01

    A compra seja de apartamento ou casa estão mais caras e nem sempre oferecem serviços como mostram na divulgação. Não é bom financiar, pois custará o dobro. Realmente, o melhor a fazer é buscar preços que têm condições de pagar ou aderir a um consórcio.

    ¬ Responder
  • Sofia Nunes 13-09-2012 às 17:07:44

    Na minha opinião e de acordo com o que tenho observado, a relação qualidade/preço das habitações está a melhorar. E isso não é necessariamente bom, uma vez que é resultado da crise económica. Como refere, o valor das casas está a descer, pelo que se pode comprar uma vivenda pelo preço que há uns anos era de um apartamento. O problema é que, apesar de as casas estarem mais baratas, os compradores não têm dinheiro.

    ¬ Responder

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