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Conheça as fobias mais comuns

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
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Comentários: 13
Conheça as fobias mais comuns

Ao nascer, o ser humano traz já um “código” de medos a determinados objetos, situações ou acontecimentos, pelo que o medo é algo inato e não aprendido. Na prática, a função do medo prende-se com a defesa de circunstâncias desfavoráveis, num contexto de proteção pessoal.

O medo é a resposta do organismo a acontecimentos percecionados como perigosos. No entanto, se esse medo for muito intenso e omnipresente, condicionando os movimentos de quem o sente e alterando o quotidiano dessa pessoa, passa a integrar o domínio das fobias, que consubstanciam um medo irracional, desproporcionado e constante diante de uma coisa em concreto, uma ocorrência ou uma conjuntura. A fobia traduz um temor arrebatador e recorrente de um ser, uma situação ou uma ideia, que não representam, na realidade, qualquer móbil de perigo.

Na sua esmagadora maioria, quem padece de fobias admite que o seu medo é ilógico e não possui fundamento real, mas a evitação dos agentes fóbicos é um impulso que, a não ser satisfeito, desencadeia acessos de ansiedade com severas manifestações físicas.

Os pensamentos associados à fobia e a ansiedade subjacente podem desenvolver taquicardia, suores, tremura, falta de ar, alterações da tensão arterial e outros. Perante este mal-estar, a tendência é de evitar a situação que lhe deu origem, a fim de lograr algum alívio e bem-estar. Porém, a perpetuação deste comportamento leva a que o indivíduo nunca se exponha aos motivos dos seus medos irracionais, e esta fuga só engrandece o temor e adia a dessensibilização e, por conseguinte, a reconquista da qualidade de vida perdida com as limitações impostas pela fobia.

Ao contrário do que se possa pensar, as fobias são bastantes comuns em termos do grosso da população, com maior incidência nas mulheres, e raramente produtoras de uma incapacidade capaz de delinear um quadro clinicamente significativo. Somente as fobias ocasionadoras de inadaptação ao meio onde a pessoa vive devem ser acompanhadas por especialistas e inseridas no âmbito das perturbações de ansiedade.
Entre as fobias mais vulgares encontram-se as fobias específicas, de diversos tipos: animais (aranhas, cobras, lagartos, …), fenómenos da Natureza (alturas, trovoada, …), sangue, agulhas, etcétera.

Conheça algumas das fobias mais comuns


A aracnofobia, que deu, em tempos, matéria para uma realização cinematográfica, é o medo (ou fobia) de aranhas. O que alguns fazem em relação à sogra, os aracnofóbicos praticam no que se refere às aranhas: quanto mais longe melhor. Trata-se da mais comum das fobias, em que a aceleração das frequências respiratória e cardíaca e as náuseas marcam, invariavelmente, presença. A distância de uma aranha é sempre pouca e este medo é passível de determinar o local para ir morar ou de férias, atividades desportivas ou de lazer.

A sociofobia, igualmente denominada de antropofobia, designa o medo de pessoas, de vicissitudes sociais. Mais usualmente conhecida como fobia social, é uma síndrome ansiosa de tensão nervosa mensurável e de desconforto ante a necessidade de interação com outros indivíduos, de concretizar certas tarefas sob observação alheia, de participar em dinamismos sociais e de qualquer género de exposição à avaliação dos outros.

A sensação de julgamento que estes pacientes experimentam assume um peso suscetível de provocar isolamento, pelos sentimentos de estupidez e de fraqueza que aporta. Falar, comer, beber ou até assinar em público, atravessar a passadeira, olhar o interlocutor nos olhos, ser apresentado a amigos de amigos, efetuar telefonemas, ter de dar a sua opinião ou de estar em espaços fechados com muita gente, encetar amizades, ir à cabeleireira, ao hospital ou a uma casa de banho pública, ser intercetado(a) por uma pessoa investida de autoridade, viajar em transportes, e o simples facto de andar na rua, podem ser o mote para uma crise.

A aerofobia diz respeito ao medo do ar livre e, mais especificamente, de andar de avião. Não é o aparelho em si que apavora os viajantes, mas a conceção que produzem deste veículo. A desconfiança e o mistério corroboram o desenvolvimento da fobia.

