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A Decoração Ao Longo Dos Tempos

Categoria: Decoração
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A Decoração Ao Longo Dos Tempos

Ao longo dos tempos, a decoração tem ganho novos contornos. Com a Revolução Industrial houve uma massificação dos objectos, o que levou os artistas a reclamarem pelo regresso de produtos de qualidade, feitos à mão, mas os custos de produção eram tão elevados que só estava ao alcance das classes sociais altas. Entretanto surgiu a Arte Nova, que é tida como a primeira corrente de estilo moderno do século XX. Os artistas procuravam inspiração no presente e em tudo o que os rodeava, principalmente na Natureza. Como houve uma produção maciça, muitos artigos não têm grande valor.

Em 1908 surgiu a Art Deco em Paris, que perdurou até ao fim da II Guerra Mundial. Popularizou os safaris africanos, os usos de peles de animais, marfim e madrepérola na decoração. Também os hieróglifos eram usados nos tecidos e acessórios.

Os anos 20 foram fortemente influenciados pelo glamour de Hollywood, o que marcou uma nova fase na decoração de interiores e foi quando apareceu a profissão de decorador. Seguidamente surgiu o modernismo, que mais que um estilo era uma corrente de pensamento. Os artistas acreditavam que o design de um objecto tinha que obedecer à máxima “A função precede a forma”. A escola Bauhaus, na Alemanha, tornou-se o centro deste movimento.

O período do pós-guerra ficou marcado pelo consumo desenfreado, o que é um reflexo típico depois das grandes depressões. Na decoração aderiu-se a um novo estilo de mobiliário, deitando fora o que era velho.

Os anos 60 foram aos anos loucos do flower power e da música pop, o que se reflectiu na forma de decorar os ambientes. Londres tornou-se a capital da moda e surgiu a pop art com um estilo arrojado, irreverente, acessível a todos os estratos sociais e culturais. Porém desde 1930 até os dias de hoje, que o estilo que ganhou maior notoriedade foi o escandinavo, onde se estabelece a fusão entre as linhas e os conceitos modernistas, em que os objectos são na maioria funcionais. Daqui resultam peças com formas orgânicas, de design apelativo e muito user friendly.

O expoente máximo desta corrente é a loja sueca IKEA, fundada em 1943. Outra corrente em voga é o minimalismo, fortemente influenciado pelos ambientes japoneses. A elevada qualidade dos objectos criados pela corrente de Artes e Ofícios tem como referência o preceito dos artistas orientais. No fundo a decoração reflecte uma forma de estar da pessoa e da sociedade.


Rua Direita

Título: A Decoração Ao Longo Dos Tempos

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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