Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > Resiliência: seja forte!

Resiliência: seja forte!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Resiliência: seja forte!

Está sendo muito usado atualmente em vários segmentos profissionais, como psicologia, gestão, finanças, economia, educação e saúde, os termos resiliente e resiliência. Na verdade são termos e expressões que remetem à capacidade que todo ser humano tem de superar obstáculos e seguir adiante. Em muitos momentos de nossas vidas, com certeza, já tivemos experiências de resiliência. Quem nunca teve um problema ou uma barreira a enfrentar?

Para alguns é exigido um grau maior de resiliência devido a situações traumáticas vividas. Já para outros essa capacidade de superação é quase imperceptível, pois os problemas a serem enfrentados são de menor tamanho e não geram grandes modificações. A questão chave é: conseguimos ser fortes ou devemos nos deixar abater pelas situações que se apresentam em nossas vidas e que não são ideais? A resposta parece clara e simples, contudo para alguns a maneira mais fácil de resolver os obstáculos da vida ainda é fraquejando. Todavia todos têm a capacidade de se superar, enfrentar e crescer diante das adversidades. Basta ter a vontade de vencer. Pertencemos a dois grupos: aqueles que já nasceram resilientes e os que adquirirão essa capacidade ao longo de suas experiências de vida.

O termo resiliência vem da física moderna, caracterizando-se pela capacidade de permanecer forte perante a pressão, a dureza, ao choque e ao estresse. A resiliência exige uma tomada de decisão. Queremos terminar com o sofrimento pelo qual estamos passando ou não? As pessoas resilientes normalmente não culpam os outros pelas situações não ideais vividas por elas, têm um senso de humor admirável e uma excelente disposição ao trabalho. Elas canalizam todo o sofrimento pelo qual passaram para ações positivas e que as integrem de forma verdadeira e intensa à sociedade. Uma pessoa, ao tornar-se resiliente, consegue vencer um obstáculo após o outro, como se através das dificuldades tivesse adquirido resistência e força para driblar e superar barreiras.

Os casos de resiliência são muitos e diversificados. Uma pessoa ao enfrentar um acidente, ao perder entes queridos, a viver em ambientes violentos, ao sofrer abusos e humilhações, precisa desenvolver dentro de si essa capacidade, pois só assim conseguirá vencer em meio às adversidades. E, ao vencer tais obstáculos, o resultado geralmente é proporcionar à sociedade um bem, retribuindo o amor, a confiança e o carinho que alguém depositou na pessoa traumatizada. Para desenvolver a resiliência e superar barreiras basta que tenhamos alguém que acredite em nós e que nos apóie e ajude a dar os passos iniciais.

Há relatos em que, após longos anos de violência, fome e abandono materno, crianças adotadas por famílias equilibradas e carinhosas tornam-se adultos preocupados com o bem-estar do próximo e geralmente ajudam outros a erguerem-se seja por meios mais simples com uso da palavra a doações financeiras e trabalho voluntário.

Para os resilientes os objetivos de vida são sempre determinados a curto prazo e postos em prática. As pessoas resilientes não têm a pretensão de mudar o mundo ou tornarem-se famosas. Elas partem para a prática, não ficam se lamuriando e não esperam que os outros venham resolver os seus próprios problemas. Os resilientes valorizam as pequenas vitórias e vivem no tempo presente. A cada conquista tornam-se autoconfiantes, amadurecem e evoluem.


Rosana Fernandes

Título: Resiliência: seja forte!

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

Visitas: 0

761 

Imagem por: RaSeLaSeD - Il Pinguino

Comentários - Resiliência: seja forte!

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios