Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Vestuário > Razões e dicas para um consumo responsável de roupa

Razões e dicas para um consumo responsável de roupa

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Vestuário
Comentários: 1
Razões e dicas para um consumo responsável de roupa

Toda a gente gosta de se ajanotar. Com diferentes motivações, não deve haver quem não recorra à roupa como meio de embelezamento, afirmação pessoal e diferenciação. Para além do mais, a cultura do consumo está instalada na sociedade em que vivemos, e não comprar é quase equivalente a não pertencer a este mundo.

Toda esta engrenagem funciona, em grande parte, à custa da globalização, que tem vantagens e desvantagens. Atualmente, uma peça de vestuário que compremos pode ser fabricada num determinado país e ter componentes vindos dos quatro cantos do Globo. É desta forma que se consegue um preço bastante mais competitivo, mas à custa, muitas vezes, de condições de trabalho extremamente precárias para os trabalhadores de certas regiões, bem como de uma qualidade reduzida.

O grande grosso das roupas que se encontram à venda nas lojas, independentemente das marcas, é produzido em países pobres. As empresas, geralmente europeias ou norte-americanas, subcontratam essa produção, com vista a reduzir significativamente custos laborais e fiscais, sendo que o necessário transporte dos produtos tem impactos ambientais a nível da poluição e da utilização de recursos não renováveis. Por outro lado, trata-se de pessoas, nomeadamente mulheres, com condições de higiene e segurança praticamente inexistentes e salários de miséria, jornadas de trabalho que rondam as 12/14 horas, amiúde sem contratos formais nem qualquer direito, com quotas de produção diárias elevadíssimas a cumprir e sem possibilidade de recorrer a qualquer sindicato, porque a sindicância é proibida. Em acréscimo, como consequência do imenso desgaste, poderão não conseguir laborar depois dos 25 anos de idade, uma vez que começam a trabalhar por volta dos 14.

Paralelamente, as matérias-primas utilizadas na indústria têxtil, desde as fibras aos químicos, são altamente prejudiciais à saúde de quem os manipula e de quem vestir a roupa, assim como ao Meio Ambiente. As fibras naturais provêm de explorações agrícolas intensivas, nas quais se empregam fertilizantes e pesticidas. Do fabrico das fibras artificias, por parte de indústrias químicas, resultam resíduos contaminantes que vão para os rios e a atmosfera, sendo que as fibras sintéticas derivam do petróleo, recurso não renovável. As tintas são outro grande problema. Casacos feitos com peles de animais em vias de extinção ou capturados sob violência constituem, igualmente, um atentado.

Perante este cenário, o conceito de roupa limpa terá um alcance mais ligado à sujidade das condições laborais e de produção, e não tanto a manchas decorrentes do uso. Muita gente ainda ignora por completo a proveniência do que veste e todo o caminho que aquele traje já percorreu. Seria bom divulgar ao máximo a informação, para que as pessoas possam decidir em consciência. Nesta perspetiva, é útil advertir que existem já tecidos feitos a partir de fibras têxteis alternativas, que se devem preferir às mais comuns, no sentido de impelir a indústria têxtil a usar materiais sustentáveis. Alguns exemplos são as fibras naturais tradicionais produzidas de forma biológica (algodão e lã biológicos), o modal e o lyocell (obtidos a partir de fibras celulósicas de faia), fibras de bambu e cânhamo. Os tecidos feitos destas fibras são muito suaves e de elevada qualidade. Participar em campanhas e abaixo-assinados de associações que lutem pelos direitos dos trabalhadores da indústria têxtil e do calçado exerce pressão sobre os seus administradores para que adotem práticas socialmente responsáveis.

Entretanto, pode optar-se por ter no roupeiro indumentárias versáteis (que deem, eventualmente para formar vários conjuntos), peças com dupla face (é o chamado «dois em um»), socorrer-se de acessórios que permitam mudar o visual sem se desfazer da roupa, fazer ou encomendar pequenos arranjos que alterem um pouco o corte ou a maneira com a roupa cai no corpo, doar a roupa que já não serve (em bom estado e limpa!), comprar ou vender roupa em lojas de fatiotas em segunda mão (onde é possível encontrar uma vasta panóplia de soluções), guardar as farpelas que passam de moda (uma vez que os padrões que a ditam são cíclicos), e, acima de tudo, apelar à criatividade, que propiciará, indubitavelmente, uma série de outras ideias.