A agorafobia, ou medo de sair de casa, de estar em sítios abertos ou no meio de uma multidão, pode surgir como consequência de uma perturbação de pânico. Poderia resumir-se como o medo de ter medo, uma vez que os portadores de agorafobia receiam não poder sair imediatamente de sítios ou situações (como túneis, autocarros superlotados, comboios, pontes, grandes avenidas, aglomerados populacionais, …) caso se sintam mal. Cinemas, concertos, centros comerciais, …, são potencialmente ameaçadores. A ida ao supermercado ou ao ginásio, para eles, convém realizar-se também com companhia.

Na claustrofobia, ou medo de lugares fechados, as impressões psíquicas tornam-se físicas: o ambiente “encolhe”, o teto teima em aproximar-se, as paredes comprimem-se, as pernas e as mãos tremem desmesuradamente, o suor escorre, a boca seca e o coração parece querer ser o primeiro a sair dali, furando o peito. Os elevadores são a ilustração costumeira deste tipo de fobia.

Escadas rolantes, ladeiras e edifícios altos são palcos, por excelência, de episódios de acrofobia (medo das alturas). A habituação a determinados locais altos não invalida o regresso do temor noutros menos rotineiros.

Existem ainda a carcinomafobia (medo do cancro), brontofobia (medo de tempestades/trovões, do céu estrelado, do espaço celeste, dos astros), necrofobia (medo da morte), cardiofobia (medo de vir a padecer de doenças cardíacas), nosofobia (medo de contrair qualquer doença por contágio, recusando estar em hospitais, clínicas ou consultórios), zoofobia (medo de animais – cães, gatos, cavalos, pássaros, etc.) e muitas outras, mais esquisitas (medo das plantas, de se deitar na cama, de aprender, de livros, do ouro, de música e até de palhaços, entre outros).

As experiências negativas, a aprendizagem social e a influência familiar podem ser causas do aparecimento de fobias. O risco maior é o da generalização, isto é a ampliação do medo específico a todas as circunstâncias, mais ou menos, relacionadas com esse medo. Acha-se que se vai perder o controlo, que vai acontecer algo terrível e procura-se fugir da forma mais rápida. Contudo, os comportamentos fóbicos são variáveis e há que ver se é realmente preciso recorrer a ajuda profissional.


Maria Bijóias

Título: Conheça as fobias mais comuns

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 13 )    recentes

  • Adelaide

    14-06-2015 às 03:07:48

    Oi, meu marido tem fobia por joias, nunca usei brincos, anéis e correntes, nem pensar, ele já me deu de presente, mas não posso usar. ele nunca aceitou tratamento. O que pode ser feito sobre essa fobia

    ¬ Responder
  • Briana AlvesBriana

    15-07-2014 às 20:21:37

    Genial! As fobias são mera ilusão de nossas mentes. Temos um medo terrível de certas coisas e outras, temos uma coragem do cão! Vai entender! Tem gente que tem pavor de dirigir um automóvel, que coisa!

    ¬ Responder
  • Amanda Garcia

    04-09-2013 às 16:47:44

    Oi, existe algum tipo de fobia relacionada diretamente com fazer calculos/construçoes geometricas. Todos dizem que é "rejeiçao" ou "dificuldade de aprendizagem", porem nao é isso. Meu racicionio é muito rapido e dificilmente nao entendo a materia/procedimento da matematica ou geometria. Porém, na prova, quando preciso realizar construçoes com um compasso, por exemplo, minha mao treme, minha pressao cai e eu nao consigo ler o enunciado. O que mais me atrapalha e me deixa nervosa sao as pessoas e o tempo limitado, mas as vezes sinto uma especie de panico mesmo. Queria saber se existe alguma fobia e se há tratamento. (por favor nao recomendem estudar mais).

    ¬ Responder
  • cristiane

    14-08-2013 às 22:39:47

    eu tenho zoofobia chego a ficar sem ar ,só de chegar com bichos perto de mim!

    ¬ Responder
  • tailine

    09-04-2013 às 20:43:24

    tenho medo de qualquer coisa que esteja aglomerada, seja em movimento ou não. Qual seria o nome desta fobia?

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoLeticia

    03-08-2012 às 20:51:09

    Eu tenho aracnofobia, e os. Outros acham engraÇado a minha reaçao diante de uma aranh, e acabam me assustando. Isso piora cada vez mais!

    ¬ Responder
  • gabriellagabriella

    31-05-2012 às 18:56:48

    super legal

    ¬ Responder
  • Deine MoraisAlisson

    14-10-2011 às 16:18:51

    Minha namorada tem medo de Palhaços(Coulrofobia).
    E eu tenho medo de subir e descer escadas rolantes e ficar dentro de elevadores.
    D:

    ¬ Responder
  • rosangela evangelistarosangela evangelista

    03-07-2011 às 02:05:43

    achei muito interressante ,e queria saber se é possivel uma pessoa que nunca teve medo de nada vir com o tempo a ter medo de dlgumas coisas como aranhas,altura ,e outras .

