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A Evidência do Deus Invisível

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 2
Comentários: 2
A Evidência do Deus Invisível

Uma frase conhecida de Vítor Hugo diz “Deus é o Invisível evidente”. Que poderemos dizer disto? Podemos ver Deus? Alguma vez alguém o viu na sua totalidade? Na sua grandeza?

Não podemos ver Deus, os nossos olhos não têm capacidade para ver Deus, e são poucos os exemplos mesmo bíblicos de pessoas que o virão, mas um exemplo é o que encontramos em Isaías 6:1 em que ele afirma: “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.”; mas no versículo 5 ele diz “Ai de mim que vou perecendo” porque ele, um homem consciente de que tinha lábios impuros vira o Senhor! Perguntarei eu, e cada um de nós? Não temos nós, todos os seres humanos, lábios impuros? Certamente vezes sem conta temos pronunciado palavras menos certas, acusações, discussões, palermices e muitas coisas mais que em nada são puras, em nada são santas… por isto, não há em nós dignidade para ver o Senhor face a face…

Apesar de não podermos ver Deus, ele é evidente em tudo o que nos rodeia, e podemos vê-lo nas árvores do jardim da cidade, podemos vê-lo nas flores na nossa varanda, em cada animalzinho que circula por debaixo dos nossos olhos, que por mais pequeno que seja tem um funcionamento perfeito, onde nada falha. Podemos ver Deus no sorriso de uma criança, na vastidão das montanhas, nos rios que correm todos em direção ao mar. Podemos vê-lo no socorro que recebemos quando mais precisamos, na palavra amiga que nos envia quando não há consolo.

Isto torna cem por cento real a afirmação de Vítor Hugo… o invisível evidente… mas evidente sempre… invisível só por agora, porque João 14: 2 e 3 dá-nos outra esperança, aqui as palavras de Jesus, uma das pessoas que compõem a trindade de Deus afirmam que Ele foi para o céu preparar-nos lugar, para que um dia possamos estar para sempre com Ele. Aí havemos de vê-lo face a face, e adorá-lo para todo o sempre…

É hora de nos prepararmos, para que a evidência do Deus invisível, se torne visível para nós.


Ana Sebastião

Título: A Evidência do Deus Invisível

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

Visitas: 2

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • Rafaela CoronelRafaela

    31-08-2014 às 17:18:17

    Adorei a citação de Vítor Hugo e penso que Jesus encarnado num corpo humano, porém sem pecado, torna-nos claramente que Deus é visível sim. Vemos Deus nas suas lindas criações como você bem citou e vemos Deus em cada situação que nos acontece na vida!

    ¬ Responder
  • Elizandra

    01-01-2013 às 14:11:41

    Gostei muito artigo interessante, preciso e edificante dá uma visita no meu blog Ana, que Deus te abençeo!!!

    ¬ Responder

Comentários - A Evidência do Deus Invisível

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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