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Como decorar a casa sem gastar muito dinheiro

Categoria: Decoração
Comentários: 1
Como decorar a casa sem gastar muito dinheiro

O design e a decoração de interiores nunca estiveram tão na moda! Abundam as lojas recheadas de objectos lindos, todos a pedirem um cantinho especial lá em casa! Infelizmente, a nossa procura nem sempre consegue aproveitar tanta oferta, mas um orçamento limitado não é motivo suficiente para andar zangado com a decoração da sua casa. Aqui, mostramos-lhe como pouco pode ser muito!

Para começar a decorar (ou a redecorar) e para um efeito imediato, não há nada como organizar a divisão em questão. O caos nunca se deu muito bem com o design de interiores, onde a simplicidade é uma regra de ouro. Avalie o que realmente precisa e o que realmente pode deitar fora ou doar e faça-o! A aquisição de uma simples estante para livros ou caixas “bonitinhas” (que hoje são feitas para combinar com qualquer espaço!) para ajudar a organizar a “confusão”, podem fazer maravilhas num escritório!
Já pensou em trocar os seus quartos? É simples, é barato e vai dar nas vistas: basta substituir, por exemplo, as cortinas, roupa de cama, almofadas, tapetes, objectos decorativos e quadros do quarto principal com o de hóspedes ou vice-versa. Agora não se engane na hora de dormir!

Se, por outro lado, estiver com vontade e energia para arrastar móveis, deixe os acessórios no quarto principal e troque apenas o mobiliário dessa divisão com o do quarto de hóspedes. Não há carteira que não agradeça esta dica!

Se não quiser ser tão radical, pense nas diferentes formas que existem para mudar a disposição de uma divisão. Alguma vez pensou colocar a sua cama na diagonal ou debaixo da janela? Imagina a sua sala sem mesa de centro ou com um pequeno sofá mesmo em frente à lareira? Leve a sério este projecto, utilizando papel e recortes do mobiliário e acessórios existentes, e faça algumas experiências antes de começar a pôr tudo de pernas para o ar – vai ficar certamente surpreendido com as múltiplas facetas de um simples espaço que parecia não conseguir sair do sítio!

Às vezes, basta pintar o mobiliário existente para ficar com um espaço completamente renovado. Da próxima vez que não olhar com carinho para os móveis da cozinha ou do escritório, pense se não ficariam mais bonitos de branco, azul marinho ou cor de laranja!

Saturado com as mesmas cadeiras na sala de jantar e na cozinha? Troque-as de uma divisão para a outra ou dê-lhes uma nova cara com a aquisição (ou faça você mesmo!) de umas capas ultra modernas ou coloque uns assentos fofinhos numa das cores tendência da estação.

Lembra-se daquelas velas lindas que a sua amiga lhe ofereceu no Natal? E da jarra espectacular que a sua sogra teve a gentileza (e o bom gosto!) de escolher para o seu aniversário? Pois é, escondidos no armário não servem de muito! Está na hora de recolher as peças decorativas que têm estado em exposição ao longo dos últimos meses (ou anos!) e trocá-las por aquelas que estão ansiosas por sair das suas caixas!
Se infelizmente não tiver um armário com objectos suplentes lindos de morrer, não desespere! Que tal pegar nos objectos de decoração da sala de jantar e pô-las na entrada? Ou substituir as peças que dão vida ao quarto com as da sala de estar? A isto chama-se trocar as voltas com muito estilo!

Decorar o WC!? Deve estar a brincar comigo! Garanto-lhe que não estou! Temido por muitos, o WC é tido como uma divisão com a qual não se pode fazer nada! Engane-se… ora por onde é que começo? As possibilidades são mais que muitas: basta comprar uma cortina para a banheira que faça um verdadeiro fashion statement e, a partir daí, conjugar, conjugar, conjugar! Um tapete alegre e um set de lavatório igualmente estiloso e vai ser um prazer estar por estas bandas!