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãothais de almeida farias

    20-02-2011 às 23:22:35

    muito obrigado pela informaçao mais eu nao consegui achar quem tem medo de escada rolante vai por favor me diz

    ¬ Responder
  • Silvana

    20-11-2013 às 12:32:25

    minha irmã tem medo de escadas rolantes, tbm gostaria de saber algo q possa ajudá-la, e queria saber tbm o nome científico

    ¬ Responder
  • rosros

    01-06-2012 às 23:31:26

    Morro de medo de descer escada rolante, durante muitos anos subi e desci escada rolante, depois de um tempo, somente escada normal, faz um ano que subo, mas não desço escada rolante.

    ¬ Responder
  • SARINHASARINHA

    02-05-2010 às 22:00:45

    adorei foi fantastico:D

    ¬ Responder

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O Mito da Entrevista de Emprego

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Empresariais
O Mito da Entrevista de Emprego\"Rua
Aguardando há meses pela oportunidade de um novo emprego e após ser aprovado em várias etapas do processo de seleção eis que surge um empecilho: a entrevista de emprego.

Diversas dúvidas passam pela cabeça do candidato como o que vestir, como sentar-se, qual o tom de voz adequado, o que o entrevistador espera como resposta e como impressioná-lo provando ser a pessoa certa para a vaga a ser ocupada.

A verdade é que não há regra que garanta o sucesso em uma entrevista, porém, algumas atitudes e cuidados precisam ser tomados. Abaixo seguem 10 dicas que auxiliarão o candidato enfrentar essa fase do processo de seletivo de forma mais segura, não importando a área ou cargo pretendido.

1. Seja pontual. A pontualidade é uma forma de demonstrar respeito, consideração e compromisso com a empresa, porém, ser pontual não significa ser precipitado, chegando com muito tempo de antecedência. Para isso programe-se: quanto tempo você levará para chegar até o local combinado para a entrevista? E se houver algum tipo de atraso? Programe-se para que os prazos possam ser cumpridos. Se o atraso for inevitável entre em contato com a empresa e explique o motivo para o mesmo solicitando a possibilidade de remarcar o compromisso.

2. Vista-se de maneira condizente ao cargo que irá ocupar. Mesmo parecendo ser uma superficialidade, a forma como o candidato se veste pode influenciar a decisão do entrevistador, portanto, causar uma boa impressão é essencial. Para isso pesquise o perfil da empresa, se possível observe a forma como os funcionários se vestem e use na entrevista algo um pouco mais formal do que usaria todos os dias para ir ao trabalho.

3. Zele por uma boa aparência. Como descrito acima causar uma boa impressão é essencial, dessa forma, a higiene pessoal é indispensável. Vale ressaltar que perfumes e maquiagem exagerados são pontos negativos em uma entrevista.

4. Tenha em mente suas principais realizações profissionais e as evidencie. Quais os principais desafios que essas lhe trouxeram e o que aprendeu em cada uma delas. Se é seu primeiro emprego vale ressaltar suas experiências escolares e acadêmicas como trabalhos em grupos, projetos realizados, programas de estágio e trainee.

5. Tenha atitudes positivas. Um método de entrevista consiste em perguntas aparentemente absurdas que não possuem, necessariamente, respostas prontas. O que ele deseja na verdade é avaliar seu raciocínio lógico, portanto, seja criativo, argumente e crie estratégias para sair dessa saia justa.

6. Seja genuíno e autentico. Mesmo estando sob pressão seja você na entrevista. Não minta nem use máscaras. O recrutador provavelmente perceberá que você não está sendo sincero.

7. Tenha argumentos. “Por que você quer trabalhar aqui?” ou “Quais serão suas contribuições para essa empresa?” são perguntas básicas em uma entrevista de empregos. Portanto, tenha bons argumentos para esses questionamentos.

8. Mostre-se interessado. Faça perguntas plausíveis ao entrevistador.

9. Seja gentil e educado a todo o momento. Muitas empresas costumam analisar o candidato no momento em que esse inicia o processo seletivo.

10. Mostre-se confiante. Se você fará a entrevista de emprego é porque já passou por outras fases do processo seletivo, ou seja, tem muitos pontos a seu favor. Acredite no seu potencial .

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Título:O Mito da Entrevista de Emprego

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