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Firme contrato com a posteridade!

Categoria: Fotografia
Visitas: 2
Comentários: 1
Firme contrato com a posteridade!

As fotografias estão presentes em diversos momentos da vida de toda a gente e imortalizam muitos deles. Efectivamente, elas até podem dar uma clara noção do crescimento e fases por que passa uma pessoa ao longo dos tempos, com características físicas, expressões, cortes de cabelo, roupas que usava, etcétera. A maioria dos pais, e outros familiares, tem a mania de andar sempre com a câmara atrás, a tentar captar as gracinhas dos seus rebentos. Depois, exibem orgulhosamente as fotos no seio de convívios quase exclusivamente organizados para o efeito. Será que há guardanapos suficientes para ensopar tamanha quantidade de baba? No caso, o papel de cozinha é mais absorvente…

Hoje em dia, as máquinas fotográficas convencionais tendem a ser substituídas pelas digitais, que apresentam algumas vantagens e também desvantagens. A primeira máquina digital de verdade foi lançada em 1988 pela Fuji. Algumas das grandes supremacias das novas tecnologias prendem-se com o facto de não haver necessidade de se preocupar com a compra e mudança dos rolos (nestes entremeios acabavam por se perder muitas situações e poses únicas), de se poderem tirar muitas fotografias seguidas com recurso a simples cliques, e de se transferirem para o computador e editá-las (com a ajuda de software como o Adobe Photoshop). Deste modo, é possível ajustar a cor, o brilho e o contraste, e a imagem pode ser cortada e redimensionada, o que ajuda a optimizar a resolução das fotos. Por outro lado, há ainda a considerar a maior economia e flexibilidade que as máquinas digitais proporcionam.

Não obstante, para fins profissionais, é preferível a reprodução dos retratos contidos nos engenhos fotográficos convencionais; a resolução e a profundidade da qualidade não são igualáveis. Tanto é que em jogos de futebol, e noutros eventos dotados de projecção relevante, os fotógrafos de serviço exibem aparelhos bastante sofisticados, mas de cariz convencional. Ainda assim, as máquinas digitais tornaram-se imensamente populares na era moderna e estão configuradas para substituir as suas antecessoras na generalidade dos objectivos.

Alguns modelos permitem gravar também som e vídeo. A resolução de uma máquina digital depende da sua capacidade de armazenamento de pontos ou pixéis. Quanto mais pixéis puder armazenar, maior será a resolução do mecanismo. Máquinas com cinco mega-pixéis são ideais para fotografias caseiras, enquanto que o domínio profissional exige capacidade superior a sete mega-pixéis. Independentemente da vertente escolhida (mais clássica ou mais moderna), o importante é dar asas a uma arte que tem contrato firmado coma posteridade!

Maria Bijóias

Título: Firme contrato com a posteridade!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    05-05-2014 às 05:26:26

    As câmeras digitais são excelentes, pois é possível tirar fotos e ainda gravar vídeos bem legais. Hoje em dia na era da tecnologia móvel, muitas das fotos que tiramos tornam-se, inclusive, melhores! Tudo está a evoluir a cada dia!

    ¬ Responder

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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