Já chega de nos colocarmos à margem das questões mais prementes do mundo que nos alberga, como se não contribuíssemos grandemente para a sua destruição e nada tivéssemos a dizer acerca da sua preservação e da manutenção de uma merecida qualidade de vida! O nosso comportamento em termos de consumo falará por nós, e é da união que nasce a força. Tal como acontece com as eleições políticas, esta força representa poder e exprime a concordância, ou ausência dela, com determinadas políticas seguidas. São gestos que valem mais do que as palavras. Portanto, na mão do consumidor final encontra-se a chave da mudança. A passividade anula a nossa dignidade, mas não a nossa responsabilidade…

Não há que hesitar em manter-se informado(a), ler as etiquetas do que se adquire e exercer o direito de decisão!


Maria Bijóias

Título: Razões e dicas para um consumo responsável de roupa

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 0

637 

Imagem por: warriorgrrl

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 1 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    21-08-2014 às 13:09:52

    Super interessante! Gosto de conservar minhas roupas por anos, apenas cuidando com maior apreço! Nada de luxos, nada de excessos, apenas os básicos e assim, a gente consegue fazer muitas outras coisas e acaba-se por economizar.

    ¬ Responder

Comentários - Razões e dicas para um consumo responsável de roupa

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Saiba como fazer divulgação a partir de casa e tenha sucesso

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Publicidade
Saiba como fazer divulgação a partir de casa e tenha sucesso\"Rua
Para todos os tipos de negócios, produtos ou serviços, se pretende obter resultados é fundamental divulgar. Não adianta ficar preso a ideia de que o seu trabalho é bom se ninguém sabe que ele existe. Seria como ter uma biblioteca contendo todo o tipo de informação sobre os mais variados temas no fundo do mar, ou no meio de uma floresta desconhecida. Afinal, o que faria com tanta informação se não tem acesso a ela?

Vamos entender o seguinte; quanto maior o número de pessoas receberem diariamente informação sobre o negócio em questão, maior a possibilidade de retorno, mesmo que seja de 1% ou menos. O mais importante é se fazer presente e não perder o foco, o que significa que, mesmo o retorno parecendo ser relativamente pequeno, sem nenhuma divulgação, seria um fracasso.

Dicas para fazer divulgação:

Primeiro é preciso determinar quais os veículos irá utilizar como ferramenta de marketing, depois, quanto tempo irá empregar nessa tarefa e criar um script (texto) de abordagem e apresentação que seja atraente, porém não muito extenso.

Com a oportunidade que a internet nos dá atualmente, é o meio de divulgação mais rápido, barato e prático que se pode ter, porém, não se empolgue muito. É preciso seguir alguns passos para que de fato dê certo. Usar a internet como mecanismo para divulgar, não é ficar atirando para todos os lados sem seguir uma estratégia que funcione como porta de atração.

Então, comece criando um site ou blog e contrate um serviço de hospedagem, os sites grátis têm extensão do fornecedor, o que pode tirar a característica de algo profissional, mas lembre-se de registrar um domínio, há muitos serviços de hospedagem com preço baixo.

Faça inscrição nas principais redes sociais e atualize todos os dias, é uma ótima ferramenta.
~
Crie anúncios e insira nos sites de classificados, como por exemplo, aqui no Rua Direita, que é grátis e tem grande número de visitações diárias.
Prepare uma campanha de incentivo usando o YouTube, com um vídeo explicativo de no máximo 2 minutos. O mais importante aqui é despertar o interesse para que visitem o site.

Faça uma lista de todos os seus contatos e envie informativo por e-mail, mas cuidado para não praticar spam, ou seja; enviar para quem não conhece ou não lhe autorizou. Telefone para os amigos e familiares e conte as novidades sobre o trabalho com simpatia e entusiasmo. Peça a eles indicação para que possa também falar com os contatos deles e o principal; acredite no sucesso, se empenhe com seriedade e determinação.

Pesquisar mais textos:

*lss Cabelos *

Título:Saiba como fazer divulgação a partir de casa e tenha sucesso

Autor:*lss Cabelos *(todos os textos)

Imagem por: warriorgrrl

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios