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Sinta os seus móveis!

Categoria: Mobiliário
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Sinta os seus móveis!

Qualquer peça de mobiliário não consta somente de uma coisa negociada a “preço de ouro” ou ao desbarato para se ir atafulhando a casa. Por muita falta que faça a mobília, e dado o seu carácter duradouro, a rentabilização económica não é tudo. O investimento passa, de igual modo, por uma associação de sentimentos, que, para obter sucesso, tem de desembocar numa relação de certa cumplicidade com os móveis. Afinal, eles vão estar connosco por largo tempo… e receber as nossas lágrimas, ter o pó mais limpo quando o contentamento assim o determina, comportar objectos de grande valor real e/ou afectivo, levar um pontapé de vez em quando… Tudo isto integra o tal vínculo de proximidade que se pretende.

De facto, quando se compra um qualquer artefacto de mobiliário tem de se gostar e ver em cada peça algo que nos transmita tranquilidade e regalo. O toque, a cor, o design, …, têm de se interligar e fazer surgir uma novidade.

Identificar claramente as necessidades dos clientes, de forma a ganhar vantagem competitiva relativamente aos concorrentes directos, é a via mais inteligente de sobrevivência no mercado do móvel. A especialização nos segmentos em que já se opera é garantia de satisfação e esta anuncia uma possibilidade de fidelização. Tendemos a ir ao encontro de quem parece conhecer-nos e antever os nossos desejos e precisões, em detrimento de superfícies onde temos de explicar rigorosamente tudo, correndo, inclusive, o risco da exposição ao ridículo. Assim, o objectivo é alcançar respostas rápidas e adequadas às expectativas de cada cliente: soluções mais económicas para os segmentos mais baixos; opções refinadas e apuradas para os segmentos médio e médio-alto.

Na vertente da hotelaria, o mobiliário reveste-se, também, de primordial importância. Linhas modernas e simples, de fácil manutenção e alteração são as preferidas. Acabamentos e cores diferentes visam harmonizar os diversos ambientes, sendo simultaneamente úteis e com um design arrojado.

Quer se trate de grandes estabelecimentos especializados, quer se vá a lojas de pequena dimensão, o importante é que o potencial comprador se sinta como em casa ou, pelo menos, saia de lá inflamado por uma ânsia incontida de que o seu cantinho seja o mais parecido possível com a atmosfera que encontrou. A criação, ou recriação, de uma ambiência desencadeia motivações interiores profundas e despoleta artifícios de criatividade que ajudam a manter vivo o gosto pela mudança, pela procura de si mesmo (a), pela vida…!



Maria Bijóias

Título: Sinta os seus móveis!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários - Sinta os seus móveis!

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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