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Decore a sua casa com materias ecológicos

Categoria: Decoração
Comentários: 1
Decore a sua casa com materias ecológicos

Actualmente, fala-se muito de ecologia e meio ambiente. Desde a comida, ao vestuário, passando pelos transportes, vive-se a época em que estar na moda é reciclar e ser amigo do ambiente. A mim parece-me óptimo e sou a primeira a aderir a algumas das medidas mais simples.

No que toca a mobilar a casa, já nem todos somos muito ecológicos, dando maior importância à estética do que propriamente aos materiais ou, ainda menos, à sua proveniência. Talvez seja uma questão de tempo até a moda chegar também a esta área.

Em conversa com uns amigos, há uns anos, fiquei a conhecer o Comércio Justo (Fair Trade). Em Portugal tal conceito não estava muito desenvolvido e fiquei um pouco confusa ao princípio, para logo depois ficar aficcionada de tal oferta. Na verdade, o comércio justo é um dos pilares da sustentabilidade económica e ecológica mundial.

Surgido na Holanda, na década de 60 do passado século, trata-se de um movimento social e de uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados, nas cadeias produtivas. Ou seja, neste tipo de trocas, o produtor recebe a remuneração justa pelo seu trabalho.

O primeiro produto a ser certificado segundo o padrão deste tipo de comércio, foi o café, em 1988. A experiência foi seguida de muitas outras e actualmente a International Fair Trade Association reúne mais de 300 organizações em cerca de 60 países.

Presentemente, as movimentações de artesanato e produtos agrícolas faz-se dos países em vias de desenvolvimento para os mais desenvolvidos. Muitos são os que optam por adquirir este tipo de produtos, quer seja para consumo alimentar quer seja para decoração das suas habitações ou locais de trabalho, permitindo assim que os pequenos produtores de países mais carenciados possam viver de uma forma mais digna e facilitada.

Ao optar por adquirir produtos provenientes do chamado comércio justo, estará a criar oportunidades de melhoria das condições de trabalho e de vida dos produtores mais desfavorecidos. A missão deste passa pela promoção da igualdade social, protecção do ambiente e desenvolvimento da segurança económica dos produtores mais necessitados.

Se procura alternativas ecológicas para a decoração do seu lar, informe-se das lojas de comércio justo que existem perto de si. Estou certa que encontrará artefactos do seu agrado.



Cláudia Bandeira

Título: Decore a sua casa com materias ecológicos

Autor: Cláudia Bandeira (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBruna

    31-07-2009 às 11:20:47

    Este tema é bastante interessante, é pena não ser muito comum ver lojas de decoração com materiais ecologicos.
    Pelo menos não tenho conhecimento de nenhuma, mas vou estar mais atenta, para o bem do nosso planeta.

    ¬ Responder

Comentários - Decore a sua casa com materias ecológicos

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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