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Arte como modo de despertar consciências

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Comentários: 2
Arte como modo de despertar consciências

A arte, durante muitos anos, e na mentalidade geral, foi vista como um modo de dar beleza, quer seja a paredes, estantes, edifícios… No entanto, com o avançar dos tempos, começou também a ser vista como um meio de intervenção e expressão, tomando um papel importante na chamada de atenção do público-alvo para certas questões.

Hoje em dia, é dos meios mais usados para despertar consciências acerca de assuntos contemporâneos, e fazem-no de modos incríveis.

Há poucos dias, vi numa rede social uma nova espécie de brinquedos chamados Genpets. Estes Genpets seriam um animal de estimação que vinha empacotado numa embalagem de brinquedo, com uma especificidade: seria um mamífero vivo, geneticamente modificado.

Ao ir ao site, descobri que os Genpets eram animais, com ADN modificado para terem personalidades específicas (identificadas na caixa por um código de cores) que podia ser escolhida pelo comprador. Possuía também um pequeno monitor cardíaco e uma “Fresh strip”, uma espécie de prazo de validade eletrónico que funcionava por meio de led’s, e dava indicação do estado do Genpet.

O animal, após modificado, seria hibernado por introdução de um nutriente específico no organismo e empacotado, como um brinquedo qualquer.

Tudo isto fez-me ficar estupefacta com o estado a que tínhamos chegado: tratar animais como bonecos de plástico! A minha cabeça só pensava: Mas onde é que isto vai parar!?

Decidi então começar a minha pesquisa acerca destes bichinhos.
O que encontrei após uma extensiva pesquisa aliviou-me, e fez-me passar a ter um sentimento de grande admiração por toda esta questão dos Genpets: estes não são mais que uma instalação do artista Adam Brandejs. Uma instalação não é mais que uma produção artística que se baseia na composição de um espaço, em vez de uma obra isolada.

Com tudo isto, aliando a multimédia à instalação, Adam criou um projeto credível, que lançou a polémica na internet acerca da engenheiria genética. As pessoas que não chegaram a descobrir a grande obra que eram os Genpets e que continuaram a pensar neles como seres reais insurgiram-se, evocaram os direitos dos animais e pensaram o mesmo que eu: onde vai a engenheiria genética parar?

No fundo, Adam conseguiu o que queria: pôr as pessoas a pensar. Estes bonequinhos (que afinal são feitos de latex) cumpriram a sua função, tanto como obra de arte, como a nível de despertar consciências.

Assim, podemos concluir que a arte é um forte veículo de expressão, informação, mas mais que tudo, de pensamento, pois simples ações como a de Adam Brandejs podem fazer as pessoas pensar em assuntos importantes, que muitas vezes estão esquecidos.


Patrícia Carvalho

Título: Arte como modo de despertar consciências

Autor: Patrícia Carvalho (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoWallace Randal

    13-09-2012 às 13:54:33

    Realmente, os projetos de cunho artístico podem ser considerados marcantes quando provocam nossa poder reflexivo. Seja filmes, livros, obras, etc. o que aprendemos é o que realmente tem valor. Mas fora a arte como forma de reflexão, também pode ser usada para a compreensão de determinada cultura ou época, o que também é muito legal e esclarecedor.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCarolina

    02-07-2012 às 11:43:20

    Acho fantástica esta ideia, mas será que será que as pessoas iram atingir esse ponto? Ou iram continuar a "fingir" que não vem nada??

    ¬ Responder

Comentários - Arte como modo de despertar consciências

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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