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Sabe Passar Roupa a Ferro?

Comentários: 1
Sabe Passar Roupa a Ferro?

Desde sempre que passar a ferro era uma tarefa para as senhoras, na sua maioria perfeitas donas de casa que faziam vincos como ninguém e engomavam de forma perfeita e irrepreensível.
Se isto aconteceu durante anos, com o passar dos mesmos as coisas foram-se alterando e forma bastante significativa.

Ora nos tempos que correm, os homens passam a roupa de forma prática e sistemática e as mulheres já não o fazem com a perfeição de outros tempos. Mas se existiram assim tantas mudanças, o que é que está assim de tão errado na forma como se passa a ferro nos dias de hoje?

Mudam-se os tempos… Mudam-se as vontades… E se os ferros de engomar também estão diferentes, isto deveria facilitar-nos a vida. Vejamos o que andamos a fazer de errado enquanto engomamos a nossa roupa.

Em primeiro lugar, engomar roupas que já foram usadas é um grande erro. Os cheiros de fumo, transpiração e até mesmo de pequenas nodoas vão ficar mais acentuados que nunca. A roupa deve ser engomada depois de lavada, a não ser que seja somente para um pequeno retoque.

Não encha demasiado o depósito da água do ferro. Enchê-lo demasiado pode fazer com que alguma água saia enquanto engoma e pode manchar alguns tecidos mais complicados ou delicados.

Quando passar uma camisa a ferro comece pelos punhos, gola e ombros. De seguida as mangas e por fim as laterais e as costas. No que diga respeito aos botões, passe-os do aveço, pois os intervalos ficarão perfeitos.

Quanto a roupa com estampas, deve sempre passa-las do avesso para que não colem. O mesmo se passa com a roupa preta e de cetim. Se os passar pela frente vão ficar com um brilhante feio que vai parecer sujo e russo.

Quantos aos vincos, tenha atenção onde os faz. Os vincos nas calças devem seguir a linha da perna das presilhas até ao final das pernas. Se já tiverem os vincos feitos, faça-os imediatamente por cima. Se há coisa de mau aspeto são 2 ou 3 vincos sobrepostos e desleixados. Quanto ás calças de ganga, nunca em situação alguma devem ter vincos.

Passar a roupa pode não ter de ser regida por uma ciência exata, mas ao deixar a sua roupa engomada de qualquer maneira pode estragar qualquer vestimenta ou figurino mais trabalhado e pensado. Prime pela perfeição quando engomar e vai ver que vale a pena.


Carla Horta

Título: Sabe Passar Roupa a Ferro?

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    05-06-2014 às 19:20:29

    Às vezes, passar roupa vai depender muito do tipo de tecido. Por isso, é necessário ter prudência ao passar uma determinada roupa.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Sabe Passar Roupa a Ferro?

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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