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Fotografe à noite

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Fotografia
Visitas: 2
Comentários: 1
Fotografe à noite

As fotografias tiradas à noite têm um encanto próprio, mas, para saírem bem, há que ter em atenção determinados pormenores e não prescindir de alguns procedimentos básicos. Na verdade, o nosso olho ajusta-se melhor às variações de luz do que a máquina fotográfica, daí que nem sempre é percetível a insuficiência de iluminação dos ambientes. No entanto, e como «o material tem sempre razão», a máquina não se deixa iludir e devolve fotos tremidas, escuras e de fraca categoria.

As melhores fotografias noturnas são as capturadas ao pôr do sol e ao amanhecer. Normalmente, e embora o sol desponte e desça no horizonte todos os dias, conseguem-se cenários únicos, fantásticos, capazes de transportar o observador para dimensões de infinito.

Para tirar boas fotografias à noite é preciso, antes de mais, uma máquina fotográfica de qualidade; caso contrário, e por muito que se esprema a pobre, ela não terá capacidade de corresponder às expectativas, e a deceção revela-se uma inevitabilidade. Depois, há que apoiar a máquina, a fim de que não figure no registo fotográfico a tremura do fotógrafo, ocasionada, inclusivamente, pelos movimentos respiratórios. Esta dica é válida para a noite e para locais fechados, onde a luminosidade é escassa. Fazer-se acompanhar de um tripé ou de um mini tripé é útil para se ter uma base para a máquina. Mesmo sem este utensílio, pode servir uma mesa, um balcão ou outra superfície, desde que se evitem os balanços, por pequenos que sejam, da câmara.

Ainda que as pessoas da foto se mexam, o apoio da máquina fará com que o ambiente permaneça imóvel. Nalguns contextos, até é possível que fique interessante notar-se a animação dos sujeitos captados (conferindo, por exemplo, um carácter de maior realismo), mas ver uma parede que aparenta estar em mudanças ou na iminência de ruir já não é tão agradável…

Por outro lado, é de evitar o zoom. Efetivamente, em atmosferas ensolaradas, não existe qualquer problema, mas em ambiências escuras o zoom incrementa as probabilidades de obter fotografias tremidas. Este risco diminui quando se usa o tal apoio.

O fundo das fotografias, sobretudo se forem tiradas em casa, assume especial relevância. Ao fotografar objetos claros, convém que o fundo seja escuro e vice-versa.

De salientar que os retratos noturnos com um primeiro plano, nomeadamente com o contraste anteriormente descrito (árvores, estátuas, …), revestem-se de grande atratividade. Atenção à seleção do ângulo da cena, que deve ser criteriosa, e ao tempo de exposição (bem estudado). Quanto maior for este tempo, mais luz entrará e, por conseguinte, mais clara ficará a imagem. Se se verificar que está demasiado clara, basta reduzir a duração da exposição.

Para captar pessoas a grande proximidade, rostos, etc., opta-se pelo modo automático, com flash e, preferentemente, com o redutor de olhos vermelhos.

As máquinas fotográficas digitais têm a grande vantagem de permitir a realização de inúmeros testes até se atingir o ideal da foto sem gastos adicionais. Portanto, não há razão para não experimentar esta arte fascinante!


Maria Bijóias

Título: Fotografe à noite

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 2

669 

Imagem por: jesus_leon

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    05-05-2014 às 04:09:30

    É linda as fotos ao amanhecer e entardecer. Realmente, elas ficam genuinamente perfeitas. Mas, para que fiquem boas à noite é importante considerar algumas técnicas mesmo. Adorei as dicas!

    ¬ Responder

Comentários - Fotografe à noite

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: jesus_leon

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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