Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Restaurantes > Vá pelo cheiro de um restaurante

Vá pelo cheiro de um restaurante

Categoria: Restaurantes
Comentários: 2
Vá pelo cheiro de um restaurante

Quando a barriga começa a “dar horas” é sinal de que o organismo entrou em deficit calórico e que é preciso repor as energias. Pode optar-se por uma sandes e uma bebida no local de trabalho, por levar a marmita de casa ou pelo “dois em um”: abandonar, por momentos, a cadeira que acolheu o traseiro toda a manhã, e deslocar-se ao restaurante mais próximo, numa perspectiva de espairecer ao mesmo tempo que se supre uma necessidade básica.

A menor disponibilidade financeira afecta toda a gente e não há negócio que não se ressinta. Todavia, muitos restaurantes optam por praticar preços mais acessíveis, elaborando, por exemplo, menus completos ou recorrendo ao sistema de buffet. Embora a margem de lucro per capita não seja tão elevada, asseguram uma maior constância e atingem alguma estabilidade, e, como diz a sabedoria popular «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar» …

Por falar em aves, estas acabam por integrar grande número dos pedidos efectuados, não apenas por se tratar de uma carne branca e, portanto, mais saudável, pelo facto de serem bastante saborosas, por existirem mil e um pratos de galináceos, mas, acima de tudo, porque tornam a conta final substancialmente mais suave. E, verdade seja dita, os dentes também agradecem não ser sujeitos ao suplício de estar uma hora a mastigar o mesmo bife! Ainda que o restaurante só feche à meia-noite…

De facto, com o frango não existe esse problema. Sendo de aviário, até os ossos quase derretem com a cozedura. Não obstante, não é de todo conveniente pô-los muito à vista… Se determinado cliente pedir um frango à caçador, não aceitará que lhe sirvam um frango à raio-X… em que do bicho só se vêem os ossos!

Os jantares, românticos, de aniversário, de comemoração de alguma data especial, de motivações intimamente ligadas à preguiça ou outras igualmente válidas, levam aos restaurantes outro tipo de comilões. Estes vão com mais calma e buscam, por alguns instantes, o prazer da mesa, o desfrute do ócio, o saborear de uma rara tranquilidade, um convívio familiar não interrompido pelo chamamento de tachos, panelas e demais trens utilitários do lar.

Nestas ocasiões, e visto que os olhos são os primeiros a comer, talvez constitua uma mais-valia o responsável pela cozinha esmerar-se na decoração dos pratos. Esta estratégia pouco ou nada acrescenta ao trabalho e despesa na confecção, mas contribui grandemente para a valorização deste verdadeiro cartão de visita. São pequenos incentivos de uma publicidade mais caseira do que, muitas vezes, a comida…



Maria Bijóias

Título: Vá pelo cheiro de um restaurante

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 0

603 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 2 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    16-09-2014 às 02:43:19

    Muito legal saber que o cheiro tem total influência sobre a escolha do restaurante. É fato que somos atraídos por isso!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoguida

    17-05-2009 às 19:24:41

    Sim o teu texto foi muito interressante e apelativo. Por vezes é tão agradavel ler com sentido de humor. Pararbens por transformares um topico , normalmente chato em algo alegre.

    Adoro restaurantes , adoro sentido de humor.

    Alegria e comida.

    ¬ Responder

Comentários - Vá pelo cheiro de um restaurante

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Os descendentes de Eça

Ler próximo texto...

Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios