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Tatuar ou não tatuar eis a questão!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Beleza
Comentários: 8
Tatuar ou não tatuar eis a questão!

Ultimamente são cada vez mais as pessoas que recorrem às tatuagens. Uns fazem-no para embelezar o corpo, outros fazem-no para pagar promessas ou para pagar apostas perdidas.

Muitas são as motivações que levam uma pessoa a tatuar-se.

O certo é que dizem que quem se tatua pela primeira vez, fica viciado e depois não consegue parar, especula-se mesmo que a tinta usada na tatuagem poderá ter aditivos que criam este vício. Seja verdade ou não, fazer uma tatuagem é sempre uma decisão que deve ser bem ponderada, afinal é uma marca que irá ficar para o resto da vida.

Se bem que hoje já existe forma de tirar a tatuagem recorrendo a uma cirurgia a laser, só que o preço que paga, mais vale tentar evitar esta situação.

Agora parece que está na moda fazer tatuagens, principalmente desde que começou a ser transmitido no canal People & Arts o programa “Miami Ink”, onde uma equipa de tatuadores mostra alguns dos seus trabalhos e conta a história de quem os procura.

Antigamente, as tatuagens resumiam-se a pequenos desenhos com dizeres como “Amor de Mãe”, “Sangue, Suor e Lágrimas”, “Angola 69” e a imagens simbólicas como corações, armas…

Isto hoje é considerado uma piroseira por parte dos jovens, mas a verdade é que a geração mais antiga, raros são os homens que não têm uma destas marcas do corpo, principalmente porque estiveram na tropa ou em zona de guerra.

A moda agora é fazer caracteres chineses, tribais, animais ou mesmo escrever o nome dos filhos. Eu nunca fui dada a estas coisas, gosto de ver uma tatuagem bem feita e a preto e branco, desde que não seja nada exagerado. Quando as pessoas preenchem o corpo, já começo a achar demais.

Todos os anos quando começam a aparecer os primeiros raios de sol e a vontade de andar com o pé à mostra aperta, fico sempre na dúvida se devo ir fazer uma tatuagem no pé. Confesso que adorava fazer umas estrelinhas, mas depois penso, o que é que isso me irá acrescentar como pessoa? Será que não me vou cansar depois?

Tudo isto são coisas que me têm impedido de fazer uma, mas quem sabe se um dia não faço? O certo é que quando decidir fazer, tem que ser algo com significado, algo com que me identifique e que marque a minha existência. E você é um adepto de tatuagens? Ou também está indeciso como eu?


Catarina Guedes Duarte

Título: Tatuar ou não tatuar eis a questão!

Autor: Catarina Guedes Duarte (todos os textos)

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Comentários     ( 8 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    23-06-2014 às 07:46:58

    Não pode ser qualquer tattoo, pois ficará por toda a vida. Uma dica legal é fazer uma tatuagem que tenha sentido para você, que revele algo de sua personalidade, um momento marcante. Não aprecio tattoos enormes, gosto das pequenas e que tenha uma frase curta.

    ¬ Responder
  • Gabriela TorresGabriela Torres

    09-10-2012 às 01:51:45

    Tatuagem é uma coisa eterna.Ou seja se a pessoa decide fazer uma tatuagem tem que ter em mente que aquilo nunca mais sairá da pele dela,não importando o que ela faça para remover.Acho que é algo que deve ser analisado com muita seriedade.

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    08-10-2012 às 23:03:34

    (continuação) E se não queremos ferir susceptibilidades, o melhor é fazermos num local que facilmente possa ser disfarçado. Há que respeitar os outros da mesma forma que queremos ser respeitados e ter em conta que para quem procura um emprego, uma tatuagem muito visível pode prejudicar. Por último, é importante o local onde o vai fazer. Uma loja especializada com profissionais é o ideal. Não corra riscos nem se dê a arrependimentos.

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    08-10-2012 às 23:03:13

    Fazer uma tatuagem é algo que deve antes de mais ser pensado em vários aspectos. Deve principalmente ter um significado e este deve pertencer ao dono do corpo e não ser uma tatuagem para que o mundo veja e comente. Interessa o sentimento que transmite. Em segundo lugar há que ver onde se faz. Em que parte do corpo. (continua)

    ¬ Responder
  • Daniela VicenteDaniela Vicente

    08-10-2012 às 21:04:40

    uma quaestão muito em voga hoje em dia. porquê? cada vez mais as tatuagens estão na moda e surgem lojas como cogumelos numa floresta. contudo, os empregadores estão cada vez mais exigentes e claro que preferem alguém com a pele "limpinha" pois o público ainda é grande parte conservador. se o emprego permitir a tatuagem pode fazer, mas também pode mais tarde mudar de emprego e precisar eliminar.

    ¬ Responder
  • Cristina SousaCristina Sousa

    08-10-2012 às 19:29:38

    Pessoalmente não faço tatuagens, pois não gostaria de me ver. Mas também porque, segundo me disseram, não é benéfico à pele. No entanto, respeito as pessoas que optam por fazê-las, e escolhem tatuagens artisticamente muito bonitas. Existem tatuagens que não são permanentes e que ao fim de poucas lavagens desaparecem.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSofia Nunes

    13-09-2012 às 15:03:56

    Se é verdade que as tatuagens se banalizaram, e com essa tendência se abrandou o medo pelos supostos rufias tatuados, é certo que os empregadores ainda não olham essa arte corporal com bons olhos. Não tenho tatuagens mas penso vir a ter, e pessoalmente não quereria trabalhar num local onde não pudesse ser eu própria – tatuada ou não. É apenas necessário ponderar se a tatuagem que queremos fazer fará sentido ao longo da vida.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    12-09-2012 às 18:32:41

    houve uma época da minha que pensei fazer uma tatuagem, mas hoje em dia não penso nisso. o corpo é muito importante para mim e só temos um. não vou estragá-lo com supostas mensagens que mais tarde posso arrepender-me. nem pensar. eu sei que cada vez mais as pessoas recorrem às tatuagens e até compreendo, porque como já disse desejei fazer uma ou duas. ou mais. acho que e uma opção de cada um.

    ¬ Responder

Comentários - Tatuar ou não tatuar eis a questão!

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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