Apetece-lhe fazer algo lá em casa e não sabe bem o quê? Que tal brincar com as paredes ou com apenas uma? Pode mudar drasticamente qualquer divisão, bastando para isso pintar as paredes com uma cor que não o branco! Se não quiser ir tão longe pode divertir-se tanto ou mais com uma só parede. O difícil será escolher: pintá-la com uma cor ousada tipo preto, beringela ou dourado; “vestindo-a” com um papel de parede muito fashion ou um tecido ousado; aplicando um detalhe em autocolante (existe uma enorme variedade de motivos a baixo custo); emprestando-lhe uma lufada de ar fresco com uma tela ou uma fotografia XXL…

Guarde os euros e pinte o seu próprio quadro ou ponha os seus filhos a fazê-lo. Passe os olhos pelos seus calendários antigos ou algumas revistas de eleição e escolha várias imagens que possam ser emolduradas. Se gostar de fotografia aproveite as suas preferidas – sejam de pessoas, animais, paisagens ou uma viagem – e mande fazer posters gigantes para colocar em quadros (pode encontrar um sem número de soluções económicas nesta área). Brinque com a própria foto, imprimindo-a a preto e branco, sépia ou à Andy Warhol – a maior parte das lojas de fotografia disponibilizam todos estes serviços a preços justos. Um passepartout ou um conjunto deles é, muitas vezes, o suficiente para preencher qualquer mesa triste e despida!

Cansado do sofá da sala mas não pode deitá-lo fora? Compre um tecido novo (nas lojas da especialidade ou até na feira – nem imagina as pechinchas que pode encontrar lá!) e mande-o forrar. Escolha as novas texturas tendo em conta as cores ou o estilo predominante nessa divisão ou faça do sofá o novo foco da sala e redecore a partir daí! Aproveite a deixa e inspire-se numas velas, almofadas ou pouf (se calhar até já os tem noutra divisão), para completar a nova decoração.

Não há forma mais natural de decorar do que incluir, em qualquer canto da casa, uma bonita planta ou arranjo floral. Se a ideia de trazer a Mãe Natureza para dentro das suas quatro paredes não lhe agradar, opte por flores e verdes artificiais. Um jardim interior para alegrar e para “confundir” todos… é que hoje em dia a flora está tão bem feita que parece tudo verdadeiro!

Os têxteis-lar são, por si só, uma pequena maravilha doméstica. Refresque os seus quartos de dormir com lençóis e capas de edredon que estão guardados há séculos ou adquire um conjunto novo (há para todos os bolsos e é sempre um bom investimento porque dura muitos anos). Realce o que já existe com uma linda manta aos pés da cama e encha o local dos seus sonhos com mil e uma almofadas.

Inspire-se literalmente no minimalismo e dê um novo visual a qualquer divisão da casa com recurso a apenas uma peça chave: um tapete vistoso; um quadro colorido; um candeeiro a estrear ou reciclado (experimente trocar os abajours que já possui de uns candeeiros para os outros ou pinte a base de outra cor); uma cortina diferente ou as mesmas, mas com a bainha mais comprida e o varão quase a tocar no tecto para dar a ilusão de um pé direito bem mais alto e uma divisão mais ampla; uma vela gigante para repousar em frente à lareira; um cesto para as revistas que andam sempre espalhadas… as opções são infinitas, por isso, puxe pela sua imaginação de decorador! Quando estiver a planear e a decorar, faça o máximo que conseguir sozinho. Para além de deixar os cheques na carteira, vai divertir-se e inspirar-se para fazer sempre mais e melhor. A casa é sua, vista-a à sua maneira e, se não gostar, comece de novo!


Miguel Pereira

Título: Como decorar a casa sem gastar muito dinheiro

Autor: Miguel Pereira (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    17-04-2014 às 21:47:15

    Isso é sempre bem angustiante - decorar sem gastar muito. A Rua Direita agradece pelas dicas, bem úteis para quem deseja decorar a casa!

    ¬ Responder

Comentários - Como decorar a casa sem gastar muito dinheiro

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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