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Início > Textos > Categoria > Música > Cavaquinho de Portugal

Cavaquinho de Portugal

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Música
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Comentários: 11
Cavaquinho de Portugal

O cavaquinho é sem dúvida um instrumento tipicamente Português. No Minho, este instrumento é tocado em arraiais e festarolas, produzindo um som corrido.

Em conjunto com a viola, o violão e o acordeão, o cavaquinho é indispensável em qualquer festa ou romaria nortenha.

Dono de uma caixa de duplo bojo, são quatro as cordas presas a cravelhas de madeira dorsais. Com 52cm de comprimentos, este elemento musical, também conhecido por braguinha, colou moda também em Lisboa.

Diz-se que em Portugal existem dois tipos de cavaquinho. O do Minho e o de Lisboa.

Se no Minho o toque (e a forma como o cavaquinho é tocado) é feito de forma arrastada e faz lembrar arraial, em Lisboa, as coisas pouco diferem.

Associa-se aqui o cavaquinho às tunas universitárias, e à forma galanteia com que estes nos habituaram. Deferem aqui os cavaquinhos devido á altura do tampo até às cordas. Também o número destas é maior e o braço é mais largo.

Apesar de se identificarem muitas vezes só dois cavaquinhos, eles são utilizados, obviamente em outras localidades.

No Algarve também o cavaquinho é associado a serenatas e o seu uso é tão similar como em Lisboa e no Minho – para festins e bastante popular.

Na madeira, o seu molde é como o de Lisboa e do Algarve, mas muitas vezes a 1ª corda é trocada por fio de aço. Como instrumento rural, é considerado pobre (de aparência e nunca de som), mas o burguês, considera-o luxuoso devido ás madeiras com que é feito e aos adornos e trabalhados.

Há quem diga que a forma diferente com que o cavaquinho é utilizado na Madeira, influenciou a inclusão do instrumento no Brasil.

Quem nunca reparou no toque do cavaquinho num desfile de samba. Utilizado por estratos populares urbanos, o cavaquinho está presente na música brasileira como os ranchos, cateretês, choros, samba e outros. As Terras de Vera Cruz rendem-se ao cavaquinho, e transformam o seu som estridente, em perfeitos choros corridos e sentidos, num fado tão brasileiro, mas também ao ritmo do samba, este instrumento, faz sapatear a um ritmo tão verde e amarelo.

O cavaquinho chega entretanto ao Hawai. Diz-se que em 1879, quando João Fernandes desembarca em Honolulu, trazia na mão a braguinha (cavaquinho).

Apaixonados pelo som do cavaquinho, os havaianos batizaram o instrumento de “hukulele”, que significa “pulga saltadora”.

Pelo mundo, o cavaquinho tem vindo a ser cada vez mais utilizado. O seu som característico e único (como qualquer bom instrumento musical), tem apaixonado povos e sido incluído em muitos géneros de músicas.

Cada vez mais difundido e contagiante, qualquer dia ainda conseguimos ver um chinês a tocar braguinha.


Carla Horta

Título: Cavaquinho de Portugal

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 10

791 

Imagem por: midnightcomm

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Comentários     ( 11 )    recentes

  • SophiaSophia

    13-05-2014 às 19:19:09

    O som do cavaquinho é encantador mesmo. Sempre ouço as pessoas tocarem e acho bem alegre e divertido.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • Bertoldo

    12-02-2013 às 06:40:18

    quero saber onde compro um cavaquinho de braco largo

    ¬ Responder
  • Bertoldo

    18-11-2012 às 00:07:47

    Como faco para comprar um cavaquinho de braco largo?

    ¬ Responder
  • Adriana SantosAdriana dos Santos da Silva

    02-10-2012 às 07:14:51

    Meu avô recenteente em seu aniversário ganhou um cavaquinho. Acho muito legal o som que transmite e são lindos seus tamanhos. O cavaquinho de Portugal é extremamente alegre, pelo menos é o que vejo falarem, mas cada lugar possui sua própria individualidade e o legal são essas misturas. Como é bom saber tocar, isso distrai e dá uma sensação maravilhosa quando estamos tocando para alguém ou para si mesmo. Relaxa demais! Gostei do seu texto.

    ¬ Responder
  • Daiany Nascimento

    01-10-2012 às 17:37:12

    O cavaquinho é um instrumento musical que faz um som agradável. Apesar de ser originalmente de Portugal, no Brasil ele é um instrumento muito popular e utilizado por várias pessoas, seja no samba, em chorinhos ou no pagode, dando um toque especial a todas as músicas. Realmente, Portugal é um país que teve e tem grande participação no cenário musical, tendo criado o cavaquinho e a tradição da música no estilo Fado. Ótimo texto, parabéns.

    ¬ Responder
  • Nilson EmpreendedorNilson Uemoto

    30-09-2012 às 06:37:30

    Adoro som de cavaquinhos e apesar de ter surgido em Portugal, aqui no Brasil o cavaquinho se tornou um instrumento musical bem popular, sendo utilizada em chorinhos e também em sambas, dando um toque genuinamente tupiniquim nas melodias.Como se vê Portugal teve uma grande contribuição no cenário musical, apresentando o fado ao mundo e o cavaquinho também.E gostei muito da menção do chinês um dia tocar cavaquinho rs

    ¬ Responder
  • Teresa Maria Batista GilTeresa Maria Batista Gil

    26-09-2012 às 13:32:01

    O cavaquinho é muito apreciado em Portugal e em todo o mundo.Ele faz parte da cultura popular portuguesa que prima pela variedade e qualidade dos seus instrumentos.O cavaquinho é um exemplo, bem conhecido de todos e apreciado pelas melodias que transmite, associado a um sentimentalismo nobre e belo.

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    24-09-2012 às 23:50:19

    Se nos até momentos prósperos é necessário preservar o nosso património único, tanto material como imaterial, conservando-o e até reinventando-o, nos momentos de crise a nível nacional como a que vivemos, a manutenção ou recuperação dessas tradições é ainda mais importante, levando-nos a não esquecer de admirar o nosso país. E o cavaquinho é um instrumento tipicamente português (como refere no início do seu texto), devendo como tal ser conservado e tocado.

    ¬ Responder
  • André BelacorçaAndré Belacorça

    24-09-2012 às 18:30:14

    Um instrumento muito, muito popular em Portugal, e na música tradicional portuguesa, bem conhecido dos portugueses e também por outros países adversos. Um instrumento lindíssimo e com uma história fenomenal.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMarta Caseiro

    14-03-2011 às 18:07:55

    Este site não tem a informação que eu desejava...
    Não Presta....
    Por favor corrijam a informação...
    è um pouco mentira..

    ¬ Responder
  • DECIO B ARLINDODECIO B ARLINDO

    16-06-2010 às 16:59:14

    ola Carla
    esse tipo de cavaquinho o braço dele é mais largo do que costumamos usar aqui no Brasil.
    A afinação é a mesma que usamos

    Obrigado pela atenção

    ¬ Responder

Comentários - Cavaquinho de Portugal

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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