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A Arte Do Sabão Natural

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
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A Arte Do Sabão Natural

Um dos cheiros que guardo de infância é o do sabão usado pela minha mãe para lavar a roupa. Era o famoso sabão azul.

Aos quase quarenta anos, descobri a arte de fazer sabão como os de antigamente. Redescobri o tão conhecido cheiro.

Resolvi então começar a fabricar o meu próprio sabão natural à moda antiga mas com os conhecimentos de hoje. Descobri as excelentes propriedades das ervas, flores e outros ingredientes que se podem usar.

Descobri que a arte de fazer sabão é muito mais complexa do que parece à primeira vista e que é necessário uma boa preparação e conhecimento para se fazer sabões de propriedades várias.

Há muitos sites na net onde se pode aprender a fazer sabão (falo de sabão e não sabonete, esse é outro assunto). A base de qualquer sabão é: água, soda caustica e gordura.

Esta gordura era, tradicionalmente, a banha de porco. Podendo também ser óleos usados. É uma boa solução para reaproveitar esses óleos. Mas os sabões eram essencialmente usados para lavar roupa e por vezes louça.
Eu, como os utilizo para o corpo, uso azeite sem ser usado.
Para além dos três ingredientes atrás mencionados, pode-se acrescentar mel, flores, ervas, óleos essenciais, frutos.

Nos meus, uso sempre o mel (caseiro) e um só tipo erva, ou flor ou fruto. Tenho tido excelentes resultados tanto em cheiro como em propriedades.

Para mim, a combinação de mais ingredientes deve ser muito bem estudada. Por vezes, pensamos que obtemos uns resultados mas podemos obter outros que podem ser até o oposto do que pretendíamos.

Há muita gente a fabricar sabão, mas há poucas que saibam realmente o que fazem. Não é só juntar este e aquele e mais o outro ingrediente. É necessário saber quais as reações químicas que poderá originar tal mistura. Quais as propriedades compatíveis e as que nunca se devem misturar.

Por isso, há que ter muito cuidado com o sabão natural que se usa. Não basta ser fabricado de forma artesanal, com ingredientes naturais e até biológicos. Há que ter em atenção as misturas e se quem os fabricou está ciente do que realmente fez.

Quanto mais pesquiso sobre o assunto, mais tomo consciência disso mesmo. Por essa razão, os meus sabões são o mais natural possível e o mais simples.


Isabel Trigo

Título: A Arte Do Sabão Natural

Autor: Isabel Trigo (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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