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Fotografias a preto e branco resistentes à inovação tecnológica

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Fotografia
Visitas: 48
Comentários: 2
Fotografias a preto e branco resistentes à inovação tecnológica

A fotografia nasceu em inícios do século XIX e, desde então, sofreu alterações profundíssimas que a conduziram através de um caminho que se traduziu em maior qualidade e economia de meios. Desde o velhinho daguerreótipo – que se caracteriza por ser um processo fotográfico, mas sem imagem negativa – até às modernas fotografias coloridas digitais da atualidade, muitas transformações ocorreram. Pelo caminho ficaram os rolos, as Kodacs, a Polaroid, os cubos mágicos, entre muitas outras pérolas do mundo mágico da fotografia.

A fotografia a preto e branco, por estranho que possa parecer, não foi erradicada pelo advento da cor; muito pelo contrário, ganhou raízes mais fortes em contraponto com esta e compreendeu-se que nunca poderia desaparecer, pois possuía características que a fotografia colorida não possui – mesmo a digital.

O que a torna, então, tão diferente e resistente à passagem do tempo, das modas e das vontades? A fotografia P/B é amplamente usada por fotógrafos profissionais e amadores nas mais diversas situações, nomeadamente na captação de imagens que representem rostos envelhecidos, mulheres, crianças, nus, paisagens e, ainda, casamentos. Porquê esta seleção? Os itens enumerados representam, todos eles, situações que envolvem, de alguma forma, romantismo, saudade, poesia, sensualidade, enigma. E o preto e branco serve simplesmente como meio mais célere para se conseguir obter o efeito desejado. A ausência de cromatismo «empurra» o observador para outros aspetos da fotografia e obriga-o a um olhar mais demorado sobre, por exemplo, a sensualidade que esta exala, os jogos de luz e sombra provocados pelo objeto/ser fotografado, as texturas que assim ganham uma maior evidência, etc.

Por outro lado, os filmes P/B possuem uma maior riqueza de tons, comparativamente aos melhores filmes coloridos – significa isto que a realidade se torna, assim, mais real! O P/B também se tornou, pelo tempo em que a chegada da cor o asfixiou, numa opção alternativa, marginal, artística. Esta arte tem origem na observação de uma imagem que, por estar captada a preto e branco, se torna mais abstrata e, logo, obriga o espectador a um maior esforço de conversão da imagem em algo diferente – poesia fotográfica. A ausência de cores desperta também um maior saudosismo e uma paleta monocromática sugere intemporalidade, eternidade e infinito. Talvez por estas razões, tantos casamentos do século XXI tenham vindo a ser fotografados em P/B: todos os noivos desejam que o seu casamento seja eterno e nada melhor do que a fotografia a preto e branco para captar momentos que ficarão gravados em papel durante mais de 200 anos – o tempo de duração de uma fotografia P/B (as coloridas duram apenas 100 anos).

Aposte no P/B e capte imagens inesquecíveis!


Isabel Rodrigues

Título: Fotografias a preto e branco resistentes à inovação tecnológica

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

Visitas: 48

780 

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    04-05-2014 às 18:52:00

    É linda uma foto em P/B. Sempre quando a vejo, fico emocionada. Com certeza, há diferença entre uma desse tipo com a colorida. A Rua Direita adorou seu texto e agradece!

    ¬ Responder
  • Paula BlandyPaula Blandy

    12-08-2011 às 19:14:44

    Olá Isabel,
    Gostaria de saber se pode me ajudar?! Preciso saber onde posso comprar papel fotográfico P/B em São Paulo. Tem alguma indicação de loja?
    Agradeço sua atenção.
    Paula Blandy

    ¬ Responder

Comentários - Fotografias a preto e branco resistentes à inovação tecnológica

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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