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Ter um amigo Gay

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Ter um amigo Gay

Bem, para uma mulher ter um amigo gay nos nossos dias é como se fosse um must. Porquê?

Bem, num mundo e sociedade em que as relações são cada vez mais complicadas para se lidar, em que muitas mulheres, já não confiam muito umas nas outras, e em que a capacidade de se sentir ouvida e entendida por homem é praticamente impossível, ter um amigo gay é a combinação ideal entre estas diversas coisas e muito mais.

Quem melhor para ir consigo às compras e dar-lhe dicas de moda ou acerca do que lhe fica bem ou não!? Assim ter um amigo gay para muitas mulheres não é apenas terrem um homem amigo que a ouça mas que também lhe dê input acerca das maluqueiras de outros homens que possa estar interessada ou acerca das variações estranhas do seu namorado, marido ou interesse amoroso.

Ter um amigo gay é como ter um bom ouvinte, um amigo sincero, um irmão, um estilista e uma amigo divertido sempre que precisa sem ter de pagar.



Geralmente são estes, que mais paciência têm para aturar as mulheres e os seus devaneios e semi-depressões amorosas, tendo também a capacidade de lhe dar volta e meia um bom puxão de orelhas e chama-la de volta à realidade, de lhe lembrar da força que você tem enquanto mulher.

Mas não são só as mulheres que têm amigos gay, os homens também os têm e não poderiam estar mais felizes da vida. Porquê? Oh oh, os homens heterossexuais têm ganho ainda mais com os gays do que as mulheres. Simples….

Foi ou não graças aos gays que surgiram os seguintes pontos na vida do heterossexual moderno. A depilação masculina tornou-se norma, ter atenção à saúde e tratamento da pele com o uso de cremes, um maior cuidado com a mãos e pés (manicura e pédicure), o desaparecer da mono-celha (remoção dos pelos que unem as sobrancelhas), um maior cuidado com o cabelo, roupa e calçado.

Basicamente, se não fossem os amigos gays, os amigos heterossexuais ainda pareceriam, agora uns trogloditas desarranjados. Podemos dizer que agora os machos são muito mais cuidados. Não só nestes aspetos materiais, consegue um gay ser um ótimo amigo de um heterossexual, também nos conselhos em relação às mulheres este pode ajudar em muito. Que melhor base de dados acerca da mente feminina existe senão um gay, que a grande maioria dos seus amigos são mulheres.

No final o que conta, não é o ter um amigo gay ou não, mas se aquela ou a outra pessoa é realmente nossa amiga.


Bruno Jorge

Título: Ter um amigo Gay

Autor: Bruno Jorge (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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