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História da Arte – Da Renascença ao Realismo

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
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Comentários: 3
História da Arte – Da Renascença ao Realismo

Renascença / Alta Renascença

A idade de Michelangelo (Buonarroti) e Leonardo da Vinci começou na Itália e espalhou-se por toda a Europa de 1300 a 1600. Renascença, que literalmente significa renascimento ou renovação, é a personificação do ressurgimento do interesse do homem no saber clássico, no mundo em torno dele próprio e no seu poder como indivíduo. Diz-se que o renascimento foi “alimentado” pelo crescimento económico, a abertura a outras culturas e o status quo político.

As inovações na pintura incluem a descrição da paisagem, a introdução de perspectivas lineares e aéreas e composições detalhadas. Apesar de Michelangelo e Da Vinci serem os dois pintores mais frequentemente referenciados nas discussões sobre o período, foi Masaccio (através das suas obras) quem “plantou as primeiras sementes”. Além disso, os nomes de da Vinci e Michelangelo chegaram à fama após a segunda onda de mestres do Renascimento, que incluiu Antonio del Pollaiuolo e Andrea del Verrocchio. Esse período é conhecido como Alta Renascença.

Maneirismo

O Maneirismo é na realidade um estilo renascentista da pintura e da arquitetura. Tornou-se popular entre 1520-1580 e, teve igualmente origem em Itália. Os seus principais proponentes eram artistas florentinos como Rosso e Jacopo da Pontormo, e mais tarde, o pintor espanhol El Greco. O movimento foi sintetizado pelo alongamento das figuras e/ou objetos, a distorção dos elementos artísticos como proporção e espaço, o drama emocional e o desequilíbrio global. Essa artificialidade é considerada uma sofisticação intelectual em oposição à abordagem naturalista do seu antecessor e à qualidade harmoniosa global.
O maneirismo é um termo baseado na palavra em italiano de forma ou estilo - maneria. Os mestres maneiristas dizem ter sido fortemente influenciados pela arte de Michelangelo para os Médici e capela Sistina.

Barroco

O grande realismo tornou-se novamente popular com o advento do movimento barroco. De 1550 a 1750, os artistas barrocos exibiram o fascínio pela forma visual e o contraste dramático entre claro e escuro ou claro-escuro. Eles também adicionaram elementos que apresentaram dinamismo, movimento e energia, especialmente ao retratarem temas populares como martírios e cenas de êxtase. Rejeitando os ideais maneiristas, os artistas deste movimento retomaram as obsessões da Renascença pela unidade e equilíbrio - mas desta vez, com uma emoção mais intensa e com maior realismo.

Rococó

Entrando na vanguarda do mundo da arte de 1715 a 1780, a preocupação do movimento Rococó com a ornamentação frívola e a leveza delicada é amplamente associada com o reinado de Louis XV, em França, o local de nascimento do movimento. Este estilo decorre das artes decorativas e do design de interiores normalmente exibido em igrejas. As pinturas dos mestres Rococó exibem ornamentação, através do uso de cores delicadas e padrões curvos. Eles conseguiram estes efeitos decorando as suas telas com figuras míticas e/ou criaturas celestes. Infelizmente, o movimento desapareceu total e abruptamente depois de 1789, ano do fim da Revolução Francesa.

Neoclassicismo

Fortemente influenciado pelas antiguidades gregas e romanas, particularmente por vasos gregos recém-escavados que mostravam figuras planas e recortadas, os pintores do movimento neoclássico puseram de lado a ornamentação excessiva e a frivolidade do Rococó típico, e em vez disso, pintaram quadros com composições simples como figuras em estado de calma e poses estáticas. Isto aconteceu principalmente devido à sua busca pelo solene, e às vezes pela moralização, o tom, a lógica de composição e a clareza.

O movimento espalhou-se pela Europa e pela América do Norte com o francês Jacques-Louis David e Benjamin American West “conduzindo a carga”. Este período iniciou-se em 1750 tendo terminado por volta de 1880.

Romantismo

Com o início das guerras napoleónicas, os pintores românticos começaram a encontrar a sua musa nos assuntos do mundo que os rodeia. De 1800 a 1880, o movimento romântico virou costas ao estilo “formal” dos seus antecessores mais imediatos e os mestres passaram a pintar acontecimentos contemporâneos com mais cor e mais drama. O drama foi evocado através do uso de cores complementares que induziam vivacidade e mais vida. Esta justaposição foi reforçada por muito tempo através de pinceladas longas e poderosas. Além disso, os temas também mudaram do heroico para cenas de sofrimento e, às vezes até mesmo de violência.

Realismo

O Realismo foi abraçado pelos pintores cujo objetivo foi o de descrever o que era "feio", em oposição à natureza altamente subjeciva do romantismo e do “focus” dos românticos no que era "bonito". Além disso, o realismo tende a ser definido como uma resposta às questões sociais, acumulando assim outro nome - o realismo social. Embora tecnicamente o realismo não seja definido por técnicas inovadoras, a maioria das pinturas mais realistas poderia ser descrita como simples e contida. Este movimento começou em 1830 e terminou por volta de 1850.


Carlos Vieira

Título: História da Arte – Da Renascença ao Realismo

Autor: Carlos Vieira (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãofmc

    09-11-2012 às 18:25:41

    muito obrigado

    ¬ Responder
  • Daniela VicenteDaniela Vicente

    17-09-2012 às 21:13:21

    o Maneirismo é quase como um movimento de transicção do Renascimento para o Barroco. este último é um moimento fantástico, onde se destaca o reinado de D. João V (Convento de Mafra e Biblioteca Joanina). o Romantismo, embora tenha um ar pesado e triste do ponto de vista dos românticas, deixou obras magnificas, como o palácio da Pena em Sintra. parabéns pelo seu texto. breves definições muito bem explicadas. uma escrita muito interessante e apelativa.

    ¬ Responder
  • Daniela VicenteDaniela Vicente

    17-09-2012 às 21:02:43

    o Renascimento foi proporcionado por uma nova mentalidade virada para o lucro.é uma arte muito estimada do gosto de muitos. muita gente não gosta de arte contemporânea, muito vanguardista, que por vezes não faz sentido.a arte que retrata elementos tanto católicos como profanos agrada a gregos e a troianos. o Renascimentos faz parte dos gostos do público. nomes como Ghiberti (as portas do baptistério) e Brunelleschi (hospital dos inocentes) faz parte do imaginário de todos.

    ¬ Responder

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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